Portugal Masters 2012

Portugal Masters - Day Four

Cheers para Shane Lowry.

Três anos depois de se ter tornado profissional, na sequência da vitória enquanto amador no forte Open da Irlanda de 2009, Shane Lowry voltou a vencer, por ocasião do 6.º Portugal Masters. “Acabou-se. Já não sou só apenas o tipo que venceu o Open da Irlanda como amador”, desabafou o irlandês no final.

Quem seguisse a prestação de Lowry na última volta, diria que o irlandês jogava em casa. Foram centenas os compatriotas que o apoiaram, muitos erguendo canecas de cerveja. E quando o inglês Ross Fisher falhou um putt de pouco mais de um metro, no 72.º buraco, para lhe oferecer a vitória, pareceu antes que apontara um auto-golo num estádio de futebol adverso.

Foi dramático para Fisher, e glorioso para Lowry, que não esperava outra coisa se não um desempate por morte-súbita.

A sexta edição do Portugal Masters contou com a presença mais de 40 mil espectadores e foi a primeira na versão par-71, contra o par-72 das cinco edições anteriores. Lowry venceu com 270 pancadas, 14 abaixo do par, deixando Ross Fisher a uma pancada de distância.

O neo-zelandês Michael Campbell foi terceiro com 272 e o austríaco Bernd Wiesberger (4.º) e o inglês Richard Finch (5.º) completaram o top 5 do torneio.

Tom Lewis, que defendia o título, acabou no trio dos 49.ºs classificados, com 281 (-3).

O torneio ficou também marcado pela prestação positiva dos três portugueses que passaram o cut. Ricardo Santos, com uma volta final de 65, assegurou a 16ª posição. Excelentes prestações dos amadores Pedro Figueiredo e Ricardo Melo Gouveia ao longo de toda a semana, garantiram os 27º e 60º lugares, respetivamente.

O francês Raphael Jacquelin e o inglês Danny Willet estabeleceram o recorde do campo na versão par-71, com 63 pancadas (-8) no último dia.

Portugal Masters 2013

Portugal Masters - Day Four

David Lynn, o Paciente Inglês 

Co-lider em Vilamoura nos dois primeiros dias, David Lynn caiu para a 16º posição na terceira volta do 7.º Portugal Masters, a seis shots do comandante Paul Waring, mas finalizou a prova com um 63 (-8) que lhe deu o triunfo com a margem mínima sobre o sul-africano Justin Walters.

Manteve-se a tradição de o mais importante torneio de golfe português coroar campeões que vêm de trás: aconteceu pela sexta vez em sete anos. Só o espanhol Álvaro Quiros (outro dos co-líderes no primeiro dia), em 2008, segurou aos 72 buracos o comando que já detinha aos 54.

Na última volta, Lynn reentrou na corrida com cinco birdies na primeira metade do campo e, depois de um bogey no 10, recolheu mais birdies no 11, 14, 15 e 17. Ao finalizar com um total agregado de 18 abaixo do par-72, tornou-se o líder no club house e nenhum dos adversários que ainda estava em jogo conseguiram fazer igual.

Lynn já tinha sido terceiro na edição de 2011 e, se recuarmos um pouco mais, podemos recordar o Open de Portugal de 2005 na Penina: foi 5º depois de ter partido para a última volta na liderança. Agora juntou-se aos compatriotas Steve Webster (2007), Lee Westwood (2009) e Tom Lewis (2011) na lista dos vencedores do Portugal Masters.

Pela primeira vez numa edição do Portugal Masters, a sétima, nenhum português conseguiu passar o cut. Isso refletiu-se no menor numero de espectadores: foram 36.102 no Oceânico Vitória, contra os 41.177 de 2012, quando Ricardo Santos e os amadores Pedro Figueiredo e Ricardo Melo Gouveia jogaram – e bem – no fim-de-semana.

Outros dos grandes momentos da última volta protagonizou-o sul-africano Justin Walters, 32 anos, então 380º no ranking mundial. Meteu um putt de 12 metros no 18 que lhe valeu-lhe não só a manutenção no European Tour em 2014 (era 126º na Race to Dubai, passou a 71º), como uma verba adicional de 100 mil euros por ter terminado isolado no segundo lugar. Houve lágrimas, pela lembrança da sua mãe, falecida duas semanas antes.

Destaque no ultimo dia de prova para Miguel Angel Jimenez, que fez o sétimo hole-in-one da sua carreira no buraco 8, par-3 de 160 metros.