Buraco a Buraco Oceâncio Victoria

1 | O Canto das Oliveiras | Par 4 | 408 metros

A primeira pancada é jogada para um fairway, amplo e ligeiramente a descer, limitado por bunkers de ambos os lados. O buraco deve ser jogado sobre o lado direito para se ter um shot confortável ao green. O obstáculo que protege o green no lado esquerdo torna os shots bastante complicados, é portanto aconselhável jogar pelo seguro quando a bandeira está à esquerda.

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2 | O Falcão Peregrino | Par 4 | 327 metros

Apesar de curto, este buraco deve ser jogado com táctica. O fairway é rodeado por bunkers, razão pela qual jogar um ferro de saída é uma boa opção. Na jogada para o green, elevado e protegido por dois fundos bunkers de cada lado, é importante ter em atenção a localização da bandeira , situada numa das diferentes plataformas do green.

 

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3 | Portal do Ambinete | Par 5 | 450 metros

Este é um Par 5 comprido, muito bem protegido por um enorme bunker ao longo do lado esquerdo do fairway e uma bela árvore, mais precisamente onde a bola aterra. É aconselhável evitar este bunker aquando do segundo shot, permitindo assim uma aproximação ao elevado green pelo lado esquerdo do fairway. Um jogador comprido poderá alcançar o green com duas pancadas, tendo esta segunda pancada que ser jogada com precisão, já que a sua entrada é estreita e bem protegida por diversos obstáculos.

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4 | A Garça Vermelha | Par 4 | 372 metros

Dogleg à esquerda, este drive-and-pitch é um dos mais curtos Par 4 do percurso. O shot de saída deve sobrevoar o bunker situado à esquerda do fairway (238 m das marcas brancas). O segundo shot é jogado com um ferro curto para um green protegido por um bunker fundo no lado direito e por uma árvore no lado esquerdo. Ter em atenção que quando a bandeira está colocada na linha do bunker o shot ao green – grande, com acentuado desnível no meio – torna-se um grande desafio.

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5 | As Cegonhas | Par 5 | 529 metros

Jogado das marcas brancas, este é provavelmente um dos buracos mais difíceis do campo. É necessário bater um shot de saída comprido e preciso já que o fairway é bastante estreito e protegido por Out of Bounds.  O shot de aproximação ao elevado green também não é simples devido aos três bunkers que o protegem. Somente os jogadores mais compridos alcançam o green em duas pancadas, devendo preferir a entrada pelo lado direito de modo a evitar os obstáculos frontais.

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6 | O Camaleão | Par 3 | 199 metros

O par 3 mais comprido do campo tem um green amplo e ligeiramente sinuoso, desenhado no topo de uma elevação protegida por três bunkers. Falhar o green à esquerda é desaconselhável uma vez que o jogador ficará com um shot de aproximação bastante complicado. Falhar à direita é igualmente desanconselhável.

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7 | Duro de Roer | Par 4 | 417 metros

Este é um difícil dogleg à esquerda, uma vez que se requer que o shot de saída sobrevoe o lago de 221m, jogando das marcas brancas. Um bom shot de saída deixa-o com uma aproximação ao green fácil. No entanto, se jogar muito pela direita, encontra diversos bunkers e o buraco fica bastante mais comprido. O green é praticamente plano, mas muito bem protegido por obstáculos de areia – fazer um Par neste buraco sabe a Birdie.

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8 | O Melro | Par 3 | 154 metros

Este é o Par 3 mais curto do campo. A perspectiva que se tem no Tee de saída é fantástica: Par 3 curto, onde se joga um ferro igualmente curto, mas com um bunker enorme que aguarda por todos os maus shots. Neste amplo green é muito frequente fazer três putts. Contudo, a maior dificuldade deste buraco está nas diferentes posições da bandeira. Apesar de curto, este Par 3 requer alguma táctica de jogo, devendo os jogadores apostar em parar a bola no contacto ao green.

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9 | A Alfarrobeira | Par 4 | 404 metros

Este é um dos buracos Par 4 mais difíceis do percurso – comprido e com o green elevado. Os “bunkers naturalizados” (áreas virgens) que limitam o fairway requerem uma pancada de saída comprida e precisa. No ataque ao green, ter atenção aos dois pequenos mas incómodos bunkers no lado direito , e à Alfarrobeira no lado esquerdo. O green é ligeiramente a descer do início para o final, e da direita para a esquerda. Este Buraco é, sem dúvida, outro exemplo de grandiosidade dos desenho de Palmer – todos os pormenores podem custar ao jogador uma pancada extra.

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 10 | A Miragem | Par 4 | 371 metros

A ondulação do fairway cria a ilusão de que este buraco de 371 m parece mais curto do que realmente é. Por vezes torna-se necessário jogar uma Madeira 3 do Tee de saída , ou mesmo um ferro. Neste buraco a distância não é imprescindível, dando-se mais importância à precisão dos shots – no Tee evitar os bunkers que ladeiam o fairway e jogar ao meio do green para evitar problemas, já que o bunker da esquerda é realmente um grande desafio.

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 11 |  O Pato Real | Par 4 | 352 metros

Primeiro buraco do “Victoria Corner”. Este estreito dogleg à esquerdatem um lago no lado esquerdo em todo o seu comprimento. O shot de saída é desafiante – a zona onde a bola cai é igualmente estreita e os bunkers à direita são um chamariz para quem tenta fugir à água no lado esquerd. É portanto imprescindível que se bata um bom shot de saída, principalmente quando a bandeira está colocada sobre a esquerda do green, tornando o segundo shot uma árdua tarefa. Aqui não há lugar para erros, já que o green também é protegido por um beach bunker. Este é um green muito exigente. com inúmeras ondulações.

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12 |  Ruínas Romanas | Par 4 | 500 metros

Segundo buraco do “Victoria Corner”. Também este um dos mais bonitos buracos do percurso. Para o jogar, a estratégia vai variar muito conforme o nível do jogador. A pancada de saída terá de ser certeira para evitar a água à esquerda e o enorme bunker no lado direito. Para a grande parte dos jogadores é mais seguro jogar o segundo shot para antes do lago ou para o lado direito do fairway, ficando assim com um confortável ferro curto ao green. Por outro lado, este buraco permite aos jogadores mais compridos alcançarem o green com somente duas pancadas. Contudo, é necessário tomar a atenção, já que é difícil parar a bola no green, e a água é uma constante. Este Par 5 fica na memória, sendo um verdadeiro desafio para todos os níveis de jogo.

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13 | Galinha Sultana | Par 3 | 183 metros

Terceiro buraco do “Victoria Corner”. A vista do Tee de saída é espantosa – 6 m acima do nível do green, admiram-se os beach bunkers que o ladeiam. Embora amplo, este é um green difícil, com uma lomba na parte de trás que descai para o início e ligeiramente para a direita. A área disponível para as diferente posições da bandeira é reduzida, mas o green tem potencial para posições complicadas em dias de competição. Falhar o green à direita torna a tarefa de fazer o shot e putt bastante difícil. Este é, sem dúvida, o Par 3 mais desafiante do percurso.

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14 | Duplo Fairway | Par 4 | 388 metros

Sem dúvida, um dos buracos mais bonitos do campo, com dois fairways separados por uma linha de água e diversas cascatas. Pode ser jogado de duas diferentes maneiras. A primeira é jogar para o fairway da esquerda inde há somente um pequeno bunker, mas o shot ao green é mais longo e mais difícil – o green é elevado e o obstáculo de água e a parede de pedra que o defendem tornam o shot num verdadeiro desafio. A outra maneira de jogar este buraco está indicada para os jogadores mais compridos o fairway da direita, apesar de largo, requer um shot que sobrevoe os 200m de água. Como resultado, ficará com um segundo shot bastante mais confortável, mas sempre tendo em atenção a rapidez do green e as suas lombas.

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15 | O Peneireiro | Par 4 | 288 metros

Este é o Par 4 mais curto do campo. É relativamente fácil, sem grande dificuldade, à excepção da configuração do green. O fairway +e protegido à direita, exactamente na área onde a bola aterra, por um enorme bunker. Normalmente ter-se-á somente de jogar um ferro curto ao green, mas é importante que se tenha em atenção a depressão imediatamente antes do green, assim como o bunker bastante fundo logo depois do green. Com duas plataformas, poderá, por vezes, encontrar posições de bandeira muito difíceis.

 

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16 |  A Pega Azul | Par 3 | 190 metros

Para jogar este Par 3 muito bem protegido por obstáculos de areia, é necessária uma pancada precisa do Tee de saída. Apesar de amplo, o green tem uma série de lombas com uma inclinação na parte de trás que faz as bolas deslizarem para o início – é necessário ler muito bem as linhas de cada putt.

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17 |  As Cascatas do Victoria | Par 5 | 539 metros

Esta é uma verdadeira obra-prima de Arnold Palmer. Denominado por “signature hole”, os seus 538m (das marcas brancas) tornam-no no buraco mais comprido do percurso. Um total de doze cascatas ladeia a direita do fairway, a par do inúmeros bunkers. A aproximação ao green, rodeado de água, é extremamente difícil. Para os jogadores que desejarem alcançar o green em duas pancadas, é importante que sejam bastante precisos, já que este é o green mais pequeno de entre os 18, não deixando hipóteses para nenhum erro.

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18 |  O Guarda Rios | Par 4 | 423 metros

Este é, sem dúvida, o Par 4 mais com 4 mais comprido e exigente do campo. O obstáculo de água está presente ao longo do lado esquerdo do fairway, e o lado direito é salpicado por bunkers. Para conseguir jogar para o green com duas pancadas, o shot de saída deverá ser longo e preciso. Ter em atenção que é bastante usual jogar o segundo shot com vento contra, tornando-se num verdadeiro desafio. O green tem ainda potencial para posições de bandeira  difíceis. Provavelmente é um dos melhores buracos para se finalizar uma partida de golfe, uma verdadeira obra-prima de Arnold Palmer.

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Ricardo Melo Gouveia já sonha com o título

28/8/2015

O n.º 1 português gostaria de suceder ao francês Alexander Levy e vai treinar especificamente na semana anterior para o principal torneio de golfe, de dois milhões de euros em prémios, no Oceânico Victoria

Na mesma semana em que se tornou no português a atingir a melhor classificação de sempre no ranking mundial de golfe, Ricardo Melo Gouveia começou a olhar para outra forma de entrar na história e sagrar-se no primeiro campeão do Portugal Masters.

Vencedor de dois torneios do Challenge Tour – em Itália no ano passado e na Alemanha este ano –, Melo Gouveia ascendeu ao 119.º lugar do ranking mundial no seguimento do seu 2.º posto no ROLEX Trophy, na Suíça, batendo a 137.ª posição alcançada por Ricardo Santos a 10 de março de 2013.

Neste momento, lidera a Corrida para Omã do Challenge Tour e já assegurou um lugar no European Tour do próximo ano, mas pretende enriquecer a sua época, já de si impressionante – com nove top 10’s em 13 participações – e suceder ao francês Alexander Levy na lista de campeões do Portugal Masters.

“O Portugal Masters é, obviamente, um grande evento no meu calendário competitivo. Creio que vou tirar a semana anterior para me organizar e treinar, porque estou a jogar muito bem e quero estar devidamente preparado para o torneio”, disse o nº1 português.

 “Não há razão nenhuma para que eu não possa ganhar o torneio este ano. Sinto que, de momento, tenho o jogo e a confiança necessária dentro de mim”, acrescentou o antigo jogador do Clube de Golfe de Vilamoura, que, por isso mesmo, conhece muito bem o Oceânico Victoria Golf Course.

“Ultimamente, tenho pensado bastante no torneio. Acho que tenho capacidade de vencer, mas também quero apreciar e gozar a semana”, sublinhou o algarvio de 24 anos.

 A 9.ª edição do mais importante torneio português de golfe decorrerá, como sempre, no Oceânico Victoria Golf Course, em Vilamoura, de 15 a 18 de outubro (com o sempre concorrido Pro-Am a 14).

 Em jogo estarão dois milhões de euros em prémios monetários e “Melinho” espera poder contar com o apoio do público local, para melhorar o 58.º lugar empatado que alcançou no ano passado.

 “A minha família está sempre aqui, a minha namorada também, tal como os meus amigos. É ótimo ter o apoio dos portugueses, mas no ano passado também notei que tinha apoio de muitos estrangeiros, o que foi excelente”, destacou o campeão nacional amador de 2009.

 “Ter o público a favor é uma vantagem enorme. No ano passado eu estava a jogar bem, só não estava a meter putts, mas o apoio ajudou-me muito e quando fiz aquele chip in para passar o cut foi ótimo ouvir todos aqueles incentivos”, recordou.

“Adoro ter os espectadores a apoiar-me e seria bom jogar bem diante do público local. De todas as vezes que joguei o torneio recebi muito carinho e senti-o mesmo dentro das cordas”, acrescentou.

Ricardo Melo Gouveia terá a companhia no 9.º Portugal Masters de outro algarvio, Ricardo Santos, o vencedor do Madeira Islands Open Portugal BPI em 2012.

 “Os bilhetes para o Portugal Masters de 2015 já estão à venda e qualquer ingresso de um dia, para qualquer dia, custa 20 euros, poupando 5 euros, desde que adquirido antecipadamente no www.europeantour.com/tickets.

Três anos depois do Portugal Masters, Shane Lowry volta às vitórias

10/8/2015

Irlandês foi o melhor no WGC-Bridgestone Invitational batendo um field de luxo no Firestone Country Club, em Akron, Ohio

Desde que venceu o Portugal Masters em 2012, Shane Lowry não deixou de ser um excelente jogador. Depois de ter terminado esse ano no 28.º lugar da Race to Dubai, foi 21.º na mesma tabela em 2014 e 27.º em 2014. Faltava-lhe no entanto, uma nova vitória, que seria a sua terceira na alta roda mundial, depois de ter conquistado o Open da Irlanda em 2009 ainda como amador. Esse triunfo chegou neste domingo, e logo em grande, no WGC-Bridgestone Invitatonal, no Firestone Country Club, em Akron, Ohio.

Numa última volta em que a média de resultados foi de uma pancada acima do par-71, Lowry fez birdie 3 no 18 com um segundo shot difícil e entregou um cartão de 66 que foi “só” o melhor do dia, igualando as marcas de Bubba Watson e David Lingmerth. Somando 269 (70-66-67-66), 11 abaixo do par, o irlandês ganhou com duas de vantagem sobre Watson (70-66-69-66) e alcançou o seu segundo título como profissional.

Lowry tinha iniciado a última volta isolado no terceiro lugar, a dois shots dos líderes, o inglês Justin Rose e o norte-americano Jim Furyk, dois top 10’s mundiais que finalizaram com 72 e tiveram de se contentar com o terceiro lugar, com 273 (-7). Robert Streb foi 5.º, com 274 (-6), seguido de um quarteto composto por Lingmerth, Danny Lee, Brooks Koepka e Henrik Stenson.

“Não posso acreditar”, exclamou o vencedor. “Tenho jogado bem na maior parte do ano, mas as coisas não me estavam a correr de feição. Falhei um par de cuts por uma pancada. E estava a ficar muito em baixo comigo mesmo. Joguei tão bem como nunca nestes últimos quatro dias. Consegui meter alguns putts e ter um pouco de sorte, o que é bom.”

È uma vitória que lhe muda a carreira. Para começar, no ranking mundial, subiu de 48.º para 19.º. Na Race to Dubai, passou a ocupar o quarto lugar. E recebeu um prémio de 1,57 milhões de dólares, ou seja, 1,43 milhões de euros…