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Campo


Victoria Clube de Golfe: a Jóia da Coroa de Vilamoura 

FotoVictoria18

 

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Desenhado pelo lendário Arnold Palmer e inaugurado em 2004, o Victoria Clube de Golfe é um dos ex-libris do golfe em Portugal, recebendo o Portugal Masters desde a sua primeira edição em 2007

O buraco 17 é o signature hole do Victoria Golf Course, palco do Portugal Masters desde a sua primeira edição, em 2007. Chama-se Cascatas Victoria (Victoria Falls), numa alusão às 12 cascatas espalhadas por vários lagos, que, a par de bunkers, ladeiam a direita do fairway. É um par-5 e é o maior buraco do campo, com 539 metros. Em contrapartida, tem o mais pequeno de todos os greens, protegido por água à direita.

Não admira que seja apontado como o mais decisivo do torneio, juntamente com o 18, chamado Guarda-Rios (The Kingfisher), que é o mais comprido dos par-4, com 423 metros e com um fairway acompanhado por um lago à esquerda e salpicado de bunkers à direita, com um green protegido por água.

Nem podia de ser outra forma. A ideia que presidiu ao Victoria foi a de criar um campo que elevasse ainda mais a já exigente fasquia que era referência nos quatro campos da então Lusotur Golfes, em Vilamoura. Logo, para um grande campo, para a Jóia da Coroa, um grande final. Costuma ser assim e este não é excepção.

FotoVictoria13

André Jordan escolheu o norte-americano Arnold Palmer para o desenhar, lenda viva do golfe mundial, principal responsável pela popularização da modalidade na década de 60 do século passado. O primeiro contacto com a Palmer Design aconteceu Janeiro de 1999, dois meses depois da decisão de se construir o Victoria, e rapidamente se chegou a acordo.

A primeira pedra do projecto foi lançada a 19 de Junho de 2000, tendo contado com a presença do então Presidente da República, Jorge Sampaio, e o campo viria a ser inaugurado em 2004, numa estreia abrilhantada pelo próprio Palmer, que ofereceu uma clínica a todos e ainda fez nove buracos de exibição.

Num terreno plano de 90 hectares, tinha nascido um championship course que rapidamente se transformou num dos ex-libris do golfe português, com fairways na sua maioria largos e ondulações concebidas não pelo acaso da natureza, mas pela pena de Arnold Palmer, que exigiram grandes movimentações de terra.

O Victoria tem greens variados no desenho, tanto no tamanho como no relevo; 5,5 hectares de bunkers bem posicionados, de areia branca, alguns com formas artísticas, como o do buraco 8, tentacular, em forma polvo gigante; nalguns, a areia desce até aos lagos, numa marca típica de Palmer; e 12 hectares de superfície de água e cascatas.

Victoria #17 Pano

Jogador do European Tour patrocinado pela Oceânico (grupo que em 2007 adquiriu os campos da Lusotor Golfes em Vilamoura), Ricardo Santos joga com frequência no Victoria e diz que este é outro campo durante o Portugal Masters: “Durante o torneio, o rough cresce, os greens ficam mais duros e rápidos, as distâncias e as condições da relva mudam completamente.”

Mas está longe de ser um campo difícil, e, nesse aspecto, proporciona bons espectáculos, com muitos birdies e eagles. Steve Webster venceu na edição inaugural com um total agregado de 25 abaixo do par, Alvaro Quiros em 2008 com 19 abaixo, Lee Westwood com 2009 com 23 abaixo, Richard Green em 2010 com 18 abaixo e Tom Lewis em 2011 com 21 abaixo.

Em 2012, o campo ficou mais difícil com a mudança de par-72 para par-71, consequência da passagem do buraco 3 de um par-5 de 518 metros para um par-4 de 450 metros. Shane Lowry ganhou nesse ano com 270 com 14 abaixo, em 2013 foi David Lynn com 18 abaixo e, finalmente, em 2014, a prova ficou reduzida a duas voltas devido ao mau tempo, tendo ganho Alexander Levy com a marca impressionante de 18 abaixo em 36 buracos.

Victoria #5

É um campo acessível em termos de se trabalhar a bola, pode-se fazer fade ou draw à-vontade, já que tem poucas árvores e são baixas. E é um campo que vai em crescendo até ao fim, mas que, além do 17 e do 18, tem outros desafios fortes, como o buraco 7, chamado Duro de Roer (Tough Hole), cuja saída retrocedeu 50 metros a partir da edição de 2009, passando a exigir que o shot de saída sobrevoe o lago em cerca de 230 metros.

Poderia falar-se ainda do 14, um par-4 justamente apelidado de Duplo Fairway, um dos mais belos, com dois fairways separados por uma linha de água e diversas cascatas, ou do 16, a Pega Azul (The Azure Magpie), um par-3 comprido de 190 metros, com uma série de lombas no green.

É aqui que, todos os anos, se reuném alguns dos melhores jogadores do mundo para o maior e mais rico torneio do golfe português.