Melo Gouveia e Lima fazem história empatados em 5º lugar. Dinamarquês Lucas Bjerregaard vence 11º Portugal Masters


Melo Gouveia e Lima fazem história empatados em 5º lugar. Dinamarquês Lucas Bjerregaard vence 11º Portugal Masters

Ricardo Melo Gouveia e Filipe Lima fizeram história no 11º Portugal Masters, ao partilharem entre si o 5º lugar, a melhor classificação de sempre de portugueses no nosso mais importante torneio de golfe.

Lima (com voltas de 69, 66, 68 e 67) e Melo Gouveia (com rondas de 69, 67, 69 e 65) totalizaram 270 pancadas, 14 abaixo do Par, ficando a 6 do campeão, o dinamarquês Lucas Bjerregaaard, que adicionou cartões de 66, 65, 68 e 65 e conquistou em Vilamoura o primeiro título da sua carreira no European Tour, a primeira divisão europeia.

De uma assentada, Bjerregaard embolsou 333.330 euros, ascendeu do 114º ao 47º lugar da Corrida para o Dubai, garantindo virtualmente que irá continuar no European Tour, passando a lutar pela qualificação para o DP World Tour Championship, no Dubai.

Esse era o principal objetivo dos dois atletas olímpicos portugueses – usarem o Portugal Masters como trampolim para a manutenção no European Tour em 2018. Um top-3 poderia ter-lhes dado isso, mas este 5º lugar, ainda assim, valeu 77.400 euros a cada um.

Em termos meramente financeiros, a época está salva para ambos, mas esse valor convertido em pontos para a Corrida para o Dubai ainda não lhes chega. Melo Gouveia melhorou de 133º para 114º, enquanto Lima subiu de 176º para 145º.

Só faltam quatro torneios até ao final da época regular do European Tour e os dois portugueses precisam de entrar no top-100 da Corrida para o Dubai para poderem segurar o direito de prosseguirem no European Tour na próxima temporada.

Há outra hipótese, que consiste em ficarem no top-10 da Access List, um ranking que só conta os eventos que não integram a Rolex Series. Nessa hierarquia, Melo Gouveia deu um salto para 13º e Lima para 25º.

Estas são as questões técnicas de tudo o que estava em jogo no dia de hoje, mas a proeza dos dois jogadores que representaram Portugal na Taça do Mundo na Austrália significou muito mais pelo valor simbólico.

O recorde nacional de 16º classificado de Ricardo Santos no Portugal Masters de 2012 foi pulverizado e no caso de Ricardo Melo Gouveia pensou-se na hipótese de chegar à vitória, quando andou algum tempo no 2º lugar, por duas vezes distintas durante a última volta. Quando acabou a sua prova, era o líder na clubhouse, algo de inédito na prova para um português.

Em mais um dia glorioso de sol em Vilamoura, o Dom Pedro Victoria Golf Course engalanou-se para receber os dois melhores golfistas portugueses da atualidade e se é verdade que pela sétima vez em 11 anos se ultrapassaram as 36 mil entradas em cinco dias (36.083), desta vez sentiu-se que, pela primeira vez, havia mais público português, com realce para centenas de crianças em festa.

As partidas do buraco 1 dos dois atletas olímpicos portugueses e as suas chegadas ao buraco 18 foram, desta feita, os momentos mais ruidosos da semana e a perseguição de que ambos foram alvo depois de terminarem a prova deram esperança de um efeito multiplicador de praticantes.

«Eu lembro-me de há uns anos ser um deles e andar ali no meio», disse Melo Gouveia à Sky Sports. «É maravilhoso vermos estas crianças e quem sabe se um dia uma delas não irá jogar melhor do que aquilo que nós fizemos hoje», declarou Lima.

Já houve jogadores portugueses a vencerem torneios do European Tour, Daniel Silva em 1992, Filipe Lima em 2004 e Ricardo Santos em 2012, mas o Portugal Masters tem um estatuto e brilho especial na história do golfe nacional. «Eu chamo-lhe o meu quinto ‘Major’», frisou Melo Gouveia.

Para o Turismo de Portugal, os números de afluência, as transmissões televisivas para todo o Mundo, a promoção do golfe no Algarve em particular e no país em geral, os prémios sistemáticos de melhor destino turístico de golfe, são os fatores determinantes do sucesso do torneio.

Mas o próprio Turismo de Portugal – como se percebeu no discurso de Filipe Silva na cerimónia de entrega de prémios – valoriza este 5º lugar de Lima e Melo Gouveia, como uma enorme alavanca para o golfe ser encarado como desporto e não apernas como uma atividade económica.

É nesse sentido que deve entender-se a bonita quebra de protocolo a que se assistiu na cerimónia de entrega de prémios, por, para além do campeão, terem sido também chamadas e homenageados as duas estrelas do golfe nacional.

A cerimónia de entrega de prémios, dirigida por Peter Adams, o Diretor de Campeonatos do European Tour, contou com as seguintes individualidades:

David Williams (Chairman do European Tour), Filipe Silva (Administrador do Turismo de Portugal), Keith Cousins (Grupo Dom Pedro), Stefano Saviotti (Grupo Dom Pedro), Luís Correia da Silva (CEO do Dom Pedro Golf), Leonoel Silva (da Câmara Municipal de Loulé), Desidério Silva (Presidente do Turismo do Algarve), Carlos Luís (Presidente da Associação de Turismo do Algarve), Miguel Franco de Sousa (Presidente da Federação Portuguesa de Golfe), José Correia (Presidente da PGA de Portugal) e José Maria Zamora (Diretor de torneio no Portugal Masters).

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