Melo Gouveia ganha alento com birdie no 18

15/10/2015

Melhor português não brilhou no arranque do Portugal Masters mas não comprometeu

São altas as expectativas em relação à prestação de Ricardo Melo Gouveia no IX Portugal Masters, ou não fosse ele o melhor golfista português da actualidade – n.º 123 no ranking mundial e n.º 2 no ranking do Challenge Tour. E hoje, no arranque do torneio, como sempre no Oceânico Victoria Golf Course, em Vilamoura, ele não brilhou, mas também não comprometeu: com uma volta de 71 pancadas (par), integra o grupo dos 68.ºs classificados. Terminou em nota alta, com um grande birdie no difícil 18.

Esta sua classificação é provisória, já que quando a jornada foi interrompida ao anoitecer, 15 jogadores ainda estavam em campo, entre eles o único dos oito portugueses que não conseguiu concluir os seus 18 buracos, o amador Vítor Lopes, que seguia com +2 após 15 buracos. Portanto, só amanhã de manhã é que primeira volta ficará concluída. A jornada de hoje começou com quase uma hora de atraso, devido ao nevoeiro matinal. Os líderes são o belgas Nicolas Colsaerts e o inglês Andy Sullivan, ambos com 64.

Dos restantes portugueses que jogaram de tarde, Tiago Cruz, como Melo Gouveia, marcou 71, ao passo que Filipe Lima acabou com 78. De manhã tinham jogado Ricardo Santos (69), o amador bicampeão nacional Tomás Silva (71), João Carlota (71) e Pedro Figueiredo (77). O melhor jogador da casa foi assim Ricardo Santos, que integra o lote dos 33.ºs. O cut está fixado em -1.

“Sinto que não estive ao meu melhor nível hoje, senti que foi difícil ganhar ritmo, fazia um birdie e depois fazia um bogey, os putts não entraram como eu gostaria, mas espero que estejam guardados para amanhã e que possa recuperar com uma boa volta”, afirmou Melo Gouveia, que jogou num grupo com o histórico Darren Clarke (71) e com o espanhol Rafa Cabrera-Bello (68).

“Entrei um bocadinho nervoso, é normal, o Darren [Clarke] é um jogador de alto nível que vai ser o capitão europa na próxima Ryder Cup, é normal, mas depois, à medida que o tempo foi passando, fui-me habituando e os bons shots foram-me tirando os nervos do caminho”, referiu “Melinho”, de 24 anos, em cujo cartão ficaram marcados 3 birdies contra 3 bogeys.

“Senti um pouco mais de pressão do que o normal, o facto de não ter estado bem com o putter deu ali um bocado mais de pressão, porque eu não estava a conseguir os birdies que queria, mas acabei muito bem, com dois grandes shots no 18, e espero que amanhã consiga entrar com o mesmo fôlego para obter uma grande volta”, acrescentou, concluindo: “Estou confiante, basta um ou dois putts entrarem para entrar no ritmo e conseguir fazer uma boa volta.”

NA FOTOGRAFIA: Ricardo Melo Gouveia / © FILIPE GUERRA

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