Entre o maior torneio de golfe português e a EDGA (European Disabled Golf Association), para golfistas com deficiência, existe uma parceria de responsabilidade social a dar os seus frutos em Vilamoura


Entre o maior torneio de golfe português e a EDGA (European Disabled Golf Association), para golfistas com deficiência, existe uma parceria de responsabilidade social a dar os seus frutos em Vilamoura

Pelo terceiro ano consecutivo, a EDGA (European Disabled Golf Association), Associação Europeia de Golfe Adaptado, foi o parceiro oficial de responsabilidade social do Portugal Masters.
E, tal como em 2016 e 2017, a edição de 2018, realizada entre 19 e 23 de Setembro, como habitualmente no Dom Pedro Victoria Golf Course, em Vilamoura, contou com alguns dos seus melhores praticantes para uma demonstração pública e contribuiu com mais de €20 mil a favor da instituição, cortesia da organização do European Tour e dos espetadores.

O Golfe Adaptado é uma variante inclusiva para jogadores com deficiência que o Turismo de Portugal e o Turismo do Algarve têm apoiado frequentemente através de alguns dos mais importantes eventos da EDGA.
“Mais uma vez, tivemos o prazer de ser o parceiro de solidariedade do Portugal Masters e de estar no Dom Pedro Victoria”, congratulou-se o treinador de golfe master Tony Bennett, que desde 2014 é o presidente da EDGA. “Este ano tivemos seis jogadores que não participaram no evento anterior e cada um esteve lá por mérito próprio, através do ranking para jogadores com deficiência (R4GD)”, acrescentou.

A Equipa da EDGA contou este ano com o holandês Richard Kluwen, jogador de cadeira de rodas, hcp 11 e vencedor, em Junho, do Campeonato da Europa EDGA, em Tróia; o campeão nacional sueco Joakim Bjorkman, de baixa estatura, hcp 3,0; o também sueco Rasmus Lia, de ortopedia, hcp 1,0, medalha de bronze no Europeu em Tróia; os ingleses Kevin Harmison, amputado de perna, hcp 1,0; e George Groves, com doença de Erbs Palsy, hcp 3; e a holandesa Daphne Van Outen, de ortopedia, hcp 2.

Como convidados do European Tour, este sexteto deu duas clínicas, uma no driving range e outra no putting green, e, para culminar a demonstração de capacidades e habilidades, jogou no final da jornada de sábado, no buraco 18, um shoot-out com alguns dos jogadores profissionais participantes na prova máxima do golfe em Portugal.

“È fantástico ver golfistas com diferentes níveis e tipos de deficiência a marcarem presença no Portugal Masters, e é bastante sensacional a forma como eles praticam um golfe tão incrível”, considera o diretor do Portugal Masters, Peter Adams. “Acho que é uma causa fantástica, se pudermos fazer o que quer que seja para encorajá-los a envolverem-se no desporto do golfe, a tirar partido de tudo o que a modalidade lhes tem para oferecer.”

Filipe Silva, administrador do Turismo de Portugal, agradeceu a iniciativa: “Gostaria de felicitar o European Tour por ter escolhido a EDGA como a Instituição Pública de Solidariedade Social oficial do Portugal Masters, pelo terceiro ano seguido. É relevante e combina na perfeição com tudo o que Portugal tem feito no sentido de ser um destino inclusivo com o seu programa “All for all”, através da intervenção nas infraestruturas turisticas, e assim melhorar a experiência turística em Portugal das pessoas com deficiência, idosos, famílias com crianças pequenas e outras necessidades específicas.”

Tony Bennet lembra que a Organização Mundial de Saúde estima em 15 por cento os cidadãos europeus que são portadores de algum tipo de deficiência, seja intelectual, neurológica ou sensorial. “Se pensarmos numa população de 600 milhões, isso significa que existem nove milhões de pessoas na Europa com deficiência”, contabiliza. “Ora, se nós conseguirmos atrair, digamos, 0,5% apenas dessa população, estamos a falar de 450 mil pessoas, o que é um grupo muito interessante e pode resultar num mercado massivo para o golfe.”

Organização internacional sem fins lucrativos, a EDGA nasceu no ano 2000, sendo Tony Bennett o presidente da direção desde há quatro anos. “A associação tem crescido de forma notável”, diz. “No início de 2014, tínhamos oito federações, hoje temos 28; tínhamos quatro torneios em quatro países, hoje temos 14 torneios em 11 países. E tudo isto com trabalho voluntário, excetuando o secretário-geral a quem pagamos uma quantia quase simbólica. Temos muito boas pessoas a trabalhar connosco, cheias de conhecimento e experiência, apoiando uma série de projetos e associações na Europa e em Portugal.”

Os objectivos da EDGA são três:

1) Fazer com que a todas as pessoas com deficiência lhes seja dada a oportunidade de pelo menos experimentarem o golfe. “Não importa se jogam ou vão ficar a jogar, mas devem tentar, porque é um grande desporto para todos, ao ar livre, competitivo, social, saudável”, sublinha Tony Bennett.

2) Ajudar todas as organizações que querem fazer algo em prol do golfe para deficientes. “Fornecer-lhes as ferramentas, os materiais e os programas, para que possam desenvolver o desporto”, explica Bennett.

3) Conseguir desenvolver uma série de eventos ao nível mundial e eventualmente a inclusão nos Jogos Paralímpicos. “Para que tenhamos um programa cada vez mais competitivo de eventos, a nível nacional com a federação e a nivel internacionail com as entidades como ao R&A, a Federação Internacional de Golfe e a Associação Europeia de Golfe.”

Veja aqui o VIDEO – https://www.dropbox.com/s/1xljojsftkx9sbx/EDGA%20WF.mp4?dl=0

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