Andy Sullivan campeão integra elite mundial

18/10/2015

António Pires de Lima, ministro da Economia, entregou prémio ao vencedor e elogiou torneio. David Williams, presidente do European Tour, garante edição de 2016. Peter Adams, director do campeonato, avisa que haverá grande festa para o 10º aniversário e anuncia doação de 20 mil euros para SIC Esperança

Andy Sullivan manteve a tradição de nove anos do Portugal Masters e foi o 9º jogador diferente a conquistar o mais importante torneio português de golfe, que o European Tour organizou durante os últimos cinco dias no Oceânico Golf Course, em Vilamoura.

Mas o inglês de 28 anos fez questão de demarcar-se dos seus antecessores e de entrar para a história do evento do Turismo de Portugal, de 2 milhões de euros em prémios monetários, ao alcançar alguns recordes.

Com um total de 261 pancadas, 23 abaixo do Par, depois de voltas em 64, 64, 67 e 66, não bateu o melhor resultado de sempre na prova que continua a pertencer ao primeiro campeão, o seu compatriota Steve Webster, que atingiu as 25 abaixo do Par em 2007.

Contudo, Sullivan deixou o vice-campeão, o também inglês Chris Wood (que este ano ganhou o Lyoness Open, na Áustria), a 9 pancadas, a maior vantagem de um vencedor em Vilamoura, ao mesmo tempo que tornou-se no primeiro jogador a liderar o torneio do início ao fim (wire-to-wire), encabeçando o leaderboard em todas as voltas.

O seu registo estatístico de 26 birdies e apenas 3 bogeys foi deveras impressionante e também aqui fixou um novo recorde, ao ser o campeão do Portugal Masters que menos pancadas perdeu em quatro voltas, superando os 4 bogeys do inglês Tom Lewis em 2011. Claro que no ano passado, o francês Alex Lévy não teve qualquer bogey, mas o torneio resumiu-se a duas voltas.

«É, definitivamente (o título mais importante da sua carreira) por ter sido obtido na Europa Continental. É importantíssimo para mim. Espero que não me levem a mal, porque ganhar na África do Sul (primeiro no Open nacional e depois no de Joanesburgo) foi incrível. Foi a minha primeira vitória (Open da África do Sul) e irei lembrá-la para sempre. Mas há sempre dúvidas sobre se um jogador é capaz de ganhar na Europa e eu estou encantado de ter colocado um ponto final nessa interrogação. Ganhar um evento com este prestígio é inacreditável», disse Sullivan, na conferência de Imprensa, depois de somar o seu terceiro título do ano no European Tour.

É apenas a sétima vez na história do European Tour que um jogador vence os seus três primeiros títulos na mesma época e este ano Andy Sullivan é o único a poder orgulhar-se desse feito, deixando atrás de si grandes figuras do golfe mundial com “apenas” dois troféus da primeira divisão europeia: o norte-americano Jordan Spieth (Masters e US Open), o norte-irlandês Rory McIlroy (Omega Dubai Desert Classic e Cadillac Match Play Championship/WGC), os sul-africanos George Coetzee (Open das Maurícias e Tshwase Open) e Branden Grace (Alfred Dunhill Championship e Masters do Qatar), o indiano Anibarn Lahiri (Open da Malásia e Open da Índia) e o inglês Danny Willett (Nedbank Golf Challenge e Omega European Masters, na Suíça).

A vitória de hoje elevou Andy Sullivan, o mais sorridente de todos os campeões do Portugal Masters, ao top-50 do ranking mundial, ao 15º lugar da Corrida para o Dubai do European Tour e ao 6º do ranking europeu da Ryder Cup. Por outras palavras, vai entrar diretamente nos mais importantes torneios do Mundo, incluindo Majors.

Sullivan_PM3

Na cerimónia de entrega de prémios, depois de receber o cheque de 333.330 euros (o maior da sua carreira), Sullivan agradeceu aos patrocinadores em geral e ao Turismo de Portugal em particular, elogiando «o esforço de Portugal em montar um torneio deste nível, quando são conhecidas as dificuldades que o país atravessa».

Antes, já António Pires de Lima se tinha antecipado a esta questão. No seu discurso bilingue, que agradou aos milhares de estrangeiros presentes (26.652 espectadores em cinco dias de prova), o ministro da Economia disse que «independentemente do Governo que Portugal vier a ter em poucas semanas, não há razão nenhuma para que um evento tão importante para o país não tenha um acordo plurianual com o European Tour».

Já na véspera, em entrevista à SportTV, David Williams, o presidente do Conselho de Administração do European Tour (“chairman”), tinha garantido que «em 2016 iremos celebrar os dez anos de Portugal Masters», confirmando que o Turismo de Portugal irá manter o apoio.

Daí que o diretor de campeonatos do European Tour e também diretor do Portugal Masters, Peter Adams, tenha convidado «todos a regressarem para o ano, pois temos planeada uma grande festa para o décimo aniversário».

A cerimónia de entrega de prémios foi bastante concorrida e contou com as seguintes presenças: António Pires de Lima (ministro da Economia), Vítor Aleixo (presidente da Câmara Municipal de Loulé), João Cotrim de Figueiredo (presidente do Turismo de Portugal), Manuel Agrellos (presidente da Federação Portuguesa de Golfe), Desidério Silva (presidente do Turismo Algarve), Carlos Luís (presidente da Associação de Turismo do Algarve), Arnaldo Paredes (representante da Secretaria de Estado da Juventude e Desporto), David Williams (presidente do European Tour), Chris Howell (presidente do Grupo Oceânico), Christopher Stilwell (presidente-executivo da Oceânico Golf), Peter Adams (diretor de campeonatos do European Tour) e José Maria Zamora (diretor de torneios do European Tour).

A manutenção do Portugal Masters é fundamental para o turismo português mas também para os jogadores portugueses e, como costuma salientar Manuel Agrellos, o presidente da FPG, nunca deveremos esquecer que «este é, sobretudo, um evento desportivo».

Em nove anos de Portugal Masters, só por uma vez não houve portugueses a passarem o cut e este ano foram dois. Ricardo Melo Gouveia confirmou em Vilamoura que é o melhor golfista luso da atualidade.

“Melinho” poderá não ter ganho (ainda) o título com que sonha e também não foi desta que um português ficou no top-10, mas como o próprio algarvio de 24 anos sublinhou, o 31º lugar empatado que alcançou tem boas consequências, muito para além do prémio 15.800 euros.

Ricardo_Gouveia

«Esta classificação é muito boa porque, penso, os 35 primeiros contam para o ranking mundial e para o ranking olímpico e ainda não estou apurado (para os Jogos do Rio). Na última vez que olhei para a classificação estava em 39 e vão (aos Jogos Olímpicos) os primeiros 60», disse o nº2 do ranking do Challenge Tour, que totalizou 279 pancadas, 5 abaixo do Par, com voltas de 71, 68, 72 e 68. O seu final de prova foi emocionante, com 2 birdies a fechar nos seus dois últimos buracos (8 e 9).

Quanto ao triplo campeão nacional amador, Tomás Silva, acabou por viver o seu pior dia no torneio, em 75 pancadas (+4), mas, mesmo assim, concluiu no 68º lugar, com 287 (71+68+73+75), as mesmas 3 acima do Par do irlandês Paul Dunne que este ano surpreendeu toda a gente ao liderar o British Open na entrada para a última volta!

Dunne deve ter ficado radiante de já ser profissional e de Tomás Silva ser amador. Assim, o português não ganhou prémio monetário e foi o irlandês a embolsar os 4 mil euros.

Tomás Silva, por seu lado, pouco pensou no dinheiro que perdeu por ser amador e garantiu que em 2016 irá continuar com esse estatuto para ganhar experiência, ao mesmo tempo que conclui os estudos universitários.

E por falar em experiência, a que viveu em Vilamoura foi inolvidável: «É simplesmente fantástico andar aqui no meio destes jogadores, no meio da multidão, dar bons shots e ouvir palmas, ou então não dar bons shots e ouvir aqueles uhuhuhus. Foi uma semana muito divertida, embora tenha jogado mal nestes dois últimos dias saio daqui com um sorriso nos lábios».

Com um sorrido nos lábios andou Andy Sullivan todos os dias e foi também com muito agrado que Peter Adams anunciou aos milhares presentes no Oceânico Victoria que «o Portugal Masters angariou este ano 20 mil euros para a SIC Esperança».

NAS FOTOGRAFIAS: Andy Sullivan a receber o troféu das mãos de António Pires de Lima, ministro da Economia; Andy Sullivan no momento da vitória / © GETTY IMAGES; Ricardo Melo Gouveia num shot de saída / © FILIPE GUERRA

Portugueses aguentam embate com o mau tempo. Sullivan cada vez mais líder

17/10/2015

A previsão de más condições meterológicas levam o European Tour a repetir a medida de iniciar a última volta em Shot Gun a partir das 8 horas. Ministro da Economia, Pires de Lima, na cerimónia de prémios.

Ricardo Melo Gouveia e Tomás Santos Silva aguentaram bem o mau tempo que se abateu sobre Vilamoura, melhor do que algumas das estrelas do 9º Portugal Masters.

Melo Gouveia, o nº1 português, 2º no ranking do Challenge Tour e 123º do ranking mundial, cumpriu a terceira volta em 73 pancadas, 1 acima do Par do Oceânico Victoria Golf Course e melhorou 3 posições, subindo para o grupo dos 39º classificados, com um total de 211 pancadas, 2 abaixo do Par.

Com este mesmo resultado estão outros oito jogadores, incluindo Justin Walters, o sul-africano que foi vice-campeão do Portugal Masters em 2013.

«O meu objetivo de terminar no top-10 está comprometido. Vai ser complicado. Agora, o objetivo é subir na tabela», disse “Melinho”, de 24 anos, que apresentou um cartão de 4 birdies e 5 bogeys.

Quanto ao amador Tomás Silva, a revelação deste 9º Portugal Masters, perdeu hoje 6 posições e caiu para o 48º lugar, com 212 (-1), empatado com outros cinco jogadores, entre os quais o dinamarquês Thorbjorn Olesen, que há duas semanas venceu o Alfred Dunhill Links Championship, na Escócia.

O triplo campeão nacional amador cumpriu hoje a penúltima volta em 73 pancadas, 2 acima do Par.

Tomás Silva ainda fez 4 birdies como Melo Gouveia, mas sofreu 1 duplo-bogey no 15 (falhou o green) e mais 4 bogeys.

«Consegui acabar com 2 birdies. Estive muito inconsistente do tee, não me senti muito à vontade do tee, mas acaba por ser um resultado justo pelo que fiz em campo», analisou o jogador que ontem (sexta-feira) celebrou o seu 23º aniversário com a passagem do cut.

O selecionador nacional, Nuno Campino, voltou a gostar do que viu, sem perder o sentido crítico: «O Tomás jogou bem. Quando esteve em dificuldades. Quando falhou os shots de saída conseguiu salvar muito bem os pares. Mas depois, nas alturas teoricamente mais fáceis, em que se colocou em posição de fazer birdies ou pares fáceis, não concretizou».

«É preciso ter em conta que as condições eram muito difíceis, os roughs estavam altos, havia que acertar nos fairways e ele acertou alguns mas foi aí que cometeu alguns erros, fazendo mais difícil. Mas é uma boa volta e foi uma boa prestação nesta altura para o Tomás», admitiu Nuno Campino.

É de salientar que, na classificação geral, atrás dos dois portugueses, há craques do golfe mundial como o escocês Marc Warren (57º do Mundo e 17º da Europa) e o ex-nº1 mundial Martin Kaymer, o alemão que é 21º do Mundo e 15º da Europa, ambos com 1 pancada acima do Par, no 58º posto.

Apesar dos portugueses se terem aguentado num dia complicado – de ventos com rajadas a atingirem os 50 quilómetros por hora, jogado em shot gun para fugir à chuva que só apareceu quando a volta estava praticamente terminada –, já será já difícil termos amanhã (Domingo) um novo recorde nacional.

Não será fácil superar o 16º lugar de Ricardo Santos no Portugal Masters de 2012 e será ainda mais improvável que algum dos portugueses venha a receber o troféu das mãos de António Pires de Lima, o ministro da Economia, cuja presença está confirmada na cerimónia de entrega de prémios que poderá realizar-se entre as 13 e as 14 horas.

O grande candidato ao cheque de 333.330 euros do primeiro prémio monetário, do total de 2 milhões de euros em jogo esta semana, é o inglês Andy Sullivan.

O líder desde o primeiro dia aumentou hoje (Sábado) a sua vantagem sobre o 2º classificado, agora o espanhol Eduardo De La Riva, de 3 para 5 pancadas.

«Jogar em 4 pancadas abaixo do Par foi espantoso, tendo em conta o mau tempo que se fez hoje sentir», declarou Sullivan, de 28 anos, que efetuou 67 pancadas, totalizando 195 (-18).

Só houve outra volta de 67 (-4), do espanhol Jorge Campillo, que está empatado em 3º (-11) com o inglês Chris Wood.

Wood foi o autor do melhor resultado do dia, em 65 (-6). O inglês é o campeão do Lyoness Open, na Áustria, 24º classificado na Corrida para o Dubai e 76º no ranking mundial.

Mas voltando a Sullivan, o líder conquistou este ano o Open da África do Sul e o Joburg Open e poderá tornar-se no primeiro jogador a vencer três torneios do European Tour em 2015, mas, para isso, terá de recuperar a frescura mental que sentiu abalada depois do esforço de hoje

«Foi muito duro hoje e agora estou a sentir-me mentalmente de rastos porque tive de concentrar-me muito e sinto que usei toda a energia que ainda tinha no tanque. Felizmente, ainda tenho muito tempo para recarregar as baterias para amanhã», acrescentou o 66º classificado no ranking mundial e 26º na Corrida para o Dubai.

A última volta irá começar amanhã às 8h00. Pelo segundo dia consecutivo teremos saídas em shot gun, devido às previsões meteorológicas negativas.

«Será melhor se completarmos os 72 buracos regulamentares mas, dadas as circunstâncias, já foi muito bom conseguirmos concluir 54», disse Andy Sullivan, numa alusão ao torneio do ano passado, que foi reduzido a 36.

NA FOTOGRAFIA: Tomás Silva / © Álvaro Marreco

Melinho e Tomás Silva passam o cut em dia de festa e igualam recordes nacionais

16/10/2015

A previsão de más condições meterológicas para amanhã levam o European Tour a decidir uma medida drástica e rara de iniciar a 3ª volta em shot gun a partir das 8 horas da manhã, Andy Sullivan lidera (-14) 

Ricardo Melo Gouveia e Tomás Santos Silva igualaram hoje recordes nacionais no Portugal Masters, num dia de festa em que foram os únicos dos oito portugueses a passarem o cut no evento do Turismo de Portugal, que o European Tour está a organizar no Oceânico Victoria Golf Course, em Vilamoura, com 2 milhões de euros em prémios monetários.

Com idades semelhantes – 24 anos para “Melinho” e 23 completados hoje (sexta-feira) por Tomás – os dois portugueses atravessam fases completamente distintas das suas carreiras.

Melo Gouveia é o português melhor classificado no ranking mundial, no 123º posto, reside no Algarve, representa o Guardian Bom Sucesso Golf e preparou-se bem para um torneio que sonha ganhar, sabendo que um bom resultado poderá reforçar a sua presença (para já provisória) nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016.

Tomás Silva é ainda amador, sendo, aliás, o triplo campeão nacional amador. Estuda Gestão na universidade e ainda pensa numa carreira profissional no golfe a médio prazo. Para ele, passar pela primeira vez o cut num torneio do European Tour (a primeira divisão europeia) já é um enorme feito e um perfeito presente de aniversário, para mais, conseguido ao lado do pai (José), o seu caddie.

Não obstante dois estatutos tão distintos, estão ambos empatados no mais importante torneio de golfe português, no grupo dos 42º classificados, naturalmente com o mesmo agregado de 139 pancadas, 3 abaixo do Par, mas também com as mesmas voltas de 71 (Par) no primeiro dia e 68 (-3) no segundo.

«Hoje entrei menos nervoso, senti-me muito melhor. Bati bem na bola, estava confiante com os ferros, meti muitas bolas perto do buraco, o que facilitou muito a nível do putt», disse Melo Gouveia, que somou 6 birdies e 3 bogeys, no dia em que se tornou no primeiro português a passar o cut no Portugal Masters em três anos seguidos.

Filipe Lima (2007, 2009 e 2010) e Pedro Figueiredo (2011, 2012 e 2014) foram os outros únicos golfistas nacionais que também passaram por três vezes a fronteira dos 36 buracos.

«O meu objetivo agora é subir na classificação, tentar fazer o melhor possível no fim de semana. Se conseguir um top-10 será ótimo», acrescentou o nº2 do ranking do Challenge Tour, que, a 11 pancadas do líder, o inglês Andy Sullivan, já abandonou o sonho de elevar este ano o troféu.

«Passar o cut representa muito para mim. Estar aqui no meio destes jogadores e conseguir tirar o lugar a alguns que ficaram de fora do cut é muito positivo. Como amador vinha aqui para divertir-me e fazer o meu jogo. Se conseguisse passar o cut seria excelente», avaliou, por seu lado, Tomás Silva, que chegou a andar com 5 abaixo do Par, também fez 6 birdies, mas sofreu 1 duplo-bogey e 1 bogey.

«Estar num torneio do European Tour é sempre positivo para qualquer amador, mas este não é o meu torneio. Estou aqui porque a FPG acreditou em mim, acreditou que eu poderia fazer um bom resultado e honrar o nome da FPG», acrescentou o jogador residente em Cascais, que se tornou apenas no terceiro amador português a passar o cut no Portugal Masters, igualando os feitos de Pedro Figueiredo (2011 e 2012) e Ricardo Melo Gouveia (2012).

Tomás Silva, que foi 9º no Campeonato da Europa Amador do ano passado, tem sido acompanhado de perto pelo selecionador nacional, Nuno Campino, que nos seus tempos de jogador também passou o cut em torneios do European Tour.

«Agora quero prepará-lo para que pense que isto ainda não acabou. Lembro-me dos meus tempos de jogador que é habitual entre os jogadores portugueses, sobretudo amadores, ficarem demasiado contentes quando passam o cut. Mas ele está a jogar bem e se souber resistir a isso pode fazer aqui uma grande prova», explicou o técnico da FPG.

Se este dia 16 de outubro foi de festa para o aniversariante Tomás Silva e para o nº1 português Melo Gouveia, foi de tristeza para outros seis portugueses, os eliminados, sobretudo para três que chegaram a estar dentro do cut durante grande parte da jornada.

«Poderia ter sido um dia histórico com uns cinco portugueses a passar o cut, porque o Vítor Lopes (amador) fez o mais difícil que foi colocar-se em posição, quando ia com 4 abaixo, antes do erro no 17, um buraco que não é dos mais difíceis e fez 2 bogeys nos dois últimos buracos. O Ricardo Santos teve aqueles três buracos finais que o colocaram de fora (3 bogeys seguidos) e o Tiago Cruz perdeu 2 pancadas nos últimos quatro buracos», lamentou o selecionador nacional.

Dos três, o caso mais dramático foi o de Ricardo Santos que pelo segundo ano seguido falhou o cut por 1 pancada e tal como no ano passado com 1 bogey no último buraco, o 18. Desta feita, foi ainda mais difícil de engolir porque um putt ficou parado a milímetros do buraco. Se tivesse entrado, ter-se-ia igualado outro recorde nacional, o de três portugueses a passarem o cut no Portugal Masters, alcançado em 2012.

«Esta talvez seja a época de maior aprendizagem, porque talvez tenha sido a época que mais mal me correu desde que sou profissional», admitiu o melhor golfista português de sempre, agora tombado para o 180º posto da Corrida para o Dubai. Agora, para se manter no European Tour em 2016, terá de passar a Final da Escola de Qualificação.

O 9º Portugal Masters está a ser dominado por um dos melhores jogadores deste ano, o inglês Andy Sullivan, que este ano venceu o Open da África do Sul e o Joburg Open e que figura no 66º lugar do ranking mundial e no 26º na Corrida para o Dubai.

«É sempre bom equiparar um boa volta com outra semelhante. Às vezes é difícil voltar ao campo e repeti-lo, mas joguei com a mesma alma de ontem. Senti-me mesmo confiante e “patei” muito bem», disse o inglês que somou uma segunda volta seguida de 64 pancadas, para um agregado de 128 (-14), a apenas 4 do recorde do torneio para 36 buracos estabelecido há um ano pelo francês Alexander Lévy.

E se em 2014 o Portugal Masters foi pela primeira vez reduzido dos 72 buracos regulamentares para apenas 36, devido ao mau tempo, em 2015 bem que Sullivan gostaria que tal sucedesse.

Afinal, as previsões meteorológicas para o fim de semana não são famosas, mas o European Tour está otimista e para fintar o mau tempo tomou uma decisão que é rara mas que é a mais acertada – a de disputar a terceira volta em shot gun a partir das 8 horas.

«No Sábado estamos à espera de fortes chuvadas a partir das 13 horas. Portanto, a única opção que tivemos foi a de fazermos um shot gun», explicou o espanhol José Maria Zamora, o diretor de torneio.

De acordo com um comunicado do European Tour, «a única outra vez em que houve saídas em shot gun num torneio oficial do European Tour foi no Open da República Checa em 1994.

É verdade que este ano, em março, houve também uma segunda volta marcada para shot gun no Madeira Islands Open BPI, mas esse torneio foi cancelado e adiado para julho, pelo que as ocorrências de março não fazem parte das estatísticas do European Tour.

«Vamos alterar a preparação do campo para a terceira volta. Para além da chuva, prevemos ventos que possam chegar aos 50 quilómetros por hora e por isso não vamos cortar os greens. Iremos também avançar alguns tees para tornar o campo mais acessível. Estamos à espera de um dia muito duro», acrescentou Zamora, que também dirigiu os “dois” Opens da Madeira este ano.

Será lamentável se o mau tempo afetar o Portugal Masters porque têm-se registado, uma vez mais, bons níveis de afluência, com um total de 18.440 espectadores registados em três dias.

Mas independentemente do que vier a suceder, Tomás Silva nunca esquecerá o 9º Portugal Masters, aquele em que festejou o seu 23º aniversário com um recorde pessoal e nacional.

NA FOTOGRAFIA: Tomás Silva / © FILIPE GUERRA

“Estamos à espera de um dia muito duro”

16/10/2016

Jose Maria Zamora, director do Portugal Masters, explica o shotgun marcado para sábado

Amanhã, a terceira volta do IX Portugal Masters começa com um shotgun, algo que só aconteceu uma vez em provas do European Tour, desde que o circuito foi criado oficialmente em 1972, por ocasião do Open da República Checa de 1994. Depois das tormentas da edição de 2014, reduzida a duas voltas devido a chuvas torrenciais, teme-se o pior para o fim-de-semana. O espanhol Jose Maria Zamora, director do maior torneio do golfe nacional, explica o que se pode esperar para o fim-de-semana.

Pergunta – Amanhã, a terceira volta do Portugal, será feita em shotgun, uma situação raríssima no historial do European Tour… 

Resposta – Sim. Exato. Isto permitirá termos hipóteses de terminar a terceira volta amanhã. Teremos alguma chuva durante a manhã e chuva muito forte a partir das 13h00. A única opção para conseguir concluir a terceira volta é utilizando o sistema de shotgun. Vamos alterar a preparação do campo. Esperamos vento de 30 a 40 milhas por hora, por isso não vamos cortar os greens. Vamos chegar alguns dos tees para a frente para tornar o campo mais jogável. Estamos à espera de um dia muito duro. 

E no domingo, calculo que também para seu aborrecimento, parece que não vai estar muito melhor…? 

Domingo não parece muito bom. Neste momento a grande preocupação é relativa à terceira volta. Vamos tentar que seja realizada. E se tivermos um pouco de sorte, teremos a quarta volta no domingo. Se podemos ou não jogar no domingo, veremos. Mas como digo, a previsão do tempo é muito, muito má. 

Nos primeiros dois dias tivemos as habituais boas condições meteorológicas, não foi? 

O tempo tem estado fantástico. Está calor no campo, um dia de sol. Temos uma multidão a ver golfe. E no ano passado tivemos pouca sorte com o cancelamento das duas últimas voltas. Este ano, não estava muito promissor para esta semana. Mas como disse, até agora tivemos dois dias fantásticos. 

Tal como referiu, o ano passado o Portugal Masters foi reduzido a 36 buracos. Estamos na etapa fundamental da temporada, perto da Final Series da Race to DubaiHavendo prova em Hong Kong para a semana, é necessário evitar um adiamento para segunda feira…. Mas pode reconfirmar o que acontecerá ao prize-money. E se não forem jogados os 72 buracos? 

Se não jogarmos 72 buracos, jogaremos três voltas. Neste caso o prize found é pago na totalidade, e se tivermos que interromper antes, e jogarmos apenas 36 buracos, serão pagos 75 por cento. 

NA FOTOGRAFIA: Da esquerda para a direita, Peter Adams (do European Tour), Cristopher Stilwell (Grupo Oceânico), Romeu Gonçalves (Oceânico) e Jose Maria Zamora (European Tour) / © FILIPE GUERRA

“Muitos espectadores tornam-se voluntários”

Sandra Slater é a responsável pelos voluntários do Portugal Masters, em nome de uma conhecida associação de golfe baseada no Algarve chamada Golf for Greys

Desde quando começou a organizar os voluntários do Golf for Greys para o Portugal Masters?

O meu envolvimento começou em 2005, quando o European Tour Golf pediu ao Golf for Greys para ajudar a recrutar voluntários para a World Cup of Golf, que se iria realizar no recém-inaugurado Victoria Golf Course, em Vilamoura. Quando o Portugal Masters começou em 2007, o Golf for Greys tinha consolidado uma posição privilegiada devido à base de dados de voluntários que tinha desenvolvido.

Como começou a desempenhar o seu papel? 

O falecido John Hawker convidou-me para um lugar na administração do comité de voluntários que ele estava a criar juntamente com o Eddie Pilkington, para a World Cup. 

Actualmente, quantos voluntários do Golf for Greys trabalham no Portugal Masters? 

O núcleo inicial do Golf for Greys foi aumentando ao longo dos anos, passando a incluir voluntários de outras organizações. Temos a sorte de se juntarem a nós, todos os anos, um grupo de cerca de 50 voluntários ingleses do European Tour, incluindo o European Tour Chief Marshal, Graham Wallage. Temos ainda a sorte de ter muitos espectadores que nos contactam para se inscreverem como voluntários para o ano seguinte. 

Sandra_Slater_04

Como é que são organizados para desempenharem as suas funções? Em quantas zonas do campo? Por exemplo, quantos marshals existem por buraco? 

Normalmente existem cerca de 360 voluntários a ajudar diariamente durante o Portugal Masters. Eles são colocados em todas as áreas do campo. A maioria encontra-se nos buracos e as suas funções são de marcar as bolas, controlo de espetadores e assistência aos jogadores. 

Dependendo do par do buraco, pode haver entre três a oito marshals em cada buraco. As partidas compostas por jogadores mais conhecidos e que podem atrair grandes multidões, também são acompanhadas por voluntários móveis que reforçam os que estão fixos em cada buraco. As bancadas principais também são controladas pelos voluntários.

Outro grupo grande de voluntários é colocado no scoring. Cada partida é acompanhada por um marcador que transmite o resultado da partida para a central, através de um parelho eletrónico. Os resultados são reconfirmados buraco a buraco e são depois colocados nos quadros de pontuação e nos leaderboards situados ao longo do percurso. Estes quadros são também da responsabilidade dos nossos voluntários. Normalmente cada partida tem ainda um “walking board” que apresenta o resultado individual de cada um dos jogadores. Este quadro ajuda aos espetadores que andam no campo em zonas onde não existem os quadros de pontuação ou leaderboards.

O grupo mais reduzido de voluntários é composto por aqueles que ajudam a European Tour Productions TV Company. Desempenham uma série de tarefas incluindo a condução dos buggies, e apoio com o material de filmagem. 

Existem muitos voluntários que começam a trabalhar antes do torneio? 

Antes de o torneio eu passo seis meses a recrutar, planear e organizar as tarefas dos voluntários. Um pequeno grupo de voluntários trabalha no domingo anterior ao evento, ajudando na organização das fardas, na credenciação dos voluntários, etc. 

O que recebem os voluntários em troca pelo seu trabalho? 

O pacote de benefícios para os voluntários que trabalham os quatro dias do torneio inclui dois pólos, um corta-vento, um boné, vouchers de bebidas, bilhetes e uma volta de golfe oferecida pelo Oceânico Golf. Os voluntários que apenas têm disponibilidade para trabalhar dois dias rebem um pacote reduzido. Existe a possibilidade de verem o torneio, mas apenas antes ou depois dos turnos. Fora isso, devem estar atentos aos espetadores e aos jogadores. 

Sandra_Slater_01

Quantas nacionalidades diferentes existem entre os voluntários e quais são? 

Mais de doze, mas a grande maioria são britânicos. Entre estes temos os que residem em Portugal e os que vêm propositadamente do Reino Unido para ajudar no evento. No passado tivemos voluntários da Irlanda, Espanha, Portugal, Alemanha, Holanda, Finlândia, Dinamarca, França, Republica Checa, Estados Unidos e outros.

Existem algumas histórias (engraçadas ou não tanto) entre os Golf for Greys no Portugal Masters? 

Uma vem imediatamente à memória. O buraco 7 do Oceânico Vitória tem um lago do lado esquerdo do fairway. Há alguns anos atrás o voluntário colocado no final deste lago, enquanto acompanhava o voo de uma bola para a poder marcar, escorregou para dentro do lago. Ele não sabia nadar e as margens deste lago são protegidas por um material muito escorregadio.  Ele não conseguia sair e então outro voluntário atirou-se para o ajudar. Também ele não conseguia sair do lago. Então, o pai de um dos jogadores, Jean Van de Velde, utilizou um guarda-chuva onde ambos os voluntários se agarraram, conseguindo sair. Molhados, mas salvos!

Tem alguma função específica no Golf for Greys para além da organização dos voluntários para o Masters?

Não. Inicialmente organizava competições para os sócios no Sotavento Algarvio mas foi uma função que ficou cada vez mais reduzida à medida que era necessário o recrutamento de mais voluntários para outras competições no Algarve. Entre outros eventos ajudámos em dois Opens de Portugal, no European Amateur Team Championships no Oceânico Victoria e no troféu Sir Michael Bonallack realizado em Monte Rei.

Sandra_Slater_03

 Fale-nos um pouco acerca de si… 

Sou inglesa, tenho 68 anos e o meu handicap subiu para 29. Eu e o meu marido temos uma casa no Sotavento algarvio. Estou também muito envolvida em outros eventos do European Tour no Reino Unido, Espanha e nos torneios mais importante do Senior Tour no Reino Unido e do Ladies European Tour. Também estivemos na Ryder Cup no ano passado em Gleneagles.

É residente em Portugal? 

Desde 1998 que passamos uma boa parte do tempo em Portugal, inicialmente em Cabanas e agora em Castro Marim. Quando estamos no Reino Unido, é em Kent, no sudoeste de Inglaterra, mas desde 2003 que passamos cada vez mais tempo em Portugal para desfrutar do clima maravilhoso e de uma vida descontraída. Eu sou sócia do maravilhoso clube de golfe da Quinta do Vale, o campo desenhado pelo Seve Ballesteros situado no sotavento. Também gosto de jogar e Oceânico Old Course e no Victoria sempre que tenho oportunidade. 

SANDRA SLATER FOTOGRAFADA POR FILIPE GUERRA DURANTE O PORTUGAL MASTERS 2015

 

Ricardo Santos andou no Top-10 e é o melhor luso

15/10/2015

O nevoeiro fez com que a conclusão da primeira volta só seja possível amanhã e Vítor Lopes é um dos 14 jogadores que vão jogar mais de 18 buracos. Ricardo Santos, em 33º, é o único português dentro do cut provisório. O inglês Andy Sullivan e o belga Nicolas Colsaerts são os líderes com 7 pancadas abaixo do Par.

Ricardo Santos é o melhor português na primeira volta incompleta do Portugal Masters, ocupando o 33º lugar empatado do torneio do Turismo de Portugal, de 2 milhões de euros em prémios monetários, que o European Tour está a organizar até domingo no Oceânico Victoria Golf Course, em Vilamoura.

O nº2 português e 180º da Corrida para o Dubai do European Tour completou a primeira volta em 69 pancadas, 2 abaixo do Par do percurso desenhado pelo mítico Arnold Palmer.

«Estou bastante contente por ter reagido bem quando as coisas não correram de feição e também por ter jogado abaixo do Par. Foi isso a que me propus e tive uma boa atitude em campo. Jogar abaixo do PAR é sempre positivo», disse o algarvio de 32 anos.

Ricardo Santos começou bem, com 2 birdies nos quatro primeiros buracos e nessa altura entrou no top-10. Depois sofreu 1 duplo-bogey no 14. «Falhei à esquerda, fui para dentro de água e tive de dropar praticamente do tee das senhoras, porque a bola saiu direita dentro do aspersor», lamentou-se.

Teve, então, a referida grande reação, em parte ajudado pelo seu caddie, o seu treinador Almerindo Sequeira. Fez logo 1 birdie no buraco seguinte, no 15. Mais birdies caíram no 18 e no 5 e nessa altura voltou a estar entre os melhores, mas 1 bogey no último buraco, o 9, atirou-o para o tal grupo dos 33º classificados, sendo o único português dentro do cut provisório.

Há, contudo, mais quatro jogadores portugueses em muito boa posição de passarem a barreira dos 36 buracos e de se qualificarem para o fim de semana, uma vez que Ricardo Melo Gouveia, Tiago Cruz, João Carlota e o amador Tomás Silva surgem empatados no 68º posto, com 71 pancadas, a Par do campo, a apenas 1 do cut (declarações de todos os portugueses em anexo).

Em situação muito mais complicada estão Pedro Figueiredo e Filipe Lima, respetivamente no 121º (+6) e 124º (+7) e último lugar.

O mais importante torneio português de golfe é liderado por dois jogadores com 64 pancadas, 7 abaixo do Par: o inglês Andy Sullivan e o belga Nicolas Colsaerts.

Sullivan venceu este ano dois torneios do European Tour – o Open da África do Sul e o Joburg Open –, enquanto Colsaerts é um bom amigo de Filipe Lima e um herói da vitória europeia na Ryder Cup em 2012.

«Regra geral foi um dia muito agradável», disse, fleumaticamente, Sullivan, o 66º do ranking mundial e 26º na Corrida para o Dubai, depois de carimbar 8 birdies e apenas 1 bogey.

«É um campo onde me sinto confortável. No ano passado estive muito perto de fazer aqui uma volta de 69 e de ganhar o torneio e tenho muito boas memórias deste sítio», declarou, mais efusivamente, Colsaerts, o vice-campeão do Portugal Masters, que hoje cometeu a proeza de somar 2 eagles e 4 birdies para apenas 1 bogey.

O 9º Portugal Masters começou com um atraso de 55 minutos devido a nevoeiro cerrado, mas depois o sol brilhou em todo o seu esplendor e as imagens televisivas enviadas para todo o Mundo promoveram o Algarve como a melhor região da Europa para se jogar golfe em outubro.

Amanhã (sexta-feira), a segunda volta começa às 8h00 e os 14 jogadores que não conseguiram concluir hoje a primeira volta regressam ao campo às 8h20. Entre eles está o amador Vítor Lopes, que vai com 2 pancadas acima do Par com três buracos ainda pela frente.

NA FOTOGRAFIA: Ricardo Santos / © Álvaro Marreco

 

Melo Gouveia ganha alento com birdie no 18

15/10/2015

Melhor português não brilhou no arranque do Portugal Masters mas não comprometeu

São altas as expectativas em relação à prestação de Ricardo Melo Gouveia no IX Portugal Masters, ou não fosse ele o melhor golfista português da actualidade – n.º 123 no ranking mundial e n.º 2 no ranking do Challenge Tour. E hoje, no arranque do torneio, como sempre no Oceânico Victoria Golf Course, em Vilamoura, ele não brilhou, mas também não comprometeu: com uma volta de 71 pancadas (par), integra o grupo dos 68.ºs classificados. Terminou em nota alta, com um grande birdie no difícil 18.

Esta sua classificação é provisória, já que quando a jornada foi interrompida ao anoitecer, 15 jogadores ainda estavam em campo, entre eles o único dos oito portugueses que não conseguiu concluir os seus 18 buracos, o amador Vítor Lopes, que seguia com +2 após 15 buracos. Portanto, só amanhã de manhã é que primeira volta ficará concluída. A jornada de hoje começou com quase uma hora de atraso, devido ao nevoeiro matinal. Os líderes são o belgas Nicolas Colsaerts e o inglês Andy Sullivan, ambos com 64.

Dos restantes portugueses que jogaram de tarde, Tiago Cruz, como Melo Gouveia, marcou 71, ao passo que Filipe Lima acabou com 78. De manhã tinham jogado Ricardo Santos (69), o amador bicampeão nacional Tomás Silva (71), João Carlota (71) e Pedro Figueiredo (77). O melhor jogador da casa foi assim Ricardo Santos, que integra o lote dos 33.ºs. O cut está fixado em -1.

“Sinto que não estive ao meu melhor nível hoje, senti que foi difícil ganhar ritmo, fazia um birdie e depois fazia um bogey, os putts não entraram como eu gostaria, mas espero que estejam guardados para amanhã e que possa recuperar com uma boa volta”, afirmou Melo Gouveia, que jogou num grupo com o histórico Darren Clarke (71) e com o espanhol Rafa Cabrera-Bello (68).

“Entrei um bocadinho nervoso, é normal, o Darren [Clarke] é um jogador de alto nível que vai ser o capitão europa na próxima Ryder Cup, é normal, mas depois, à medida que o tempo foi passando, fui-me habituando e os bons shots foram-me tirando os nervos do caminho”, referiu “Melinho”, de 24 anos, em cujo cartão ficaram marcados 3 birdies contra 3 bogeys.

“Senti um pouco mais de pressão do que o normal, o facto de não ter estado bem com o putter deu ali um bocado mais de pressão, porque eu não estava a conseguir os birdies que queria, mas acabei muito bem, com dois grandes shots no 18, e espero que amanhã consiga entrar com o mesmo fôlego para obter uma grande volta”, acrescentou, concluindo: “Estou confiante, basta um ou dois putts entrarem para entrar no ritmo e conseguir fazer uma boa volta.”

NA FOTOGRAFIA: Ricardo Melo Gouveia / © FILIPE GUERRA

As “boas sensações” de Ricardo Santos

15/10/2015

Foi o melhor português entre os jogaram de manhã no primeiro dia do Portugal Masters

Ricardo Santos teve hoje um começo positivo no 9.º Portugal Masters, com uma volta de 69 pancadas (-2) que o deixa dentro claramente do cut provisório. Detentor da melhor marca portuguesa no torneio (16.º lugar em 2012), o algarvio de 32 anos chegou a estar 3 abaixo do par para o seu último buraco, o 9 (par 4), mas falhou o green à esquerda e não conseguiu fazer up & down, concluindo com bogey.

Mais doloroso ainda foi o final de jogo de João Carlota, que estava –2 para o 18 (par 4) e encerrou com duplo bogey, depois de ter batido o segundo shot do bunker para o lago; depois de dropar ainda fez um excelente approach para deixar a bola a dois metros da bandeira: no putt, porém, a bola fez uma gravata e não entrou. Resultado, 71 pancadas (par), o mesmo score do bicampeão nacional amador Tomás Silva, do Clube de Golfe do Estoril. Já Pedro Figueiredo não foi além das 77 (+6).

Em jogo esta tarde, a completar o contingente português, estão Ricardo Melo Gouveia, Tiago Cruz, Filipe Lima e o amador Vítor Lopes. O belga Nicolas Colsaerts é o líder na club house com 64 (-7)

Com o seu treinador Almerindo Sequeira a caddie, Ricardo Santos começou do 10, num grupo com o irlandês Paul Dunne e o dinamarquês Andres Hansen, dois jogadores que marcaram 68 (-3). Além do bogey no 9, só perdeu pancadas no 14, o seu quinto buraco, onde fez duplo bogey 6, depois de ter metido a bola na água. Em contrapartida, assinalou 5 birdies (12, 13, 15, 18 e 5).

“Falhar shots todos vamos falhar, mas aqui no Oceânico Victoria há buracos bastante competitivos, e depois, com o vento contra, torna-se mais difícil, como foi o caso de hoje. Mas tive boas sensações. Fiz aquilo que me propus fazer: ter uma boa atitude em campo. E jogar abaixo do par é sempre positivo, mas espero fazer melhor amanhã.”

NA FOTOGRAFIA: Ricardo Santos / © FILIPE GUERRA

 

Ricardo Melo Gouveia joga ao lado do seleccionador da Europa

14/10/2015

Filipe Lima foi o melhor português no Pro-Am, ganho pelo dinamarquês Thorbjorn Olesen. O torneio que Ricardo Santos mais sonha ganhar é este, em Vilamoura. Campeão nacional Tiago Cruz motivado

Em 2005 o malogrado Severiano Ballesteros viu jogar Filipe Lima e disse que não estaria fora de equação convocá-lo para o Seve Trophy. Dez anos depois Ricardo Melo Gouveia poderá provocar o olhar do selecionador europeu da Ryder Cup e fazê-lo pensar numa convocação para o duelo com os Estados Unidos em 2016.

Poderá parecer prematuro e descabido, mas quem imaginaria há um ano que o melhor português no ranking mundial (123º) estaria hoje bem plantado no top-60 do ranking olímpico que dá acesso aos Jogos do Rio em 2016?

Como lhe recordou hoje na conferência de Imprensa o jornalista português do “Público”, Rodrigo Cordoeiro, Ricardo Melo Gouveia jogou a última volta do Portugal Masters do ano passado no mesmo grupo do irlandês Paul McGinley, que tinha terminado semanas antes o seu mandato de capitão da Europa na Ryder Cup.

Volvidos 12 meses, de novo no principal torneio português, de 2 milhões de euros em prémios monetários, o profissional algarvio do Guardian Bom Sucesso Resort vai atuar ao lado do atual capitão europeu da Ryder Cup, outro irlandês, Darren Clarke, senhor de um fabuloso palmarés, que inclui um título do Grand Slam e quatro vitórias na Ryder Cup.

Clarke é, aliás, um dos quatro vencedores de Majors presentes de hoje a domingo no Oceânico Victoria Golf Course, em Vilamoura, a par do seu compatriota Padraig Harrington, do escocês Paul Lawrie e do alemão Martin Kaymer, que foi n.º1 mundial em 2011.

«É sempre bom jogar com jogadores de alto gabarito, é sempre bom para ganhar experiência, mas, sabendo que vai estar ali o capitão na próxima Ryder Cup, que naturalmente presta grande atenção a todos os jogadores, não me posso deixar levar por esse facto, não posso deixar que afete o meu jogo», declarou Melo Gouveia que, em entrevista exclusiva à agência Lusa acrescentou: «Vou tentar não pôr as expectativas muito altas, vou concentrar-me nos meus objetivos, mas o meu objetivo é sair daqui com a vitória no final da semana».

Se Ricardo Melo Gouveia é o atual 2º classificado no ranking do Challenge Tour, a segunda divisão europeia, e já tem assegurado a subida à primeira divisão (European Tour), Ricardo Santos encontra-se em situação inversa.

Enquanto o seu irmão mais velho, Hugo Santos, viajou à Bulgária para tentar revalidar o título de campeão europeu de profissionais de clube, Ricardo está a lutar pela manutenção no European Tour, onde é o 180º da Corrida para o Dubai.

Só o top-110 garante todos os direitos para a próxima época, embora do 111º ao 120º ainda se consiga jogar em muitos torneios do European Tour.

De acordo com o press officer do European Tour, Paul Symes, Ricardo «precisa de terminar o Portugal Masters mesmo no topo» para atingir esse objetivo, sendo o topo um dos dois primeiros lugares. Claro que a vitória dar-lhe-ia logo uma isenção de dois anos no European Tour.

Numa conferência de Imprensa em que manifestou todo o seu bom humor, o melhor golfista português de sempre, que sabe o que é vencer um torneio do European Tour “em casa” desde o Madeira Islands Open de 2012, admitiu que fazê-lo no campo que ele próprio representa seria «um sonho».

«Seria um sonho ganhar este torneio. Se me perguntarem qual é o sonho de torneio para vencer, tirando um dos grandes, seria este sem dúvida alguma. É o maior torneio nacional, um dos maiores europeus, tem vindo a crescer ao longo dos tempos, com o povo português, amigos e familiares a apoiar, é uma semana bastante especial. Nasci aqui, cresci aqui, Sou daqui», disse o único português a ter figurado no top-10 da Corrida para o Dubai.

À agência Lusa, Ricardo Santos considerou que «para qualquer português é possível fazer melhor do que o 16º lugar» que alcançou há três anos, o recorde nacional no Portugal Masters e acrescentou: «Espero que aconteça esta semana. Se for eu ótimo, se for outro português também ótimo. Os recordes existem para se bater», afirmou.

Se as coisas não lhe correrem de feição, o algarvio de 32 anos tem um plano B, «jogar a Final da Escola de Qualificação», onde o top-25 se apura para o circuito principal.

Mas Paul Symes alerta ainda para uma terceira hipótese, da qual não se tem falado: «Este torneio dá 6 vagas para o Open de Hong Kong da próxima semana a jogadores que ainda não tenham conseguido a entrada direta, mas para isso é preciso terminar no top-10 do Portugal Masters».

Por outras palavras, se o nº2 português quebrar o seu próprio recorde no torneio e terminar o torneio do Turismo de Portugal no top-10, irá ainda jogar em Hong Kong na próxima semana, onde terá nova oportunidade de renovar o cartão para o European Tour de 2016.

Os outros portugueses a disputar o 9º Portugal Masters, que amanhã começa às 8 horas são os profissionais Filipe Lima, Tiago Cruz, Pedro Figueiredo, João Carlota, e os amadores Tomás Silva e Vítor Lopes.

Filipe Lima, o nº3 português, garantiu hoje que a lesão que o travou há umas semanas, impedindo-o de participar no Campeonato Nacional Solverde, está debelada: «As costas estão ótimas».

Tiago Cruz, o 4º português no ranking mundial e atual bicampeão nacional, sente-se em forma: «Nos últimos meses tenho jogado bem, não só pelo resultado que fiz na Madeira (primeiro top-10 no European Tour), mas por ter sido campeão nacional, por ter passado a Primeira Fase da Escola de Qualificação do European Tour (no Ribagolfe-1), e espero que isso continue esta semana. Quero jogar com calma, para mostrar o que sei, sem sentir pressões extras».

Tiago Cruz não foi convidado a jogar o Pro-Am de hoje (quarta-feira). Só três portugueses tiveram esse privilégio e Filipe Lima foi o melhor. Liderou uma das equipas do Turismo de Portugal, com os amadores James Wilde, Arto Saari e Mark Vandenberghe, somando 58 pancadas, que lhe deu o 8º lugar.

Foram apenas 2 pancadas a menos do que a equipa vencedora, encabeçada pelo dinamarquês Thorbjorn Olesen, que totalizou 56, 15 abaixo do Par.

O recente campeão do prestigiado Alfred Dunhill Links Championship, na Escócia (onde jogou com o surfista Kelly Slater) emparceirou em Vilamoura com os amadores Brian Smith, Andrew Stanley e Keith Mitchell, em representação do Golf Channel, o canal de transmite o Portugal Masters nos Estados Unidos.

Houve um total de 42 equipas em campo, num glorioso dia de sol e calor e o prémio de todos os jogadores foi doado à SIC Esperança, a IPSS oficial do Portugal Masters de 2015.

Ricardo Melo Gouveia foi 26º (61 pancadas), representando o Turismo de Portugal com Maria Barreto, José Carlos Agrellos e Eduardo Romano.

Ricardo Santos foi 32º (63) na equipa da Oceânico Golf que incluiu Joel Pais, João Silva e Declan Guilligan.

Entre os muitos amadores presentes, destacaram-se António Pires de Lima (ministro da Economia), Manuel Violas (Solverde e UNICER), João Pedro Oliveira e Costa (BPI), Ricardo Pereira (antigo guarda-redes da seleção nacional), Humberto Coelho (ex-selecionador nacional de futebol), Joaquim Oliveira (Olivedesportos), Nuno Ferreira (SportTV), Chris Howell (Oceânico Golfe) e Olivier Costa (cozinheiro).

O ministro da Economia, António Pires de Lima, teve o privilégio de jogar com o profissional que ostenta o melhor palmarés do Portugal Masters, o irlandês Padraig Harrington, o único a ter ganho três Majors, para além de ter sido top-10 mundial e de triunfar em quatro edições da Ryder Cup.

Para além dos já mencionados quatro jogadores que já ganharam torneios do Grand Slam, são ainda de salientar ãs presenças em Vilamoura de três jogadores que integram o top-60 do ranking mundial (Kaymer, Marc Warren e Bernd Wiesberger) e quatro antigos campeões do Portugal Masters (Alvaro Quiros, Richard Green, Tom Lewis e Alexander Levy que defende o título).

NA FOTOGRAFIA: Ricardo Melo Gouveia  / © Filipe Guerra

Golf Channel vence pro-am do Portugal Masters

14/10/2015

Equipa liderada pelo profissional dinamarquês Thorbjorn Olesen somou 56 pancadas (-15)

Os critérios de participação dos amadores no pro-am do Portugal Masters, que hoje se jogou no Oceânico Victoria Golf Course, em Vilamoura, estão bem definidos: os seus patrocinadores ou parceiros têm direito a escolher as equipas. Na qualidade de Main Sponsor, o Turismo de Portugal teve direito a 10 formações e houve seis delas que ficaram nos 10 primeiros lugares, mas quem venceu foi o quarteto do Golf Channel, liderado pelo profissional dinamarquês Thorbjorn Olesen e completada pelos amadores britânicos Brian Smith, Andrew Stanley e Keith Mitchell.

Jogou-se em medal betterball e os resultados foram, naturalmente, muito baixos. Golf Channel e a equipa do Turismo de Portugal composta pelo profissional Chris Doak e os amadores João Pedro Oliveira e Costa, Francisco Domingues e Paulo Spínola terminaram empatados no topo com 56 pancadas, 15 abaixo do par-71. No desempate, prevaleceram os melhores últimos 9 buracos do Golf Channel, fazendo 27 pancadas contra as 28 do team rival.

O Golf Channel viu ainda outra equipa, esta comandanda pelo alemão Marcel Siem, terminar no quarto lugar, com os mesmos 57 pontos da terceira classificada, a Oakley KING OF GREES do espanhol Rafael Cabrera-Bello.

Entre os participantes estiveram algumas figuras de destaque, como António Pires de Lima, Ricardo Pereira, Humberto Coelho, Joaquim Oliveira, João Pedro Oliveira e Costa, Manuel Violas, Olivier Costa, Rodrigo Costa, Miguel Franco de Sousa, entre outros. Houve 42 equipas em campo, para um total de 126 jogadores.

Houve ainda equipas da Federação Portuguesa de Golfe, The Residences, Tour Players Foundation, Sport TV, Tivoli, SIC Notícias, Oceânico, Audi, Emirates, Canon, Hertz, Golf Digest, Unicer, Quinta do Lago, Bobby Jones, e Your Golf Travel.

Ricardo Pereira, o guarda-redes herói do Euro 2004, fez, por sua conta, 3 abaixo do par gross, na equipa do profissional escocês Stephen Gallacher, membro da equipa europeia na última Ryder Cup.

Na fotografia: Thorbjorn Olesen é o segundo a contar da esquerda, os amadores Brian Smith, Andrew Stanley e Keith Mitchell / © FILIPE GUERRA