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Thomas Pieters confirma presença no Portugal Masters

11/10/2016

DA RYDER CUP PARA VILAMOURA

O BELGA JUNTA-SE A ANDY SULLIVAN, O CAMPEÃO DO ANO PASSADO, COMO OS DOIS JOGADORES GARANTIDOS, UM DIA ANTES DO EUROPEAN TOUR ANUNCIAR NO GOLFE DO JAMOR A LISTA DE INSCRITOS COMPLETA 

A estrela da Ryder Cup, Thomas Pieters, irá conquistar, com a sua simpatia, o público no Oceânico Victoria Golf Course, durante o Portugal Masters, que em 2016 celebra o seu 10º aniversário, de 20 a 23 de outubro, com o Pro-Am no dia 19.

Pieters tornou-se recentemente no mais bem-sucedido ‘rookie’ (estreante) de sempre na história da Ryder Cup, ao somar 4 pontos para a seleção da Europa, e o belga que se notabiliza por enviar a bola a longas distâncias espera manter a sua boa forma até chegar a Vilamoura.

Há um ano obteve um bom 6º lugar (empatado) no Portugal Masters e a confiança que cimentou há duas semanas no Hazeltine National (apesar da derrota europeia) leva-o a crer que poderá conquistar no Algarve o seu quarto título de carreira no European Tour.

«O campo ajusta-se perfeitamente às minhas características e joguei muito bem lá no ano passado. Espero voltar a ter uma boa semana este ano. É claro que regresso para ganhar. É um título que adoraria levar para casa», assegurou Thomas Pieters.

«O campo pode tornar-se bem longo e isso favorece-me, porque nem toda a gente pode cortar os ângulos a direito e ultrapassar os bunkers nas pancadas de saída. Mas eu posso, conheço muito bem o campo, quase que posso jogá-lo em piloto automático e depois de ter sido 6º no ano passado irei ficar desapontado se este na não estiver a lutar pelo título», acrescentou o 15º classificado na Corrida para o Dubai.

A miragem da vitória não é o único motivo do seu regresso a Vilamoura. É também o charme de um torneio que se tornou numa das etapas mais populares do European Tour.

Uma combinação de hotéis de cinco estrelas, com um campo em perfeitas condições e um desenho do saudoso Arnold Palmer, para além da proximidade da marina, com a sua plêiade de restaurantes e bares para todos os gostos.

«Eu adoro simplesmente aquele lugar. Vou participar pelo terceiro ano consecutivo e também joguei uma vez como amador. É, claramente, uma das minhas etapas preferidas do circuito profissional. Aprecio a vibração que se sente no ar, o campo é ótimo, o tempo é geralmente bom e a vila é mesmo agradável. Portanto, preenche muitos dos meus requisitos. Não indo de férias, quase que me sinto como tal, principalmente quando o sol brilha. Estou mesmo desejoso de regressar», dissertou o belga de 24 anos, vencedor este ano no Made in Denmark, com títulos alcançados também em 2015 no KLM Open e no D+D Real Czech Masters.

Thomas Pieters é o segundo membro da seleção europeia da Ryder Cup a confirmar a sua presença no Portugal Masters de 2016, depois do inglês Andy Sullivan, o campeão do ano passado.

As campanhas de aquisição de bilhetes antecipados com preços bonificados para se poder assistir à tentativa de defesa do título de Andy Sullivan e ao ataque de Thomas Pieters a esse mesmo título estão disponíveis no site: http://www.eventbrite.co.uk/e/portugal-masters-2016-tickets-24935202863

“O Portugal Masters é uma aposta muito válida”

Em conversa com Luís Araújo, que é desde Fevereiro o novo presidente do Turismo de Portugal, sponsor principal do Portugal Masters

Tendo desempenhado primeiramente, entre 2005 e 2007, o cargo de chefe de gabinete do então Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, terá feito parte do nascimento do Portugal Masters, pois logo em 2005 jogou-se a World Cup no Oceânico Vitória, que serviu um pouco como de rampa de lançamento do Portugal Masters, que passou a jogar-se desde 2007 no mesmo campo. Que memórias é que tem desse tempo no que ao golfe diz respeito?

Não me peça memórias, porque já nem me lembro do que almocei (risos). Bem, lembro-me que, obviamente, eram funções diferentes, lembro-me de que na altura procurava-se um evento que pudesse ser o mais aglutinador possível e que permitisse dar alguma visibilidade aquilo que já se estava a fazer então, que era tentar promover o golfe como produto para o país. Lembro-me disso, tenho uma ideia, mas muito mais do que isso também não.

Agora, tenho acompanhado o percurso que tem sido feito e a visibilidade que tem sido dada ao golfe graças ao Portugal Masters e acho que de facto tem sido uma aposta muito válida.

Como é que vê essa evolução do Portugal Masters numa altura em que estamos já em contagem para a décima edição. Qual é a importância que este torneio tem para o Turismo de Portugal?

Eu acho que, dissecando um bocadinho, a questão do golfe é importante para o país. É importante porque qualifica, é importante porque dá visibilidade, é importante porque permite estender a ocupação das regiões para além daquela que é a época alta. E é importante porque, de certa forma, dá prestígio à região, dá prestígio como complemento à actividade turística da região.

A questão do Portugal Masters é claramente valorizadora da imagem do país como destino de grandes eventos e neste caso é um grande evento de golfe – e portanto dá uma visibilidade acrescida.

O CNIG (Conselho Nacional da Indústria do Golfe) fez um estudo sobre a avaliação que era feita pelos stakeholders, portanto, pela grande maioria dos campos de golfe, sobre se o Portugal Masters era positivo – e curiosamente 90 por cento das repostas foi que sim,  que de facto era positivo para a promoção do país como destino de golfe. Vejo assim com muito agrado que consigamos manter ao longo destes anos este torneio no país e no Algarve.

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Foi criada ou está a ser criada alguma estratégia de comunicação do Portugal Masters nos canais de promoção de Portugal?

Sim, eu acho que isso também é fruto da evolução que tem sido feita. O torneio é o mesmo mas temos claramente de nos focar no potenciar cada vez mais e de maneiras diferentes essa promoção e esse torneio. O que nós pedimos – e o que nós estamos a querer – é que haja um resultado em venda ainda maior graças ao Portugal Masters. Portanto, está a ser feita uma divulgação acrescida junto dos operadores internacionais. Obviamente que a maioria das nossas campanhas hoje em dia são digitais, o que nós queremos é que haja uma maior presença desse torneio nessas campanhas e que se utilizem as plataformas do Portugal Masters e a sua base de dados do PM para promover o destino como um todo na altura do torneio e fora dela.

Não existem condições para Portugal receber mais do que um torneio de circuitos profissionais europeus? Estou a dizer isto porque havia o Open de Portugal, já houve também um torneio do circuito feminino de profissionais, e também havia o Open da Madeira, que este ano não se realizou pela primeira vez desde 1993…

Os dados que nós temos hoje relativamente ao golfe mostram um crescimento eu diria que sustentado. Estamos a crescer. De Janeiro a Junho de 2016, comparado com 2015, houve aumento de 11,2 por cento no número de voltas. Isto demonstra que continua a haver interesse e cada vez mais apetência pelos nossos campos de golfe. É importante referir esta questão.

O Portugal Masters e outros eventuais torneios de golfe obviamente que potenciam ainda mais a boa imagem que Portugal já tem como captação destes mercados ou destes jogadores. Obviamente que o Turismo de Portugal está sempre receptivo a qualquer iniciativa que permita trazer ainda mais turistas e diversificar mercados. E depois existe uma coisa que por vezes esquecemos, que é a fidelização dos clientes. Portanto, tudo o que sejam iniciativas que permitam, com objectivos e resultados, traduzir este crescimento, claramente que somos os primeiros interessados nelas, e analisaremos com o maior interesse como analisamos sempre.

Agora, aqui há uma questão de aposta em vários outros produtos e várias outras regiões que têm de ser igualmente consideradas. Não fechamos a porta, mas achamos que temos ainda um papel muito grande a fazer, que é potenciar a imagem do Portugal Masters.

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Tem tido algumas conversas com responsáveis do European Tour?

Temos tido várias conversas. Aliás foi uma das primeiras reuniões que eu tive aqui no Turismo de Portugal, com o Peter Adams. E depois disso temos tido frequentes conversações, precisamente nesse sentido… de perceber qual é a melhor maneira de chegarmos ao consumidor final e qual é que é a melhor maneira de distribuirmos o produto Golfe através dos operadores. O objectivo é, como lhe disse, por um lado, captar turistas, por outro lado, fidelizar com uma experiência superior nos nossos campos e em última análise fazer com que eles repitam e voltem de outros mercados também.

Vem do principal grupo hoteleiro português, que tem vários campos de golfe. Qual é que é a sua relação ou ligação ao golfe?

Nunca joguei – e vou-lhe ser sincero: nunca visitei um campo de golfe do Grupo Pestana. Acho que aí sou totalmente isento. Aliás, acho que é isso que me faz olhar de uma maneira muito fria e objectiva o negócio do golfe. Agora, reconheço que é uma actividade importante como complemento de hotelaria, reconheço valências do ponto de vista de qualificação do destino e de fidelização e de repetição que são consideráveis. E por aí claramente que tenho o maior interesse em que o negócio do golfe funcione e seja um complemento importante para a actividade turística.

O novo Plano Estratégico para o Turismo vai estar pronto ainda este ano. Qual será o papel do golfe? Terá algum programa especifico ou será inserido numa promoção conjunta?

A estratégia “2027” [como se denomina o Plano Estratégico] está em discussão. Agora… pegando um bocadinho naquilo que eu lhe dizia, o golfe tem todos os atributos para ser uma chave fundamental nestes desafios que nós temos, seja na sazonalidade, seja na complementaridade com o interior, na dispersão pelo território nacional, ou seja, é demasiado importante para ser esquecido nesta estratégia, portanto, obviamente que vai ser considerado, vai ter o seu papel… Veremos depois de que maneira é que implementamos essa estratégia e quais são os planos acção que fazemos para o golfe em particular.

 © fotografias de Filipe Guerra

Andy Sullivan regressa para defender o título

Depois de assegurar a qualificação para a seleção europeia da Ryder Cup, o inglês aposta no bicampeonato no Oceâncio Victoria Golf Course, sendo o 14º classificado na Corrida para o Dubai e o 42º no ranking mundial

Andy Sullivan deseja marcar as celebrações do 10º aniversário do Portugal Masters com a defesa do título e o inglês confirmou o seu regresso ao Oceânico Victoria Golf Course, de 20 a 23 de outubro.

Recentemente qualificado para a seleção europeia da Ryder Cup que irá competir no Hazeltine National (nos Estados Unidos) no final de setembro, o jogador de 30 anos está entusiasmado por voltar a receber no Algarve os amigos e sócios do seu clube, o denominado “Sulli Army”.«Será simpático regressar a Portugal para tentar defender convenientemente o título, principalmente porque irei com uns 70 sócios do meu clube. Com sorte, todo o público estará a puxar por mim e talvez isso me inspire a repetir o êxito», disse.

O resultado vitorioso de 261 pancadas foi o mais baixo na história do Portugal Masters.

O jogador natural de Nuneaton partiu para a última volta com uma liderança de 5 pancadas, e um cartão final de 66 dilatou essa vantagem para 9, para um agregado de 23 abaixo do Par e conquistar em grande estilo o terceiro título da sua carreira no European Tour.

«Para mim, ter ganho da forma como o fiz, em frente à minha mãe e ao meu pai, bem como muitos familiares e amigos, foi simplesmente fabuloso», disse, referindo-se também ao recorde de afluência no torneio, sobretudo no fim de semana. «Nunca poderia sonhar com uma vitória tão dilatada, foi uma sensação incrível e foi agradável poder partilhá-lo com as pessoas que me são tão próximas», afirmou.

Sullivan fala com carinho de um dos seus eventos preferidos no European Tour, pelo campo, pelo ambiente descontraído em Portugal que se adequa à sua personalidade simples e fácil.

«É um sítio fantástico, ter o hotel Tivoli mesmo no campo é absolutamente maravilhoso e a marina mesmo ao pé é um dos pontos de paragem obrigatórios para quem ali vai de férias e que queira apreciar também bom golfe», declarou.

«Nos últimos anos, tenho aproveitado a oportunidade para levar a família, porque estamos descontraídos e também porque é um campo agradável de se jogar. Conseguimos resultados baixos e temos a família ao pé. É por isso que adoro aquilo», garantiu.

«Sente-se que o Governo apoia realmente o torneio e quer promover um grande evento, o que acaba por ser positivo porque muitos dos jogadores do circuito profissional gostam mesmo de competir lá», asseverou.

Andy Sullivan foi o nono jogador a conquistar o Portugal Masters nas nove edições anteriores.

«Tinha o plano de dilatar ao máximo a liderança, jogar de forma agressiva, como tinha feito durante toda a semana, e acabou por funcionar. Joguei muito bem, não sofri nenhum bogey no último dia e aumentei a minha vantagem», recordou.

«Normalmente acho que ganha ali o tipo que melhor jogou durante a semana. Em alguns campos isso não acontece, mas no Oceânico Victoria parece que é sempre assim», analisou.

O Portugal Masters é um torneio do Turismo de Portugal, organizado pelo European Tour no Oceânico Victoria Golf Course, em Vilamoura.

O mais importante torneio de golfe português integra o calendário oficial da primeira divisão do circuito profissional europeu, atribui pontos para a Corrida para o Dubai e para o ranking mundial e distribui 2 milhões de dólares em prémios monetários, sendo sancionado pela Federação Portuguesa de Golfe.

As campanhas de aquisição de bilhetes antecipados com preços bonificados para se poder assistir à tentativa de defesa do título de Andy Sullivan estão aqui

Fotografia: Andy Sullivan e o caddie com o troféu, rodeados do “Sulli Army” / © Getty Images

 

Andy Sullivan campeão integra elite mundial

18/10/2015

António Pires de Lima, ministro da Economia, entregou prémio ao vencedor e elogiou torneio. David Williams, presidente do European Tour, garante edição de 2016. Peter Adams, director do campeonato, avisa que haverá grande festa para o 10º aniversário e anuncia doação de 20 mil euros para SIC Esperança

Andy Sullivan manteve a tradição de nove anos do Portugal Masters e foi o 9º jogador diferente a conquistar o mais importante torneio português de golfe, que o European Tour organizou durante os últimos cinco dias no Oceânico Golf Course, em Vilamoura.

Mas o inglês de 28 anos fez questão de demarcar-se dos seus antecessores e de entrar para a história do evento do Turismo de Portugal, de 2 milhões de euros em prémios monetários, ao alcançar alguns recordes.

Com um total de 261 pancadas, 23 abaixo do Par, depois de voltas em 64, 64, 67 e 66, não bateu o melhor resultado de sempre na prova que continua a pertencer ao primeiro campeão, o seu compatriota Steve Webster, que atingiu as 25 abaixo do Par em 2007.

Contudo, Sullivan deixou o vice-campeão, o também inglês Chris Wood (que este ano ganhou o Lyoness Open, na Áustria), a 9 pancadas, a maior vantagem de um vencedor em Vilamoura, ao mesmo tempo que tornou-se no primeiro jogador a liderar o torneio do início ao fim (wire-to-wire), encabeçando o leaderboard em todas as voltas.

O seu registo estatístico de 26 birdies e apenas 3 bogeys foi deveras impressionante e também aqui fixou um novo recorde, ao ser o campeão do Portugal Masters que menos pancadas perdeu em quatro voltas, superando os 4 bogeys do inglês Tom Lewis em 2011. Claro que no ano passado, o francês Alex Lévy não teve qualquer bogey, mas o torneio resumiu-se a duas voltas.

«É, definitivamente (o título mais importante da sua carreira) por ter sido obtido na Europa Continental. É importantíssimo para mim. Espero que não me levem a mal, porque ganhar na África do Sul (primeiro no Open nacional e depois no de Joanesburgo) foi incrível. Foi a minha primeira vitória (Open da África do Sul) e irei lembrá-la para sempre. Mas há sempre dúvidas sobre se um jogador é capaz de ganhar na Europa e eu estou encantado de ter colocado um ponto final nessa interrogação. Ganhar um evento com este prestígio é inacreditável», disse Sullivan, na conferência de Imprensa, depois de somar o seu terceiro título do ano no European Tour.

É apenas a sétima vez na história do European Tour que um jogador vence os seus três primeiros títulos na mesma época e este ano Andy Sullivan é o único a poder orgulhar-se desse feito, deixando atrás de si grandes figuras do golfe mundial com “apenas” dois troféus da primeira divisão europeia: o norte-americano Jordan Spieth (Masters e US Open), o norte-irlandês Rory McIlroy (Omega Dubai Desert Classic e Cadillac Match Play Championship/WGC), os sul-africanos George Coetzee (Open das Maurícias e Tshwase Open) e Branden Grace (Alfred Dunhill Championship e Masters do Qatar), o indiano Anibarn Lahiri (Open da Malásia e Open da Índia) e o inglês Danny Willett (Nedbank Golf Challenge e Omega European Masters, na Suíça).

A vitória de hoje elevou Andy Sullivan, o mais sorridente de todos os campeões do Portugal Masters, ao top-50 do ranking mundial, ao 15º lugar da Corrida para o Dubai do European Tour e ao 6º do ranking europeu da Ryder Cup. Por outras palavras, vai entrar diretamente nos mais importantes torneios do Mundo, incluindo Majors.

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Na cerimónia de entrega de prémios, depois de receber o cheque de 333.330 euros (o maior da sua carreira), Sullivan agradeceu aos patrocinadores em geral e ao Turismo de Portugal em particular, elogiando «o esforço de Portugal em montar um torneio deste nível, quando são conhecidas as dificuldades que o país atravessa».

Antes, já António Pires de Lima se tinha antecipado a esta questão. No seu discurso bilingue, que agradou aos milhares de estrangeiros presentes (26.652 espectadores em cinco dias de prova), o ministro da Economia disse que «independentemente do Governo que Portugal vier a ter em poucas semanas, não há razão nenhuma para que um evento tão importante para o país não tenha um acordo plurianual com o European Tour».

Já na véspera, em entrevista à SportTV, David Williams, o presidente do Conselho de Administração do European Tour (“chairman”), tinha garantido que «em 2016 iremos celebrar os dez anos de Portugal Masters», confirmando que o Turismo de Portugal irá manter o apoio.

Daí que o diretor de campeonatos do European Tour e também diretor do Portugal Masters, Peter Adams, tenha convidado «todos a regressarem para o ano, pois temos planeada uma grande festa para o décimo aniversário».

A cerimónia de entrega de prémios foi bastante concorrida e contou com as seguintes presenças: António Pires de Lima (ministro da Economia), Vítor Aleixo (presidente da Câmara Municipal de Loulé), João Cotrim de Figueiredo (presidente do Turismo de Portugal), Manuel Agrellos (presidente da Federação Portuguesa de Golfe), Desidério Silva (presidente do Turismo Algarve), Carlos Luís (presidente da Associação de Turismo do Algarve), Arnaldo Paredes (representante da Secretaria de Estado da Juventude e Desporto), David Williams (presidente do European Tour), Chris Howell (presidente do Grupo Oceânico), Christopher Stilwell (presidente-executivo da Oceânico Golf), Peter Adams (diretor de campeonatos do European Tour) e José Maria Zamora (diretor de torneios do European Tour).

A manutenção do Portugal Masters é fundamental para o turismo português mas também para os jogadores portugueses e, como costuma salientar Manuel Agrellos, o presidente da FPG, nunca deveremos esquecer que «este é, sobretudo, um evento desportivo».

Em nove anos de Portugal Masters, só por uma vez não houve portugueses a passarem o cut e este ano foram dois. Ricardo Melo Gouveia confirmou em Vilamoura que é o melhor golfista luso da atualidade.

“Melinho” poderá não ter ganho (ainda) o título com que sonha e também não foi desta que um português ficou no top-10, mas como o próprio algarvio de 24 anos sublinhou, o 31º lugar empatado que alcançou tem boas consequências, muito para além do prémio 15.800 euros.

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«Esta classificação é muito boa porque, penso, os 35 primeiros contam para o ranking mundial e para o ranking olímpico e ainda não estou apurado (para os Jogos do Rio). Na última vez que olhei para a classificação estava em 39 e vão (aos Jogos Olímpicos) os primeiros 60», disse o nº2 do ranking do Challenge Tour, que totalizou 279 pancadas, 5 abaixo do Par, com voltas de 71, 68, 72 e 68. O seu final de prova foi emocionante, com 2 birdies a fechar nos seus dois últimos buracos (8 e 9).

Quanto ao triplo campeão nacional amador, Tomás Silva, acabou por viver o seu pior dia no torneio, em 75 pancadas (+4), mas, mesmo assim, concluiu no 68º lugar, com 287 (71+68+73+75), as mesmas 3 acima do Par do irlandês Paul Dunne que este ano surpreendeu toda a gente ao liderar o British Open na entrada para a última volta!

Dunne deve ter ficado radiante de já ser profissional e de Tomás Silva ser amador. Assim, o português não ganhou prémio monetário e foi o irlandês a embolsar os 4 mil euros.

Tomás Silva, por seu lado, pouco pensou no dinheiro que perdeu por ser amador e garantiu que em 2016 irá continuar com esse estatuto para ganhar experiência, ao mesmo tempo que conclui os estudos universitários.

E por falar em experiência, a que viveu em Vilamoura foi inolvidável: «É simplesmente fantástico andar aqui no meio destes jogadores, no meio da multidão, dar bons shots e ouvir palmas, ou então não dar bons shots e ouvir aqueles uhuhuhus. Foi uma semana muito divertida, embora tenha jogado mal nestes dois últimos dias saio daqui com um sorriso nos lábios».

Com um sorrido nos lábios andou Andy Sullivan todos os dias e foi também com muito agrado que Peter Adams anunciou aos milhares presentes no Oceânico Victoria que «o Portugal Masters angariou este ano 20 mil euros para a SIC Esperança».

NAS FOTOGRAFIAS: Andy Sullivan a receber o troféu das mãos de António Pires de Lima, ministro da Economia; Andy Sullivan no momento da vitória / © GETTY IMAGES; Ricardo Melo Gouveia num shot de saída / © FILIPE GUERRA

Portugueses aguentam embate com o mau tempo. Sullivan cada vez mais líder

17/10/2015

A previsão de más condições meterológicas levam o European Tour a repetir a medida de iniciar a última volta em Shot Gun a partir das 8 horas. Ministro da Economia, Pires de Lima, na cerimónia de prémios.

Ricardo Melo Gouveia e Tomás Santos Silva aguentaram bem o mau tempo que se abateu sobre Vilamoura, melhor do que algumas das estrelas do 9º Portugal Masters.

Melo Gouveia, o nº1 português, 2º no ranking do Challenge Tour e 123º do ranking mundial, cumpriu a terceira volta em 73 pancadas, 1 acima do Par do Oceânico Victoria Golf Course e melhorou 3 posições, subindo para o grupo dos 39º classificados, com um total de 211 pancadas, 2 abaixo do Par.

Com este mesmo resultado estão outros oito jogadores, incluindo Justin Walters, o sul-africano que foi vice-campeão do Portugal Masters em 2013.

«O meu objetivo de terminar no top-10 está comprometido. Vai ser complicado. Agora, o objetivo é subir na tabela», disse “Melinho”, de 24 anos, que apresentou um cartão de 4 birdies e 5 bogeys.

Quanto ao amador Tomás Silva, a revelação deste 9º Portugal Masters, perdeu hoje 6 posições e caiu para o 48º lugar, com 212 (-1), empatado com outros cinco jogadores, entre os quais o dinamarquês Thorbjorn Olesen, que há duas semanas venceu o Alfred Dunhill Links Championship, na Escócia.

O triplo campeão nacional amador cumpriu hoje a penúltima volta em 73 pancadas, 2 acima do Par.

Tomás Silva ainda fez 4 birdies como Melo Gouveia, mas sofreu 1 duplo-bogey no 15 (falhou o green) e mais 4 bogeys.

«Consegui acabar com 2 birdies. Estive muito inconsistente do tee, não me senti muito à vontade do tee, mas acaba por ser um resultado justo pelo que fiz em campo», analisou o jogador que ontem (sexta-feira) celebrou o seu 23º aniversário com a passagem do cut.

O selecionador nacional, Nuno Campino, voltou a gostar do que viu, sem perder o sentido crítico: «O Tomás jogou bem. Quando esteve em dificuldades. Quando falhou os shots de saída conseguiu salvar muito bem os pares. Mas depois, nas alturas teoricamente mais fáceis, em que se colocou em posição de fazer birdies ou pares fáceis, não concretizou».

«É preciso ter em conta que as condições eram muito difíceis, os roughs estavam altos, havia que acertar nos fairways e ele acertou alguns mas foi aí que cometeu alguns erros, fazendo mais difícil. Mas é uma boa volta e foi uma boa prestação nesta altura para o Tomás», admitiu Nuno Campino.

É de salientar que, na classificação geral, atrás dos dois portugueses, há craques do golfe mundial como o escocês Marc Warren (57º do Mundo e 17º da Europa) e o ex-nº1 mundial Martin Kaymer, o alemão que é 21º do Mundo e 15º da Europa, ambos com 1 pancada acima do Par, no 58º posto.

Apesar dos portugueses se terem aguentado num dia complicado – de ventos com rajadas a atingirem os 50 quilómetros por hora, jogado em shot gun para fugir à chuva que só apareceu quando a volta estava praticamente terminada –, já será já difícil termos amanhã (Domingo) um novo recorde nacional.

Não será fácil superar o 16º lugar de Ricardo Santos no Portugal Masters de 2012 e será ainda mais improvável que algum dos portugueses venha a receber o troféu das mãos de António Pires de Lima, o ministro da Economia, cuja presença está confirmada na cerimónia de entrega de prémios que poderá realizar-se entre as 13 e as 14 horas.

O grande candidato ao cheque de 333.330 euros do primeiro prémio monetário, do total de 2 milhões de euros em jogo esta semana, é o inglês Andy Sullivan.

O líder desde o primeiro dia aumentou hoje (Sábado) a sua vantagem sobre o 2º classificado, agora o espanhol Eduardo De La Riva, de 3 para 5 pancadas.

«Jogar em 4 pancadas abaixo do Par foi espantoso, tendo em conta o mau tempo que se fez hoje sentir», declarou Sullivan, de 28 anos, que efetuou 67 pancadas, totalizando 195 (-18).

Só houve outra volta de 67 (-4), do espanhol Jorge Campillo, que está empatado em 3º (-11) com o inglês Chris Wood.

Wood foi o autor do melhor resultado do dia, em 65 (-6). O inglês é o campeão do Lyoness Open, na Áustria, 24º classificado na Corrida para o Dubai e 76º no ranking mundial.

Mas voltando a Sullivan, o líder conquistou este ano o Open da África do Sul e o Joburg Open e poderá tornar-se no primeiro jogador a vencer três torneios do European Tour em 2015, mas, para isso, terá de recuperar a frescura mental que sentiu abalada depois do esforço de hoje

«Foi muito duro hoje e agora estou a sentir-me mentalmente de rastos porque tive de concentrar-me muito e sinto que usei toda a energia que ainda tinha no tanque. Felizmente, ainda tenho muito tempo para recarregar as baterias para amanhã», acrescentou o 66º classificado no ranking mundial e 26º na Corrida para o Dubai.

A última volta irá começar amanhã às 8h00. Pelo segundo dia consecutivo teremos saídas em shot gun, devido às previsões meteorológicas negativas.

«Será melhor se completarmos os 72 buracos regulamentares mas, dadas as circunstâncias, já foi muito bom conseguirmos concluir 54», disse Andy Sullivan, numa alusão ao torneio do ano passado, que foi reduzido a 36.

NA FOTOGRAFIA: Tomás Silva / © Álvaro Marreco

Melinho e Tomás Silva passam o cut em dia de festa e igualam recordes nacionais

16/10/2015

A previsão de más condições meterológicas para amanhã levam o European Tour a decidir uma medida drástica e rara de iniciar a 3ª volta em shot gun a partir das 8 horas da manhã, Andy Sullivan lidera (-14) 

Ricardo Melo Gouveia e Tomás Santos Silva igualaram hoje recordes nacionais no Portugal Masters, num dia de festa em que foram os únicos dos oito portugueses a passarem o cut no evento do Turismo de Portugal, que o European Tour está a organizar no Oceânico Victoria Golf Course, em Vilamoura, com 2 milhões de euros em prémios monetários.

Com idades semelhantes – 24 anos para “Melinho” e 23 completados hoje (sexta-feira) por Tomás – os dois portugueses atravessam fases completamente distintas das suas carreiras.

Melo Gouveia é o português melhor classificado no ranking mundial, no 123º posto, reside no Algarve, representa o Guardian Bom Sucesso Golf e preparou-se bem para um torneio que sonha ganhar, sabendo que um bom resultado poderá reforçar a sua presença (para já provisória) nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016.

Tomás Silva é ainda amador, sendo, aliás, o triplo campeão nacional amador. Estuda Gestão na universidade e ainda pensa numa carreira profissional no golfe a médio prazo. Para ele, passar pela primeira vez o cut num torneio do European Tour (a primeira divisão europeia) já é um enorme feito e um perfeito presente de aniversário, para mais, conseguido ao lado do pai (José), o seu caddie.

Não obstante dois estatutos tão distintos, estão ambos empatados no mais importante torneio de golfe português, no grupo dos 42º classificados, naturalmente com o mesmo agregado de 139 pancadas, 3 abaixo do Par, mas também com as mesmas voltas de 71 (Par) no primeiro dia e 68 (-3) no segundo.

«Hoje entrei menos nervoso, senti-me muito melhor. Bati bem na bola, estava confiante com os ferros, meti muitas bolas perto do buraco, o que facilitou muito a nível do putt», disse Melo Gouveia, que somou 6 birdies e 3 bogeys, no dia em que se tornou no primeiro português a passar o cut no Portugal Masters em três anos seguidos.

Filipe Lima (2007, 2009 e 2010) e Pedro Figueiredo (2011, 2012 e 2014) foram os outros únicos golfistas nacionais que também passaram por três vezes a fronteira dos 36 buracos.

«O meu objetivo agora é subir na classificação, tentar fazer o melhor possível no fim de semana. Se conseguir um top-10 será ótimo», acrescentou o nº2 do ranking do Challenge Tour, que, a 11 pancadas do líder, o inglês Andy Sullivan, já abandonou o sonho de elevar este ano o troféu.

«Passar o cut representa muito para mim. Estar aqui no meio destes jogadores e conseguir tirar o lugar a alguns que ficaram de fora do cut é muito positivo. Como amador vinha aqui para divertir-me e fazer o meu jogo. Se conseguisse passar o cut seria excelente», avaliou, por seu lado, Tomás Silva, que chegou a andar com 5 abaixo do Par, também fez 6 birdies, mas sofreu 1 duplo-bogey e 1 bogey.

«Estar num torneio do European Tour é sempre positivo para qualquer amador, mas este não é o meu torneio. Estou aqui porque a FPG acreditou em mim, acreditou que eu poderia fazer um bom resultado e honrar o nome da FPG», acrescentou o jogador residente em Cascais, que se tornou apenas no terceiro amador português a passar o cut no Portugal Masters, igualando os feitos de Pedro Figueiredo (2011 e 2012) e Ricardo Melo Gouveia (2012).

Tomás Silva, que foi 9º no Campeonato da Europa Amador do ano passado, tem sido acompanhado de perto pelo selecionador nacional, Nuno Campino, que nos seus tempos de jogador também passou o cut em torneios do European Tour.

«Agora quero prepará-lo para que pense que isto ainda não acabou. Lembro-me dos meus tempos de jogador que é habitual entre os jogadores portugueses, sobretudo amadores, ficarem demasiado contentes quando passam o cut. Mas ele está a jogar bem e se souber resistir a isso pode fazer aqui uma grande prova», explicou o técnico da FPG.

Se este dia 16 de outubro foi de festa para o aniversariante Tomás Silva e para o nº1 português Melo Gouveia, foi de tristeza para outros seis portugueses, os eliminados, sobretudo para três que chegaram a estar dentro do cut durante grande parte da jornada.

«Poderia ter sido um dia histórico com uns cinco portugueses a passar o cut, porque o Vítor Lopes (amador) fez o mais difícil que foi colocar-se em posição, quando ia com 4 abaixo, antes do erro no 17, um buraco que não é dos mais difíceis e fez 2 bogeys nos dois últimos buracos. O Ricardo Santos teve aqueles três buracos finais que o colocaram de fora (3 bogeys seguidos) e o Tiago Cruz perdeu 2 pancadas nos últimos quatro buracos», lamentou o selecionador nacional.

Dos três, o caso mais dramático foi o de Ricardo Santos que pelo segundo ano seguido falhou o cut por 1 pancada e tal como no ano passado com 1 bogey no último buraco, o 18. Desta feita, foi ainda mais difícil de engolir porque um putt ficou parado a milímetros do buraco. Se tivesse entrado, ter-se-ia igualado outro recorde nacional, o de três portugueses a passarem o cut no Portugal Masters, alcançado em 2012.

«Esta talvez seja a época de maior aprendizagem, porque talvez tenha sido a época que mais mal me correu desde que sou profissional», admitiu o melhor golfista português de sempre, agora tombado para o 180º posto da Corrida para o Dubai. Agora, para se manter no European Tour em 2016, terá de passar a Final da Escola de Qualificação.

O 9º Portugal Masters está a ser dominado por um dos melhores jogadores deste ano, o inglês Andy Sullivan, que este ano venceu o Open da África do Sul e o Joburg Open e que figura no 66º lugar do ranking mundial e no 26º na Corrida para o Dubai.

«É sempre bom equiparar um boa volta com outra semelhante. Às vezes é difícil voltar ao campo e repeti-lo, mas joguei com a mesma alma de ontem. Senti-me mesmo confiante e “patei” muito bem», disse o inglês que somou uma segunda volta seguida de 64 pancadas, para um agregado de 128 (-14), a apenas 4 do recorde do torneio para 36 buracos estabelecido há um ano pelo francês Alexander Lévy.

E se em 2014 o Portugal Masters foi pela primeira vez reduzido dos 72 buracos regulamentares para apenas 36, devido ao mau tempo, em 2015 bem que Sullivan gostaria que tal sucedesse.

Afinal, as previsões meteorológicas para o fim de semana não são famosas, mas o European Tour está otimista e para fintar o mau tempo tomou uma decisão que é rara mas que é a mais acertada – a de disputar a terceira volta em shot gun a partir das 8 horas.

«No Sábado estamos à espera de fortes chuvadas a partir das 13 horas. Portanto, a única opção que tivemos foi a de fazermos um shot gun», explicou o espanhol José Maria Zamora, o diretor de torneio.

De acordo com um comunicado do European Tour, «a única outra vez em que houve saídas em shot gun num torneio oficial do European Tour foi no Open da República Checa em 1994.

É verdade que este ano, em março, houve também uma segunda volta marcada para shot gun no Madeira Islands Open BPI, mas esse torneio foi cancelado e adiado para julho, pelo que as ocorrências de março não fazem parte das estatísticas do European Tour.

«Vamos alterar a preparação do campo para a terceira volta. Para além da chuva, prevemos ventos que possam chegar aos 50 quilómetros por hora e por isso não vamos cortar os greens. Iremos também avançar alguns tees para tornar o campo mais acessível. Estamos à espera de um dia muito duro», acrescentou Zamora, que também dirigiu os “dois” Opens da Madeira este ano.

Será lamentável se o mau tempo afetar o Portugal Masters porque têm-se registado, uma vez mais, bons níveis de afluência, com um total de 18.440 espectadores registados em três dias.

Mas independentemente do que vier a suceder, Tomás Silva nunca esquecerá o 9º Portugal Masters, aquele em que festejou o seu 23º aniversário com um recorde pessoal e nacional.

NA FOTOGRAFIA: Tomás Silva / © FILIPE GUERRA

“Estamos à espera de um dia muito duro”

16/10/2016

Jose Maria Zamora, director do Portugal Masters, explica o shotgun marcado para sábado

Amanhã, a terceira volta do IX Portugal Masters começa com um shotgun, algo que só aconteceu uma vez em provas do European Tour, desde que o circuito foi criado oficialmente em 1972, por ocasião do Open da República Checa de 1994. Depois das tormentas da edição de 2014, reduzida a duas voltas devido a chuvas torrenciais, teme-se o pior para o fim-de-semana. O espanhol Jose Maria Zamora, director do maior torneio do golfe nacional, explica o que se pode esperar para o fim-de-semana.

Pergunta – Amanhã, a terceira volta do Portugal, será feita em shotgun, uma situação raríssima no historial do European Tour… 

Resposta – Sim. Exato. Isto permitirá termos hipóteses de terminar a terceira volta amanhã. Teremos alguma chuva durante a manhã e chuva muito forte a partir das 13h00. A única opção para conseguir concluir a terceira volta é utilizando o sistema de shotgun. Vamos alterar a preparação do campo. Esperamos vento de 30 a 40 milhas por hora, por isso não vamos cortar os greens. Vamos chegar alguns dos tees para a frente para tornar o campo mais jogável. Estamos à espera de um dia muito duro. 

E no domingo, calculo que também para seu aborrecimento, parece que não vai estar muito melhor…? 

Domingo não parece muito bom. Neste momento a grande preocupação é relativa à terceira volta. Vamos tentar que seja realizada. E se tivermos um pouco de sorte, teremos a quarta volta no domingo. Se podemos ou não jogar no domingo, veremos. Mas como digo, a previsão do tempo é muito, muito má. 

Nos primeiros dois dias tivemos as habituais boas condições meteorológicas, não foi? 

O tempo tem estado fantástico. Está calor no campo, um dia de sol. Temos uma multidão a ver golfe. E no ano passado tivemos pouca sorte com o cancelamento das duas últimas voltas. Este ano, não estava muito promissor para esta semana. Mas como disse, até agora tivemos dois dias fantásticos. 

Tal como referiu, o ano passado o Portugal Masters foi reduzido a 36 buracos. Estamos na etapa fundamental da temporada, perto da Final Series da Race to DubaiHavendo prova em Hong Kong para a semana, é necessário evitar um adiamento para segunda feira…. Mas pode reconfirmar o que acontecerá ao prize-money. E se não forem jogados os 72 buracos? 

Se não jogarmos 72 buracos, jogaremos três voltas. Neste caso o prize found é pago na totalidade, e se tivermos que interromper antes, e jogarmos apenas 36 buracos, serão pagos 75 por cento. 

NA FOTOGRAFIA: Da esquerda para a direita, Peter Adams (do European Tour), Cristopher Stilwell (Grupo Oceânico), Romeu Gonçalves (Oceânico) e Jose Maria Zamora (European Tour) / © FILIPE GUERRA

Ricardo Santos andou no Top-10 e é o melhor luso

15/10/2015

O nevoeiro fez com que a conclusão da primeira volta só seja possível amanhã e Vítor Lopes é um dos 14 jogadores que vão jogar mais de 18 buracos. Ricardo Santos, em 33º, é o único português dentro do cut provisório. O inglês Andy Sullivan e o belga Nicolas Colsaerts são os líderes com 7 pancadas abaixo do Par.

Ricardo Santos é o melhor português na primeira volta incompleta do Portugal Masters, ocupando o 33º lugar empatado do torneio do Turismo de Portugal, de 2 milhões de euros em prémios monetários, que o European Tour está a organizar até domingo no Oceânico Victoria Golf Course, em Vilamoura.

O nº2 português e 180º da Corrida para o Dubai do European Tour completou a primeira volta em 69 pancadas, 2 abaixo do Par do percurso desenhado pelo mítico Arnold Palmer.

«Estou bastante contente por ter reagido bem quando as coisas não correram de feição e também por ter jogado abaixo do Par. Foi isso a que me propus e tive uma boa atitude em campo. Jogar abaixo do PAR é sempre positivo», disse o algarvio de 32 anos.

Ricardo Santos começou bem, com 2 birdies nos quatro primeiros buracos e nessa altura entrou no top-10. Depois sofreu 1 duplo-bogey no 14. «Falhei à esquerda, fui para dentro de água e tive de dropar praticamente do tee das senhoras, porque a bola saiu direita dentro do aspersor», lamentou-se.

Teve, então, a referida grande reação, em parte ajudado pelo seu caddie, o seu treinador Almerindo Sequeira. Fez logo 1 birdie no buraco seguinte, no 15. Mais birdies caíram no 18 e no 5 e nessa altura voltou a estar entre os melhores, mas 1 bogey no último buraco, o 9, atirou-o para o tal grupo dos 33º classificados, sendo o único português dentro do cut provisório.

Há, contudo, mais quatro jogadores portugueses em muito boa posição de passarem a barreira dos 36 buracos e de se qualificarem para o fim de semana, uma vez que Ricardo Melo Gouveia, Tiago Cruz, João Carlota e o amador Tomás Silva surgem empatados no 68º posto, com 71 pancadas, a Par do campo, a apenas 1 do cut (declarações de todos os portugueses em anexo).

Em situação muito mais complicada estão Pedro Figueiredo e Filipe Lima, respetivamente no 121º (+6) e 124º (+7) e último lugar.

O mais importante torneio português de golfe é liderado por dois jogadores com 64 pancadas, 7 abaixo do Par: o inglês Andy Sullivan e o belga Nicolas Colsaerts.

Sullivan venceu este ano dois torneios do European Tour – o Open da África do Sul e o Joburg Open –, enquanto Colsaerts é um bom amigo de Filipe Lima e um herói da vitória europeia na Ryder Cup em 2012.

«Regra geral foi um dia muito agradável», disse, fleumaticamente, Sullivan, o 66º do ranking mundial e 26º na Corrida para o Dubai, depois de carimbar 8 birdies e apenas 1 bogey.

«É um campo onde me sinto confortável. No ano passado estive muito perto de fazer aqui uma volta de 69 e de ganhar o torneio e tenho muito boas memórias deste sítio», declarou, mais efusivamente, Colsaerts, o vice-campeão do Portugal Masters, que hoje cometeu a proeza de somar 2 eagles e 4 birdies para apenas 1 bogey.

O 9º Portugal Masters começou com um atraso de 55 minutos devido a nevoeiro cerrado, mas depois o sol brilhou em todo o seu esplendor e as imagens televisivas enviadas para todo o Mundo promoveram o Algarve como a melhor região da Europa para se jogar golfe em outubro.

Amanhã (sexta-feira), a segunda volta começa às 8h00 e os 14 jogadores que não conseguiram concluir hoje a primeira volta regressam ao campo às 8h20. Entre eles está o amador Vítor Lopes, que vai com 2 pancadas acima do Par com três buracos ainda pela frente.

NA FOTOGRAFIA: Ricardo Santos / © Álvaro Marreco

 

Melo Gouveia ganha alento com birdie no 18

15/10/2015

Melhor português não brilhou no arranque do Portugal Masters mas não comprometeu

São altas as expectativas em relação à prestação de Ricardo Melo Gouveia no IX Portugal Masters, ou não fosse ele o melhor golfista português da actualidade – n.º 123 no ranking mundial e n.º 2 no ranking do Challenge Tour. E hoje, no arranque do torneio, como sempre no Oceânico Victoria Golf Course, em Vilamoura, ele não brilhou, mas também não comprometeu: com uma volta de 71 pancadas (par), integra o grupo dos 68.ºs classificados. Terminou em nota alta, com um grande birdie no difícil 18.

Esta sua classificação é provisória, já que quando a jornada foi interrompida ao anoitecer, 15 jogadores ainda estavam em campo, entre eles o único dos oito portugueses que não conseguiu concluir os seus 18 buracos, o amador Vítor Lopes, que seguia com +2 após 15 buracos. Portanto, só amanhã de manhã é que primeira volta ficará concluída. A jornada de hoje começou com quase uma hora de atraso, devido ao nevoeiro matinal. Os líderes são o belgas Nicolas Colsaerts e o inglês Andy Sullivan, ambos com 64.

Dos restantes portugueses que jogaram de tarde, Tiago Cruz, como Melo Gouveia, marcou 71, ao passo que Filipe Lima acabou com 78. De manhã tinham jogado Ricardo Santos (69), o amador bicampeão nacional Tomás Silva (71), João Carlota (71) e Pedro Figueiredo (77). O melhor jogador da casa foi assim Ricardo Santos, que integra o lote dos 33.ºs. O cut está fixado em -1.

“Sinto que não estive ao meu melhor nível hoje, senti que foi difícil ganhar ritmo, fazia um birdie e depois fazia um bogey, os putts não entraram como eu gostaria, mas espero que estejam guardados para amanhã e que possa recuperar com uma boa volta”, afirmou Melo Gouveia, que jogou num grupo com o histórico Darren Clarke (71) e com o espanhol Rafa Cabrera-Bello (68).

“Entrei um bocadinho nervoso, é normal, o Darren [Clarke] é um jogador de alto nível que vai ser o capitão europa na próxima Ryder Cup, é normal, mas depois, à medida que o tempo foi passando, fui-me habituando e os bons shots foram-me tirando os nervos do caminho”, referiu “Melinho”, de 24 anos, em cujo cartão ficaram marcados 3 birdies contra 3 bogeys.

“Senti um pouco mais de pressão do que o normal, o facto de não ter estado bem com o putter deu ali um bocado mais de pressão, porque eu não estava a conseguir os birdies que queria, mas acabei muito bem, com dois grandes shots no 18, e espero que amanhã consiga entrar com o mesmo fôlego para obter uma grande volta”, acrescentou, concluindo: “Estou confiante, basta um ou dois putts entrarem para entrar no ritmo e conseguir fazer uma boa volta.”

NA FOTOGRAFIA: Ricardo Melo Gouveia / © FILIPE GUERRA