Escocês Marc Warren comanda com uma boa volta de 8 abaixo do par. Ricardo Melo Gouveia começa forte em 12º

20/10/2016

Ricardo Melo Gouveia efetuou hoje (quinta-feira) a sua melhor volta de sempre no Portugal Masters, em cinco participações no mais importante torneio de golfe português, de 2 milhões de euros em prémios monetários, e terminou a primeira jornada no 12º lugar, empatado com mais nove jogadores, entre os quais dois campeões de torneios do Grand Slam, o escocês Paul Lawrie e o irlandês Padraig Harrington.

O nº1 português e 161º no ranking mundial cumpriu a primeira volta em 66 pancadas, 5 abaixo do Par do Victoria Clube de Golfe, em Vilamoura, o mesmo resultado de todo o seu agregado do ano passado, quanto terminou a única etapa portuguesa do European Tour no grupo dos 31º classificados.

«Disse que gostaria de ficar no top-10 da prova e vou concentrar-me dia a dia para alcançar esse objetivo. Hoje cumpri os meus objetivos e terminei com uma boa volta», disse o português de 25 anos, residente em Londres, que sabe que com um top-10 tornar-se-á no primeiro golfista nacional a qualificar-se para a Final Series do European Tour, que começa em duas semanas na Turquia, para os primeiros 70 classificados da Corrida para o Dubai, ranking em que surge na 95ª posição esta semana.

«Foi muito positivo, mas não comecei bem a volta. Tive algumas saídas falhadas, daí não ter feito muitos birdies nos primeiros nove buracos. Mas depois, nos segundos nove, joguei mais consistente, tive mais oportunidades de birdie e aproveitei-as», acrescentou Ricardo Melo Gouveia, que não perdeu nenhuma pancada em 18 buracos e converteu 5 birdies, nos buracos 5 (Par-5), 11 (Par-4), 12 (Par-5), 15 (Par-4) e 17 (Par-5).

Ou seja, para um jogador razoavelmente comprido, fez o que lhe competia, ao ganhar pancadas nos três Par-5.

O profissional do ACP Golfe é o único dos oito portugueses no cut provisório, mas João Ramos, a fazer a sua estreia no Portugal Masters, num campo onde nunca tinha jogado antes, cometeu a proeza de bater o par-71 do desenho do saudoso Arnold Palmer, com uma volta de 70 (-1).

«Não senti nenhuma espécie de inibição por estar a jogar ao lado destes jogadores. Foi um resultado positivo. Joguei bastante bem do tee ao green. O putt poderia ter estado melhor, mas estou satisfeito com a minha primeira prestação, com a minha primeira volta. O primeiro objetivo é passar o cut», sublinhou o profissional do Oitavos Dunes, em Cascais, que fez 4 birdies e 3 bogeys, estando a apenas 1 pancada do cut provisório.

Os outros jogadores portugueses estão assim classificados: 107º Pedro Figueiredo (+2) e Hugo Santos (+2), 115º Tomás Silva (+3) e Pedro Lencart (+3), 121º João Carlota (+4)124º Tiago Cruz (+5).

Merece destaque a presença de Pedro Lencart, o campeão nacional amador, pela simples razão de ser a sua estreia em torneios do European Tour e por, aos 16 anos (cumpridos em maio), ser «o segundo jogador mais jovem de sempre a participar nos 10 anos de história do Portugal Masters, depois de Pedro Figueiredo em 2007, quando tinha 16 anos e 127 dias», segundo informações prestadas pelo Press Officer do European Tour, Paul Symes.

«No início estava um pouco nervoso, mas consegui controlar-me bem. Jogar com estas estrelas todas não me inibiu por aí além. Talvez um pouco no início, o que é normal porque é sempre diferente. Não estou habituado a este estilo de campo e de torneio, mas foi bom, dá sempre para aprender», analisou o amador do Club de Golf de Miramar, que este verão obteve o mais importante título da história do golfe português no escalão etário de sub-16, ao conquistar o The Junior Open na Escócia.

O 10º Portugal Masters conta com 120 jogadores e é liderado pelo escocês Marc Warren, vencedor de três títulos do European Tour, o último dos quais em 2014, no Made in Denmark.

Este ano, as coisas não estava a correr-lhe bem e tinha em risco a manutenção na primeira divisão europeia, mas desde agosto recuperou a forma.

Obteve um 9º lugar no Aberdeen Asset Management Paul Lawrie Match Play e, sobretudo, um 5º posto no Alfred Dunhill Links Championship, dois torneios escoceses.

Aproveitou o fator casa para garantir a presença no European Tour de 2017.

«No verão trabalhei muito no meu swing. Sinto que nas últimas semanas controlo melhor a bola e as más pancadas já não são assim tão más. O aspeto mental também progrediu», disse Marc Warren, depois de uma primeira volta em 63 pancadas, 8 abaixo do Par, na qual destacaram-se 6 birdies seguidos nos primeiros seis buracos!

«Acho que já tinha feito anteriormente 6 ou 7 birdies seguidos mas nunca o fizera logo no início de uma volta», elucidou, visivelmente satisfeito, o escocês que está classificado no 67º lugar da Corrida para o Dubai e que procura entrar no top-60 para poder aceder ao DP World Tour Championship, que encerra a época no Dubai.

Marc Warren, vencedor da Taça do Mundo de 2007 em parceria com o famoso Colin Montgomerie, tem a liderança do Portugal Masters presa por 1 única pancada, sendo perseguido por cinco jogadores com 64 (-7): os ingleses Eddie Pepperell, Callum Shikwin e Matthew Baldwin, o norte-americano David Lipsky e o finlandês Mikko Korhonen.

O primeiro dia do 10º Portugal Masters ficou ainda marcado por duas boas notícias. Por um lado, Peter Adams, o diretor de campeonatos do European Tour, anunciou que a prova está garantida no calendário de 2017, mas irá decorrer um mês mais cedo, em finais de setembro, uma excelente data num ano em que não há Ryder Cup. Por outro, o European Tour registou hoje 7.014 entradas no Victoria Clube de Golfe, a segunda melhor volta inaugural de sempre na história de dez anos da prova. Só em 2009 houve mais espectadores numa quinta-feira, então com 7.436.

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