PT/     ENG

Portugueses aguentam embate com o mau tempo. Sullivan cada vez mais líder


Portugueses aguentam embate com o mau tempo. Sullivan cada vez mais líder

17/10/2015

A previsão de más condições meterológicas levam o European Tour a repetir a medida de iniciar a última volta em Shot Gun a partir das 8 horas. Ministro da Economia, Pires de Lima, na cerimónia de prémios.

Ricardo Melo Gouveia e Tomás Santos Silva aguentaram bem o mau tempo que se abateu sobre Vilamoura, melhor do que algumas das estrelas do 9º Portugal Masters.

Melo Gouveia, o nº1 português, 2º no ranking do Challenge Tour e 123º do ranking mundial, cumpriu a terceira volta em 73 pancadas, 1 acima do Par do Oceânico Victoria Golf Course e melhorou 3 posições, subindo para o grupo dos 39º classificados, com um total de 211 pancadas, 2 abaixo do Par.

Com este mesmo resultado estão outros oito jogadores, incluindo Justin Walters, o sul-africano que foi vice-campeão do Portugal Masters em 2013.

«O meu objetivo de terminar no top-10 está comprometido. Vai ser complicado. Agora, o objetivo é subir na tabela», disse “Melinho”, de 24 anos, que apresentou um cartão de 4 birdies e 5 bogeys.

Quanto ao amador Tomás Silva, a revelação deste 9º Portugal Masters, perdeu hoje 6 posições e caiu para o 48º lugar, com 212 (-1), empatado com outros cinco jogadores, entre os quais o dinamarquês Thorbjorn Olesen, que há duas semanas venceu o Alfred Dunhill Links Championship, na Escócia.

O triplo campeão nacional amador cumpriu hoje a penúltima volta em 73 pancadas, 2 acima do Par.

Tomás Silva ainda fez 4 birdies como Melo Gouveia, mas sofreu 1 duplo-bogey no 15 (falhou o green) e mais 4 bogeys.

«Consegui acabar com 2 birdies. Estive muito inconsistente do tee, não me senti muito à vontade do tee, mas acaba por ser um resultado justo pelo que fiz em campo», analisou o jogador que ontem (sexta-feira) celebrou o seu 23º aniversário com a passagem do cut.

O selecionador nacional, Nuno Campino, voltou a gostar do que viu, sem perder o sentido crítico: «O Tomás jogou bem. Quando esteve em dificuldades. Quando falhou os shots de saída conseguiu salvar muito bem os pares. Mas depois, nas alturas teoricamente mais fáceis, em que se colocou em posição de fazer birdies ou pares fáceis, não concretizou».

«É preciso ter em conta que as condições eram muito difíceis, os roughs estavam altos, havia que acertar nos fairways e ele acertou alguns mas foi aí que cometeu alguns erros, fazendo mais difícil. Mas é uma boa volta e foi uma boa prestação nesta altura para o Tomás», admitiu Nuno Campino.

É de salientar que, na classificação geral, atrás dos dois portugueses, há craques do golfe mundial como o escocês Marc Warren (57º do Mundo e 17º da Europa) e o ex-nº1 mundial Martin Kaymer, o alemão que é 21º do Mundo e 15º da Europa, ambos com 1 pancada acima do Par, no 58º posto.

Apesar dos portugueses se terem aguentado num dia complicado – de ventos com rajadas a atingirem os 50 quilómetros por hora, jogado em shot gun para fugir à chuva que só apareceu quando a volta estava praticamente terminada –, já será já difícil termos amanhã (Domingo) um novo recorde nacional.

Não será fácil superar o 16º lugar de Ricardo Santos no Portugal Masters de 2012 e será ainda mais improvável que algum dos portugueses venha a receber o troféu das mãos de António Pires de Lima, o ministro da Economia, cuja presença está confirmada na cerimónia de entrega de prémios que poderá realizar-se entre as 13 e as 14 horas.

O grande candidato ao cheque de 333.330 euros do primeiro prémio monetário, do total de 2 milhões de euros em jogo esta semana, é o inglês Andy Sullivan.

O líder desde o primeiro dia aumentou hoje (Sábado) a sua vantagem sobre o 2º classificado, agora o espanhol Eduardo De La Riva, de 3 para 5 pancadas.

«Jogar em 4 pancadas abaixo do Par foi espantoso, tendo em conta o mau tempo que se fez hoje sentir», declarou Sullivan, de 28 anos, que efetuou 67 pancadas, totalizando 195 (-18).

Só houve outra volta de 67 (-4), do espanhol Jorge Campillo, que está empatado em 3º (-11) com o inglês Chris Wood.

Wood foi o autor do melhor resultado do dia, em 65 (-6). O inglês é o campeão do Lyoness Open, na Áustria, 24º classificado na Corrida para o Dubai e 76º no ranking mundial.

Mas voltando a Sullivan, o líder conquistou este ano o Open da África do Sul e o Joburg Open e poderá tornar-se no primeiro jogador a vencer três torneios do European Tour em 2015, mas, para isso, terá de recuperar a frescura mental que sentiu abalada depois do esforço de hoje

«Foi muito duro hoje e agora estou a sentir-me mentalmente de rastos porque tive de concentrar-me muito e sinto que usei toda a energia que ainda tinha no tanque. Felizmente, ainda tenho muito tempo para recarregar as baterias para amanhã», acrescentou o 66º classificado no ranking mundial e 26º na Corrida para o Dubai.

A última volta irá começar amanhã às 8h00. Pelo segundo dia consecutivo teremos saídas em shot gun, devido às previsões meteorológicas negativas.

«Será melhor se completarmos os 72 buracos regulamentares mas, dadas as circunstâncias, já foi muito bom conseguirmos concluir 54», disse Andy Sullivan, numa alusão ao torneio do ano passado, que foi reduzido a 36.

NA FOTOGRAFIA: Tomás Silva / © Álvaro Marreco

Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn