David Lynn campeão, Jiménez com Hole-in-One

O Inglês David Lynn quebrou a malapata portuguesa de andar perto de um título e falhá-lo por pouco e recebeu o troféu do Secretário de Estado do Turismo,Adolfo Mesquita Nunes

David Lynn tornou-se hoje (Domingo) no recordista da melhor última volta de sempre de um campeão no Portugal Masters, ao entregar um cartão de 63 pancadas, 8 abaixo do Par do Oceânico Victoria Golf Course, em Vilamoura.

O inglês de 39 anos, que completa 40 a 20 deste mês, exactamente no mesmo dia de aniversário de Gerry Fagan, o presidente da Oceânico Golf, recuperou de um atraso de 6 pancadas em relação ao líder de ontem, o seu compatriota Paul Waring.

Lynn tem vindo todos os anos ao Portugal Masters e totalizou 266 pancadas, 18 abaixo do Par, após rondas de 65, 65, 73 e 63, batendo por 1 única o sul-africano Justin Walters, que teve uma celebração ainda mais entusiástica do que o campeão, porque garantiu a permanência na primeira divisão do golfe europeu, duas semanas depois do falecimento da sua mãe.

As 6 pancadas de Lynn não são a maior recuperação de sempre na história do mais importante torneio português de golfe, porque o australiano Richard Green anulou, em 2010, uma desvantagem de 7.

Mantém-se a tradição do evento do Turismo de Portugal coroar campeões que vêm de trás: aconteceu pela sexta vez em sete anos. Só o espanhol Álvaro Quirós, em 2008, segurou aos 72 buracos o comando que já detinha aos 54. Mas para o jogador que iniciou o torneio no 52o lugar do ranking mundial e no 104o da Corrida para o Dubai do European Tour, o mais importante foi quebrar um «longo jejum de nove anos» sem ganhar qualquer título internacional.

«Quando venci o meu primeiro torneio, pensei que iria ter mais vitórias, mas agora percebo que não podemos tomar nada como garantido e vou apreciar este momento. Por várias razões, é o mais importante título da minha carreira», disse, após embolsar 333.330 euros, um prémio que o catapultou para o 43o lugar da Corrida para o Dubai, para além de entrar no  top-40 do ranking mundial.

De uma assentada, Lynn garantiu o cartão para o European Tour durante mais duas épocas e ficou extremamente bem posicionado para se qualificar para o DP World Tour Championship, o milionário torneio do Dubai que reúne o top-60 do Circuito Europeu. A vitória em Portugal mudou os seus planos mais imediatos. «Ia jogar à Malásia, um torneio do PGA Tour, e depois a Taça do Mundo à Austrália. Agora já vou entrar em torneios bem mais importantes e irei, provavelmente, uma série de semanas seguidas», explicou, referindo-se ao facto de ter-se apurado para os torneios da Final Series do European Tour.

O único título de David Lynn antes do Portugal Masters fora o KLM Open, na Holanda, em 2004, exactamente no ano em que esteve na luta pela vitória no Open de Portugal, no Penina. Partiu para a última volta na liderança, empatado com os espanhóis Miguel Angel Jiménez e Ignácio Garrido e acabou em 5o. Ganhou então Jiménez.

Já no Portugal Masters, há dois anos, terminou em 3o. Desde miúdo que vem «a Portugal jogar, primeiro com os pais e depois para competir» e finalmente conseguiu vencer no nosso país. «Estive perto tantas vezes, creio que fui segundo classificado em oito torneios (entre European Tour e PGA Tour), com destaque, obviamente, para o segundo posto no PGA Championship do ano passado (um dos Majors). Mas hoje, quando comecei a meter tantos putts, senti que poderia ser o meu dia», afirmou Lynn, que desde este ano partilha a presença nos dois principais circuitos. Em 2013, no PGA Tour (circuito americano), quase ganhava no Wells Fargo Championship, em Quail Hollow, em Maio, mas perdeu no play-off com o norte- americano David Ernst, um desconhecido que nem estava entre os 1000 primeiros do ranking mundial!

Foi ainda 4o classificado no prestigiado The Honda Classic. Já no European Tour não tinha conseguido ainda qualquer top-ten. Percebe-se ainda melhor a sua felicidade ao vencer em Vilamoura, dizendo «nem acredito, nem acredito» quando se viu com o troféu na mão.

Muito importante para a sua recuperação foi a presença de milhares de ingleses que o apoiaram no campo. Hoje registaram-se 9.562 entradas, para um total de 36.102 espectadores em cinco dias de prova. Não é um recorde, mas é a quinta vez consecutiva em sete anos de história que se ultrapassam os 35 mil bilhetes. Não são só os britânicos a contribuir para o sucesso de afluência. Os espanhóis foram igualmente numerosos neste ultimo dia. Vieram para assistir a uma eventual vitória de Álvaro Quirós ou Pablo Larrazábal. Quirós, campeão em 2008 e agora residente no Algarve, andou sempre no top-ten mas acabou no grupo dos 22o classificados com 10 abaixo do Par, depois de um cartão de 74.

Larrazábal, antigo campeão do Open de França, ainda logrou um top-ten, empatado em 8o, com 14 abaixo do Par, depois de um 70. O espanhol que mais brilhou hoje foi o carismático Miguel Angel Jiménez, de 49 anos, por concretizar um sempre espectacular hole-in-one, com um ‘shot’ de ferro-7, no buraco 8, de 160 metros. Foi o terceiro hole-in-one na história do Portugal Masters, o segundo no buraco 8, depois do ‘ace’ do francês Jean-François Lucquin em 2008.

Jiménez terminou em 57o empatado, com 5 abaixo do Par, teve um prémio monetário de 5.700 euros, o que para ele são migalhas. Bem mais especial foi o prémio que lhe ofereceu a Fitapreta Vinhos, patrocinadora do Portugal Masters através da Sexy Wine. Pelo hole-in-one, o espanhol ganhou 100 garrafas de vinho para a sua famosa colecção. Serão garrafas de várias colecções e não apenas da marca divulgada no Portugal Masters.

O sétimo Portugal Masters terminou em beleza, com a cerimónia de entrega de prémios em que estiveram presentes Adolfo Mesquita Nunes, secretário de Estado do Turismo; Augusto Baganha, presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude; Desidério Silva, presidente do Turismo Algarve; Seruca Emídio, presidente da Câmara Municipal de Loulé; Keith Waters, Chief Operating Officer e director de Política Internacional do European Tour; Peter Adams, director Internacional de Campeonatos do European Tour; Manuel Agrellos, presidente da Federação Portuguesa de Golfe; José Correia, presidente da PGA de Portugal; Gerry Fagan, presidente da Oceânico Golf; David Williams, director de torneio do Portugal Masters; Christopher Stillwell, presidente da AlgarveGolf; e, claro, o campeão, David Lynn, que prometeu a Adolfo Mesquita Nunes voltar para o ano para defender o título.

Irlandês Lowry campeão, Ricardo Santos recorde nacional

Cecília Meireles, Secretária de Estado do Turismo, agradada com recorde de afluência

Ricardo Santos é o novo recordista nacional do Portugal Masters. O seu 16o lugar (empatado) é a melhor classificação de sempre de um português, superando o 21o posto de Filipe Lima em 2007, na primeira edição da prova de 2,25 milhões de euros em prémios monetários, que o European Tour organizou no Oceânico Victoria Golf Club, em Vilamoura, sob o patrocínio do Turismo de Portugal.

O campeão nacional teve uma última volta que fez lembrar o impressionante resultado de 63 pancadas com que carimbou a sua vitória no Madeira Islands Open e chegou ao buraco 18 com 7 abaixo do Par. A manter esse resultado, teria ficado em 12o, mas uma segunda pancada (approach) que foi parar à água levou-o a um bogey no 18: dropou no green, o primeiro putt foi demasiado comprido e concluiu (aliviado) ao segundo sob estrondosa ovação. Bem a mereceu, pois começou no 55o posto, aproveitou o fraco vento no front-nine e os greens pouco pisados, e soube usar em seu favor o vento que apareceu no back-nine, num dia em que o jogo no green apareceu finalmente.

As 65 pancadas, 6 abaixo, foram o melhor resultado de um português este ano, superando as 66 de Tiago Cruz na segunda volta e deram ao mais novo dos irmãos Santos um agregado de 278 (-6). «Já tinha feito um 65 na terceira volta de 2010 mas esta foi superior por ser uma última volta e o campo estar mais difícil», disse (ver entrevista na íntegra em anexo).

Agora vai para o torneio da PGA de Portugal nos Açores, seguindo-se os Opens de Singapura e Hong Kong, do European Tour, ainda na esperança de se qualificar para o DP World Tour Championship no Dubai, na última semana de Novembro. Para isso precisa de chegar a 18 de Novembro no top-60 da Corrida para o Dubai (ver a ordem de mérito completa em anexo). Já lá esteve após a vitória no Santo da Serra em Maio, mas cinco cuts falhados consecutivamente antes de vir ao Algarve atiraram-no para fora do top-90.

O prémio de 26.591 euros (ver classificação final e distribuição de prémios em anexo) elevou-o à 89a posição, mas para aceder ao top-60 necessitaria de «uma vitória ou dois top-5» em Singapura e Hong Kong.

Para além deste recorde nacional, o sexto Portugal Masters fica marcado por ser a primeira vez que três portugueses passaram o cut e que dois amadores o lusos fizeram num mesmo evento do European Tour. Esses dois amadores tiveram ontem voltas bem distintas, com Pedro Figueiredo a alcançar o seu melhor resultado da semana e Ricardo Melo Gouveia o pior.

“Figgy” vinha de três 70 seguidos e arrancou um 69 (-2), totalizando 279 (-5). Cumpriu a promessa feita aos companheiros da UCLA (Universidade Los Angeles Califórnia) de melhorar aqueles persistentes 70 e ficou em 27o (no ano passado fora 23o), empatado com estrelas como Miguel Angel Jiménez, Padraig Harrington e Francesco Molinari. Se fosse profissional, teria embolsado mais de 19 mil euros, mas não se mostra preocupado com isso e julga que poderá passar a profissional a meio ou no final do próximo ano, quando concluir a licenciatura nos Estados Unidos.

Quanto a Melo Gouveia, regressou de imediato aos Estados Unidos para representar de novo a Universidade Central da Florida (UCF), feliz por ter passado pela primeira vez um cut num torneio do European Tour, mas algo triste por uma derradeira volta em 75 (+4), um dia depois de ter feito -4, que o deixou no 60o lugar (empatado), com um total de 284 (Par).

“Melinho” jogou pela primeira vez o Portugal Masters, foi apenas o seu terceiro torneio do European Tour e nunca tinha passado um cut. O título foi para Shane Lowry, com 270 pancadas, 14 abaixo do Par, menos uma do que o ex-campeão da Ryder Cup, o inglês Ross Fisher, num torneio em que também brilhou o antigo vencedor do US Open, o neo-zelandês Michael Campbell, 3o, a 2 pancadas do vencedor.

Lowry, de barriga proeminente e sorriso fácil, conquistou o seu primeiro torneio do European Tour enquanto profissional, depois de ter ganho o Open da Irlanda em 2009, então como amador. É apenas o segundo jogador a vencer torneios da primeira divisão do circuito europeu com ambos estatutos.

O outro foi Pablo Martin, também com forte ligação com o nosso país, pois triunfou no Open de Portugal em 2007 como amador e depois no Alfred Dunhill Championship em 2009 já como profissional. Lowry, de 25 anos, partiu de trás, com 4 pancadas de atraso em relação ao líder da terceira volta, o austríaco Bernd Wiesberger. Começa a ser uma tradição do torneio.

Em cinco das seis edições, o campeão veio de trás na derradeira volta. Mas um eagle no buraco 11, ao “enfiar no caneco” uma bola de ferro-7, lançou-o para uma volta de sonho, em 66 pancadas (-5), sempre empurrado por largas centenas de irlandeses, alguns com residências no Algarve e outros turistas que vieram propositadamente para o torneio. «É um sonho. Desde que venci na Irlanda que sonhava impor-me como profissional. O apoio foi tanto que senti-me a jogar em casa», disse na entrevista à Sky Sports. «Vocês que me acompanharam todos estes dias foram o meu 15o taco no saco», acrescentou no discurso de campeão, referindo-se ao público. «Sempre gostei de Portugal. Só hoje soube que havia tantos irlandeses a morar aqui, mas já cá tinha vindo em férias e ganhei em 2008 um torneio em Vale do Lobo (a Taça das Nações para amadores)», concluiu na conferência de Imprensa (ver transcrição em anexo).

O prémio de 375 mil euros elevou-o do 65o ao 29o lugar da Corrida para o Dubai, praticamente assegurando a sua presença no milionário torneio de encerramento do European Tour. Na cerimónia de entrega de prémios, Shane Lowry recebeu o troféu das mãos de Cecília Meireles, secretária de Estado do Turismo, bem como um relógio Omega de Manuel Agrellos, presidente da Federação Portuguesa de Golfe.

Entre muitas figuras presentes na cerimónia, estiveram ainda Luís Romão, director regional do Algarve do IDJP; António Pina, presidente do Turismo Algarve; George O’Grady, presidente-executivo do European Tour; Gerry Fagan, presidente do Grupo Oceânico; José Correia, presidente da PGA de Portugal; Christopher Stilwell, presidente da AlgarveGolf; Peter Adams, director de campeonatos do European Tour e David Williams, director do torneio.

Em declarações aos jornalistas portugueses, Cecília Meireles sublinhou «o excelente recorde de espectadores no local» e mostrou-se agradada com o que viu,  provando «o valor estratégico do golfe enquanto produto de exportação, sendo Portugal um destino privilegiado». A representante do Governo referia-se às 40.177 entradas registadas em cinco dias, batendo o recorde de 37.479 de 2009. Os 11.987 bilhetes de hoje foram a melhor receita de 2010, mas ainda não superaram os 12.115 da última jornada de 2010. George O’Grady referiu que «o Portugal Masters é muito importante e especial para o European Tour, tem este clima maravilhoso e sobretudo este chef (apontando para Bernardo Sousa Coutinho, que a maioria dos jogadores considerou o melhor cozinheiro do circuito europeu). Nesta altura, no norte da Europa, as condições são rigorosas e aqui, como testemunhou este numeroso público, estivemos com este sol».

Já depois, O’Grady lamentou ter esquecido «de mencionar que o Ricardo Santos teve uma excelente prestação, no ano em que triunfou na Madeira».

Gerry Fagan salientou o regresso aos bons resultados de Michael Campbell e enfatizou que «o Algarve e Vilamoura são o centro do golfe na Europa». «Só nos sete campos da Oceânico no Algarve recebemos por ano 250 mil jogadores. Contratamos 400 pessoas e o golfe é vital para a economia local e nacional. Queremos continuar assim por muitos anos», frisou, aludindo ao estudo que dá como impacto económico do Portugal Masters de 6,7 milhões de euros e o seu impacto mediático internacional de 80 milhões de euros.

Para Shane Lowry as preocupações são agora outras. Gerry Fagan, que também é irlandês, desafiou-o a comemorar «com o excelente vinho português», mas o sexto campeão diferente do Portugal Masters disse que «é tempo de festa», mas respondeu que prefere celebrar «com um boa Guinness».

Tom Lewis imita Tiger Woods, Figueiredo com recorde nacional

Dois jovens de 20 anos brilharam em Vilamoura na presença da Secretária de Estado do Turismo Cecília Meireles

Se Tiger Woods precisou de jogar cinco torneios no PGA Tour para conquistar o primeiro título da sua carreira, Tom Lewis copiou-o ontem ao se apoderar do primeiro troféu do European Tour à quinta competição deste nível que disputou.

O inglês de 20 anos é considerado um prodígio do golfe mundial e para sempre ficará gravado que o seu primeiro título foi alcançado no Portugal Masters, o mais importante torneio de golfe português, de 2,5 milhões de euros em prémios monetários, que o PGA European Tour organizou no Oceânico Victoria Golf Club, em Vilamoura, Algarve, sob o patrocínio do Turismo de Portugal.

«Havia neste torneio muitos e bons jogadores e ser eu a sobressair no topo foi incrível, sobretudo numa fase tão inicial da minha carreira. Nem consigo expressar por palavras o que sinto», disse Lewis, que jogou com o laço negro, em memória de Adam Hunter, o campeão do Open de Portugal de 1995. Lewis já estava na história do golfe com o seu cartão de 65 pancadas na primeira volta do British Open deste ano, a melhor marca de sempre de um amador neste torneio do Grand Slam, tendo partilhado a liderança no final da primeira volta.

Depois disso, tornou-se profissional, andou a jogar torneios do European Tour com convites, em grande parte porque já chamou a atenção da maior agência mundial de gestão de carreiras desportivas, o IMG. «Nasceu uma estrela», disse na cerimónia de entrega de prémios Peter Adams, o director de torneios do European Tour. A forma como jogou, com 1 único bogey e 22 birdies nos últimos 52 buracos, diz tudo.

O mesmo 65 de Sandwich, no British Open, foi repetido na última volta de hoje do Portugal Masters, 7 abaixo do Par do Oceânico Victoria Golf Club, o suficiente para agregar 267 pancadas (- 21), batendo por 2 o espanhol Rafael Cabrera-Bello, o líder na partida para a derradeira ronda.

Tom Lewis embolsou 416.660 euros de prémio, mas diz que no campo «nem pensou no dinheiro, mas apenas em ganhar o torneio» e quando o interpelaram ao que iria fazer com o prémio nem soube responder. Claramente não é isso que o move. Vencedor da Walker Cup (a Ryder Cup dos amadores), Lewis poderá tornar-se no primeiro jogador desde Tiger a vencer também na Ryder Cup logo depois de passar a profissional.

Seria preciso uma conjugação de factores mas não é impossível. Mais plausível é a qualificação para o Campeonato do Mundo do Dubai. O triunfo em Vilamoura atirou-o para o 53o lugar da Corrida para o Dubai e o top-60 a apura-se no final da época.

Do que está livre é da Escola de Qualificação. George O’Grady disse- lhe: «Sê bem-vindo ao European Tour». É o novo membro do circuito europeu e o êxito em Portugal dá-lhe isenção até ao final de 2013. O Portugal Masters de 2010 começou com o elogio a quarentões como Colin Montgomerie, Miguel Angél Jiménez, José Maria Olazábal e John Daly, ídolos do golfe que ninguém esquece.

Durante o torneio, até a meio da jornada de hoje, deu a ideia que a ternura dos 40 iria prevalecer numa quarta vitória em 2011 de Thomas Bjorn, mas, afinal, foram dois jovens de 20 anos a prevalecer, para mais, amigos de longa data. O primeiro é, naturalmente, o campeão, Tom Lewis.

O segundo é português e chama-se Pedro Figueiredo. «Pedro é muito bom. É um tipo simpático, conheço-o há vários anos e estou contente por ter jogado tão bem esta semana. Quando terminar o curso nos Estados Unidos, irá aparecer em grande na Europa e vencerá um torneio, espero que em Portugal, seguramente o seu sonho». Tal como Tom Lewis, Pedro Figueiredo nunca escondeu que quer ser «profissional do European Tour», mas enquanto o inglês passou a ‘pro’ este ano, o português não tem pressa. Diz que «se pode jogar golfe até aos 40 ou 50 anos e primeiro há que acabar o curso».

No Oceânico Victoria Golf Club Pedro Figueiredo poderia ter amealhado um prémio de 26.750 euros se fosse profissional, mas nem isso o apressa a mudar o rumo: «Sempre consegui fazer o que quis, nunca tive fome, portanto tento não pensar muito no dinheiro e consigo fazê-lo. Não me afecta nada o facto de não receber o dinheiro do prémio por ser amador. Isso não me deixa mais ansioso».

Em qualidade de jogo, esteve «como um profissional» e se o seu 23o lugar (empatado) não supera a classificação de Filipe Lima em 2007 (21o), já as 274 pancadas, 14 abaixo do Par, após uma última volta em 67 (-5), é o melhor resultado de sempre de um português no Portugal Masters.

Falando de recordes, o Portugal Masters de 2011 ficou marcado pela maior afluência de público numa terceira volta e no Pro-Am: 8.264 espectadores no sábado e 2.986 na quarta-feira. No final dos cinco dias não bateu o recorde de 2009 (37.479), mas ficou-se a apenas 342 bilhetes desse registo, com um total de 37.137, ou seja, uma afluência notável para uma época de crise, embora 3/4 dos espectadores sejam estrangeiros.

A esse propósito, Manuel Agrellos, presidente da Federação Portuguesa de Golfe, declarou que «Portugal precisa de ser um país de golfe, para os estrangeiros e para os portugueses». Manuel Agrellos falava na conferência de Imprensa promovida pelo Conselho Nacional da Indústria do Golfe (CNIG) e realizada ao início da tarde, que contou ainda com as presenças do seu presidente, Diogo Gaspar Ferreira, do presidente da AlgarveGolf, Chrisopher Stilwell, e da secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, para debater o futuro do golfe em Portugal.

O CNIG apresentou o Visit Portugal Golf (www.visitportugalgolf.com), a ser lançado em 2012, um portal de reservas online de campos de golfe, cujo orçamento, de meio milhão de euros, foi custeado pelo Turismo de Portugal.Diogo Gaspar Ferreira disse que «o portal é inédito no Mundo e será a primeira vez que se poderá reservar online tee-times, pagar os gree-fees, receber um voucher, para todos os campos de golfe de Portugal. É uma estrutura complexa que está a ser desenvolvida há um ano, e uma vez concluída, permitirá um total de 5% de reservas online no primeiro ano, sendo o objectivo a médio prazo o de 15% a 17% por ano de todas as reservas de golfe em Portugal».

Cecília Meireles julgou «importante a aposta em novos meios de distribuição», acrescentando que «este portal é inovador a nível internacional e temos de adaptar-nos a um Mundo diferente». A governante sublinhou que «o Portugal Masters promove o destino Portugal e todos os que têm assistido às transmissões televisivas têm visto este tempo maravilhoso que é raro nesta altura do ano noutras partes do Mundo, numa infraestrutura bem pensada e concebida».

Queria-se um Ricardo ganhou um Richard

Richard Green soma terceiro título do European Tour e recebe troféu das mãos do Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade.

Um novo recorde de afluência de público num torneio de golfe em Portugal foi o cenário perfeito para coroar Ricardo Santos ou, eventualmente, Filipe Lima, mas foi Richard Green a conquistar hoje (Domingo) o IV Portugal Masters, o mais importante evento golfístico nacional, de três milhões de euros em prémios, que o European Tour organizou no Oceânico Victoria Golf Club, sob o patrocínio do Turismo de Portugal e do Turismo Algarve.

Para quem pensava que Filipe Lima estava fora da luta pelo título pelo simples facto de partir para a última volta a 8 pancadas do líder, Pablo Martín, Richard Green veio provar que estas recuperações espectaculares são possíveis. O australiano estava a 7 ‘shots’ do espanhol e acabou por igualar a melhor recuperação da época, de Simon Khan que também superou um défice de 7 pancadas nos últimos 18 buracos para vencer o BMW PGA Championship. «Senti que precisava da melhor volta de golfe que fosse capaz e na minha cabeça estava um cartão de 64 pancadas», disse Green, de 39 anos, mas, afinal, um ‘score’ de 65 (-7) bastou para somar o sexto título internacional da sua carreira, o terceiro no European Tour, depois do Dubai Desert Classic em 1997 e do BA-CA Golf Open (Áustria) em 2007.

O Portugal Masters, com os seus três milhões de euros em prémios, meio milhão dos quais para o campeão, é mais o mais importante título da carreira do australiano, mas ele afiança que todos tiveram igual relevância e recordou, por exemplo, como nos Emirados Árabes Unidos se impôs num ‘play-off’ aos antigos no1 mundiais Greg Norman e Ian Woosnam.

De qualquer modo, mesmo sem querer destacar a superioridade do Portugal Masters, garante que virá «defender o título no próximo ano» e não escondeu que a subida ao 22o lugar da Corrida para o Dubai (ver ‘ranking’ em anexo) assegurou a sua presença no Campeonato do Mundo do Dubai de 2010, onde o vencedor arrecadará cinco milhões de euros: «É incrível como a realidade e os objectivos se podem alterar num instante».

Richard Green totalizou 270 pancadas (70+66+69+65), 18 abaixo do Par do Oceânico Victoria, exactamente o mesmo resultado de -18 que carimbara na Penha Longa, em Junho, onde se sagrou vice-campeão do Estoril Open de Portugal, batido apenas por Thomas Bjorn.

Manuel Agrellos, o presidente da Federação Portuguesa de Golfe, explicou da melhor maneira o que se passou hoje em Vilamoura ao dizer que «foi o Pablo Martín quem perdeu o título e não o Richard Green quem o ganhou». Com efeito, o australiano, apesar dos 11 ‘birdies’ efectuados, fechou com dois ‘bogeys’ nos três últimos buracos, dando algum sinal de fragilidade.

Por essa altura, Pablo Martín, campeão do Estoril Open de Portugal de 2007 no Oitavos Dunes, estava em posição privilegiada de somar o seu segundo título da época depois do Alfred Dunhill Championship em Janeiro. Mas o espanhol de 24 anos, que este ano perdeu o pai e ainda não se recompôs, sofreu uma derrocada psicológica, não aguentando a pressão. Nos últimos 12 buracos sofreu dois ‘duplos-boggey’ (no 7 e no 18) e três ‘bogeys’ (13, 15 e 16), para apenas dois ‘birdies’ (12 e 17). «Estou envergonhado do que fiz. O que posso dizer depois de isto? Simplesmente fui-me abaixo, não estive à altura», lamentou-se o jogador de Málaga, que tombou para o grupo dos 6o classificados, com 15 abaixo do Par, empatado com Peter Lawrie e David Dixon.

A segunda posição foi partilhada por quatro jogadores: os famosos Robert Karlsson e Francesco Molinari e os menos mediáticos Joost Luitten e Gonzalo Fernandez- Castaño, todos com 16 abaixo do Par. Note- se que o sueco Karlsson arrancou o seu terceiro ‘top-ten’ em quatro anos no Portugal Masters, enquanto o italiano Molinari repetiu o estatuto de vice-campeão de 2009, tendo na altura cedido perante Lee Westwood.

A diferença é que este ano Francesco encerrou com uma excelente última volta em 62 pancadas (-10), graças a um ‘eagle’, nove ‘birdies’ e um ‘bogey’!. «Se até o Pablo Martín, que tem uma rodagem competitiva completamente diferente dos jogadores portugueses, é capaz de acusar a pressão desta forma, como é que nós podemos exigir mais aos nossos?», indagava-se Manuel Agrellos.

O presidente da FPG afirmou-se «orgulhoso do Ricardo e do Filipe». E numa semana em que «tudo correu na perfeição, desde as condições meteorológicas, à organização, passando pelo elevado nível de jogo e o reforço da candidatura portuguesa à Ryder Cup de 2018, confessa ter-se sentido «emocionado pelas prestações do Ricardo e do Filipe».

Ricardo Santos, de 27 anos, também acusou a pressão de lutar por um cheque de meio milhão de euros numa época em que só somou 13 mil. Admitiu ter entrado nervoso, apesar de todo o apoio que o motivou. Dois ‘bogeys’ nos três primeiros buracos foram o pior início possível. Não mais se recompôs. Ainda levantou a cabeça com ‘birdies’ nos buracos 5, 8 e, sobretudo no 13, mas fechou a contagem com quatro ‘bogeys’ seguidos. «Nunca tinha feito 5 pancadas acima do Par neste campo», desabafou. Mesmo assim, não obstante tombar do 6o ao 48o posto final, com 8 abaixo do Par, o algarvio considera que, dadas as circunstâncias e «as lições» que aprendeu, foi uma das suas melhores prestações de sempre em torneios profissionais e os 13.800 euros embolsados dobraram os ganhos do ano e foram o seu segundo melhor cheque de sempre.

O melhor português voltou a ser Filipe Lima, no 36o posto, com 10 abaixo do Par, após um derradeiro cartão a Par do campo (quatro ‘birdies’ e quatro ‘bogeys’). O prémio de 20.700 euros permitiu-lhe apenas subir do 180o ao 164o lugar na Corrida para o Dubai, muito longe do ‘top-115’ que apura directamente para o European Tour (I Divisão) de 2011. Mas Lima, de 28 anos, está confiante, diz- se a jogar «mais consistente» (ver declarações em anexo) e garante que se não conseguir dois ‘top-5’ nos torneios espanhóis que se avizinham irá tentar a sorte «na Escola de Qualificação». E se todos estes planos falharem, não tem problemas em ser despromovido «ao Challenge Tour (II Divisão) em 2011», convicto que que ainda é «jovem» e poderá «voltar em força».

Venderam-se 12.115 bilhetes, um recorde num único dia, superando os 10.504 da última jornada do ano passado. No final do torneio, foram comprados 36.223 ingressos, ultrapassando pelo segundo ano seguido a fasquia dos 35 mil.

Em anos anteriores os espectadores estrangeiros esmagavam os portugueses, desta feita ouviu-se o rugir lusitano que tentou empurrar para a vitória Ricardo Santos (Oceânico Golf/ FPG / Press People) e Filipe Lima (FPG / TMN).

Aos microfones da SportTV, o seleccionador nacional, Sebastião Gil, disse que «é possível haver um português numa selecção da Ryder Cup se Portugal organizar o evento em 2018» e entre os nomes possíveis incluiu Santos e Lima.

Acreditar é, sem dúvida, a palavra de ordem e hoje percebeu-se como Richard Green, habituado a altas velocidades, pois há dois anos seguidos que compete com o seu Porsche na categoria GT do Grande Prémio da Austrália, nunca temeu a desvantagem de 7 pancadas que superou neste último dia.

Foi essa agressividade que lhe mereceu o troféu do Portugal Masters das mãos do secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, que garantiu «o apoio do Governo ao golfe nos próximos anos», regozijando-se pela «afluência de público».

Na cerimónia de entrega de prémios estiveram ainda Gerry Fagan, proprietário da Oceânico Golf, Manuel Agrellos, presidente da FPG, Nuno Aires, presidente do Turismo Algarve, Joaquim Geurreiro, vice-presidente da Câmara Municipal de Loulé, José Maria Zamora e Peter Adams, directores do PGA European Tour.

Álvaro Queirós campeão, Manuel Pinho entregou prémio

O espanhol somou o seu segundo título no PGA European Tour, o primeiro desde 2008, enquanto o português António Sobrinho ainda levou para casa um prémio de 8.400 euros.

O espanhol Álvaro Quirós quebrou a invencibilidade do nº1 europeu Robert Karlsson, impediu o sueco de igualar o nº1 mundial Tiger Woods e conquistou a segunda edição do Portugal Masters, o mais importante torneio de golfe realizado no nosso país e um dos eventos mais relevantes do PGA European Tour, que hoje (domingo) terminou no Oceânico Victoria Golf Club, em Vilamoura, com uma mensagem de esperança futura por parte do ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho.

«A minha vitória na África do Sul, em 2007 (no Alfred Dunhill Championship), foi significativa porque abriu-me as portas do European Tour, mas este título é mais importante para mim pela rica lista de inscritos e por ter sido um ano difícil em que jogava bem mas os resultados não chegavam. É uma ajuda para seguir trabalhando», disse Quirós, de 25 anos, que concluiu o mais importante evento desportivo do programa Allgarve com um total de 269 pancadas, 19 abaixo do Par, após uma última volta de 68 (-4).

O meio milhão de euros que recebeu como prémio monetário pelo seu segundo título no PGA European Tour permitiu-lhe subir 81 lugares na Ordem de Mérito Europeia, do 105o para o 24o, garantindo-lhe, ao mesmo tempo, a qualificação para o Volvo Masters, dentro de duas semanas, em Valderrama, mesmo às portas de sua casa. «Teria sido muito duro estar em Guadiaros com o torneio a decorrer ao lado e não poder participar nele», acrescentou.

Conhecido por ter sido o jogador que atingiu a mais elevada média de distância de drive em 2007 no circuito europeu, Quirós recordou-se sobretudo neste último dia do «fabuloso jogo curto» do seu compatriota Seve Ballesteros, o mais famoso golfista europeu de sempre: «Só conheci o Seve uma vez, mas ele jogava de forma diferente de todo o Mundo, com fúria, com o coração. Hoje, quando me vi em dificuldade, consegui safar-me com o coração».

Manuel Pinho, o ministro da Economia e Inovação, que lhe entregou a bela taça de prata de 1,5 quilos que representa a esfera armilar, pediu-lhe ainda que transmitisse «ao Severiano Ballesteros que todos nós desejamos que recupere o mais rápido possível». Esta nota do governante português provocou um aplauso geral no numeroso público que estabeleceu um novo recorde de afluência em Portugal num torneio de golfe.

Álvaro Quirós, Robert Karlsson e o inglês Ross Fisher partiram para a quarta e última volta no grupo de líderes, depois de terem sido forçados a vir mais cedo para o Oceânico Victoria Clube de Golfe para concluir a terceira volta, interrompida na véspera por uma trovoada. O espanhol tinha já uma vantagem de 1 pancada sobre os outros dois no final desses 54 buracos e a vantagem acabou por ser determinante pois durante toda a quarta ronda só por uma vez perdeu a liderança, por 1 pancada, quando partiram para o buraco 6. «Estive praticamente sempre à frente», sublinhou Quirós, que pode orgulhar-se de ter deixado atrás de si nomes famosos.

Em segundo lugar, a 3 pancadas de distância, ficou o campeão do British Open de 1999, o escocês Paul Lawrie, que obteve a sua melhor classificação da época; e em terceiro, a 4 ‘shots’, terminou Robert Karlsson, o no1 europeu, que reforçou o comando da Ordem de Mérito Europeia sobre o irlandês Padraig Harrington, mas não conseguiu igualar o tal feito de Tiger Woods de três títulos consecutivos no European Tour. «Agora vou descansar», disse Karlsson, que soma 2.695.247 euros em 2008, frisando resistir à tentação de jogar na próxima semana em Valência.

Isso significa que o posto de nº1 europeu da temporada só será decidido no Volvo Masters, onde já estará Harrington. Robert Karlsson partilhou o terceiro lugar com dois ingleses, o campeão do Portugal Masters de 2007, Steve Webster, que vendeu caro a perda do seu título, e Ross Fisher.

Na cerimónia de entrega de prémios estiveram presentes o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho; o vice-presidente do Turismo de Portugal, Frederico Costa; o presidente do Turismo do Algarve, António Pina; o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Seruca Emídio; o presidente da Federação Portuguesa de Golfe, Manuel Agrellos; o director do PGA European Tour, Peter Adams; o director-técnico do Portugal Masters pelo PGA European Tour, José Maria Zamora; e o presidente do Grupo Oceânico, Gerry Fangan, que teve a surpresa de ter soprado as velas do seu 56o aniversário no green do buraco 18 sob ovação geral.

O II Portugal Masters terminou com uma nota de esperança para o futuro, uma vez que nos discursos oficiais ou em declarações prestadas aos Media, tanto o ministro da Economia e Inovação como o presidente do Grupo Oceânico frisaram que pretendem manter o torneio e estender o contrato que têm com o European Tour e termina em 2009.

António Sobrinho joga pela honra

António Sobrinho, o único português a passar o ‘cut’ do II Portugal Masters, não conseguiu atingir o seu objectivo primordial de jogar abaixo do Par, mas no último dia ainda ascendeu da 63a à 59a posição da classificação final, apesar de ter concluído os derradeiros 18 buracos em 74 pancadas, 2 acima do Par, assinando 1 birdie e 3 bogeys. O campeão nacional agregou 290 pancadas (+2), embolsou um prémio de 8.400 euros e ficou longe do 21o lugar (-13) de Filipe Lima no ano passado, superando, em contrapartida, o 69o lugar (-2) de Tiago Cruz, também em 2007.

Recorde de afluência

O II Portugal Masters fixou um novo recorde de bilhetes vendidos num único dia numa competição de golfe em Portugal. De acordo com números divulgados pelo PGA European Tour, foram vendidos hoje (domingo) 7.940 bilhetes, pelo que, com convites e credenciais estiveram no Oceânico Victoria Clube de Golfe mais de 10 mil espectadores, pulverizando o anterior recorde, 6.740 ingressos comprados no último dia do Portugal Masters de 2007.

A afluência total do torneio no final dos quatro dias de competição mais o ‘Pro-Am’ elevou-se a 28.461 bilhetes vendidos, ultrapassando os 24.188 do ano passado. A audiência televisiva internacional do evento estava calculada em 320 milhões de lares em todo o Mundo, mas informações mais recentes recebidas pelo PGA European Tour indicam que poderão ter sido atingidos os 500 milhões de lares.

Resultados 

O ‘top-5’ da classificação definitiva do II Portugal Masters, após 72 buracos ao Oceânico Victoria Golf Course e a distribuição de prémios monetários, ficaram ordenados do seguinte modo: 1o Álvaro Quirós (Espanha), 269 (66+68+67+68), -19, €500.000,00 2o Paul Lawrie (Escócia), 272 (70+65+70+67), -16, €333.330,00 3o Robert Karlsson (Suécia), 273 (69+67+66+71), -15, €155.000,00 3o Ross Fisher (Inglaterra), 273 (67+70+65+71), -15, €155.000,00 3o Steve Webster (Inglaterra), 273 (72+67+66+68), -15, €155.000,00 Português que passou o ‘cut’ 59o António Sobrinho (Vale do Lobo), 290 (70+73+73+74), +2, €8.400,00 Portugueses que não passaram o ‘cut’ 79o João Carlota (Vilamoura), 146 (69+77), +2 * 84o Filipe Lima (Turismo de Portugal/Ribagolfe/FPG), 147 (75+72), +3 101o Ricardo Santos (Oceânico Golf Team Portugal/FPG), 149 (74+75), +5 110o Manuel Violas (Oporto Golf Club), 151 (76+75), +7* 122o Tiago Cruz (Oceânico Golf Team Portugal/FPG/BIG), 155 (77+78), +11 123o Hugo Santos (Oceânico Golf Team Portugal/FPG), 157 (78+79), +13. *Amador

Westwood campeão em dia de recordes

Inglês é o novo nº1 na corrida para o Dubai e deverá regressar ao ‘Top-Ten’ do ranking mundial. Filipe Lima termina em 45º. Recorde nacional com 37 mil bilhetes vendidos.

Lee Westwood quebrou um jejum de dois anos sem ganhar qualquer torneio na melhor conclusão possível para o III Portugal Masters, o mais importante torneio de golfe português e um dos mais conceituados da Europa, com três milhões de euros em prémios monetários, que hoje (Domingo) terminou no Oceânico Victoria Golf Course, em Vilamoura.

O inglês de 36 anos somou o seu 19º título no European Tour, o circuito profissional europeu, e a sua 30ª vitória em torneios internacionais, mas apenas  o primeiro desde o British Masters de 2007. «Peço desculpa por ter trazido o discurso escrito num papel, mas já se passou um par de anos desde que fiz o meu último na pele de um campeão e estou destreinado», dirigiu-se o internacional europeu da Ryder Cup a um público que nunca lhe regateou apoios. «Senti-me a jogar em Inglaterra», disse, mas ao ouvir tantos aplausos como assobios, logo acrescentou «em Inglaterra ou em Dublin».

É que, se havia milhares de britânicos em Vilamoura, não eram menos os irlandeses que demandaram ao Algarve para acompanhar Padraig Harrington. O irlandês Harrington não desiludiu e o terceiro lugar que arrancou, com 19 abaixo do Par, mostrou que o triplo campeão de ‘Majors’ em 2007 e 2008 está de volta à boa forma e será preciso contar com ele em 2010, mas a história do dia foi mesmo a recuperação de Westwood, que partiu no último dia em 3º e acabou por assinar uma exibição memorável.

Com uma derradeira volta em 66 pancadas, 6 abaixo do Par do campo desenhado por Arnold Palmer, Westwood estabeleceu o segundo melhor resultado do torneio para 72 buracos, com um agregado de 265 pancadas (-23), apenas a 2 ‘shots’ do resultado de -25 do seu compatriota Steve Webster em 2007.

O italiano Francesco Molinari, que liderou a prova do Turismo de Portugal durante os dois primeiros dias, engrandeceu ainda mais o êxito de Westwood ao não baixar os braços, chegando a co-liderar com 22 abaixo do Par, mas acabou no 2º lugar, a 2 pancadas do campeão.

O prémio de meio milhão de euros fez Lee Westwood saltar do 4º para o 1º lugar na Corrida para o Dubai e é agora o grande candidato ao bónus de cinco milhões de euros que o European Tour atribuirá ao nº1 europeu no final da época de 2009.

O jogador de Worksop, Inglaterra, que é um dos embaixadores da Oceânico no circuito internacional e um dia deverá adquirir residência num dos ‘resorts’ do Grupo, já foi nº1 europeu em 2000. «A Corrida para o Dubai é agora um dos meus principais objectivos, mas também pretendo ganhar alguns torneios que vou jogar, como o Mundial de Match Play e o HSBC Champions», disse Westwood, que iniciou o III Portugal Masters no 11º lugar do ‘ranking’ mundial e deverá regressar amanhã ao ‘top-ten’. Na lista europeia da Ryder Cup, saltou para o 2º lugar, o que faz com que tenha praticamente assegurado o seu lugar na selecção europeia que defrontará os Estados Unidos no País de Gales, em 2010. Mas no meio de todas estas consequências agradáveis, nas quais se inclui uma isenção de dois anos no European Tour, a maior satisfação de Lee Westwood foi regressar ao círculo dos vencedores.

Para trás, ficaram dois anos durante os quais coleccionou 26 ‘top-tens’, 5 segundos lugares (3 dos quais após derrotas em ‘play-offs’) e dois títulos do ‘Grand Slam’ perdidos por pouco.

Razão tinha ele em dizer aos jornalistas que mostrou esta semana uma nova atitude no campo: «às vezes faltava-me aquela garra de aço e era demasiado ‘blasée’, mas lembrei-me sempre da frase do grande campeão Seve (Ballesteros): “o segundo lugar não é satisfatório”».

Filipe Lima no ‘Top-50’

Filipe Lima não conseguiu quebrar o seu próprio recorde de melhor resultado português no Portugal Masters, quando foi 21º (-13) em 2007, mas, pelo menos, ficou agradado com a capacidade de recuperar de um mau início. A um ‘duplo-bogey’ no buraco 1 seguiram-se 4 ‘birdies’ nos buracos 5, 6, 12 e 13. O suficiente para uma última volta em 70 pancadas, 2 abaixo do Par.

Com três voltas abaixo do Par e uma no próprio Par-72 do Oceânico Victoria, Lima teve uma «prestação positiva», como o próprio considerou, mas a qualidade da concorrência não permitiu que o agregado de 279 pancadas, 9 abaixo do Par, lhe desse mais do que o 45º lugar, entre 126 participantes, com o consequente prémio monetário de 14.400 euros e a subida do 167º para o 159º posto na Corrida para o Dubai.

Filipe Lima não necessita de integrar o ‘top-188’ da Ordem de Mérito Europeia de 2009 porque já garantiu o cartão para o European Tour de 2010 graças ao seu actual 2º lugar no ‘Challenge Tour Rankings’.

Recorde de afluência

A cerimónia de entrega de prémios, presidida pelo director de provas do European Tour, Peter Adams, teve as presenças de Seruca Emídio (presidente da Câmara Municipal de Loulé), Manuel Agrellos (presidente da Federação Portuguesa de Golfe), Frederico Costa (vice-presidente do Turismo de Portugal), Nuno Aires (presidente do Turismo do Algarve), Gerry Fagan (co-proprietário do Grupo Oceânico), José Maria Zamora (director do torneio) e Christopher Stilwell (director da Oceânico Golf e presidente da Algarve Golf).

Peter Adams anunciou um novo recorde de afluência a um torneio de golfe em Portugal, com 37.479 bilhetes vendidos em cinco dias, e também um novo máximo de ingressos transaccionados numa única jornada: os 10.504 de hoje. Em 2007, na sua primeira edição, ganha pelo inglês Steve Webster, venderam-se 24.188 bilhetes; em 2008, com o sucesso do espanhol Álvaro Quirós, esse número subiu para 28.461.

Agora, no melhor Portugal Masters de sempre e com um campeão conceituado como o inglês Lee Westwood, ultrapassou-se pela primeira vez a fasquia dos 35 mil. As 650 horas de transmissões televisivas em mais de uma centena de países também constituem um recorde para eventos de golfe nacionais.

Frederico Costa, em nome do Turismo de Portugal, o principal patrocinador do torneio, referiu «o prazer em ver esta moldura humana, num evento importante para a promoção do Algarve. Assistiu-se a um golfe fantástico e fomos durante esta semana a capital do golfe mundial».

Gerry Fagan, sem dúvida o mais aplaudido para além do campeão Westwood, deixou claro o desejo de ver mais vezes o Portugal Masters no seu Oceânico Victoria em 2010: «Esperamos que rapidamente haja uma decisão no sentido de manter no próximo ano o Portugal Masters no Victoria. O melhor palco do Mundo para este torneio é Portugal, o Algarve e o Victoria».

Lee Westwood, que já anteriormente elogiara o campo e o clima, defendendo a realização da Ryder Cup de 2018 neste palco, manifestou-se desta feita agradado pela «comida fantástica, demasiado boa para um atleta» (da autoria do premiado chefe Bernardo Sousa Coutinho), pelo «público conhecedor» e agradeceu,«em tempos de crise» todo «o apoio dos patrocinadores».

Razão tem Gerry Fagan em apontá-lo como «um dos mais simpáticos jogadores de golfe do Mundo e uma das melhores pessoas que conhecemos». E como se pode ver pelo ‘chip’ de ‘lob wedge’ que arrancou no 17, atrás de um caminho de ‘buggy’, com árvores à frente, sem ver a bandeira, que quase entrouno buraco, dando-lhe um ‘birdie’, Lee Westwood é também um grande campeão.

Classificação

Os resultados definitivos mais importantes do III Portugal Masters, após a última volta (72 buracos), no Oceânico Victoria foram os seguintes: 1º Lee Westwood (Inglaterra), 265 (66+67+66+66), -23, €500.000 2º Francesco Molinari (Itália), 267 (63+66+68+70), -21, €333.330 3º Padraig Harrington (Irlanda), 269 (69+62+71+67), -19, €187.800 4º Marcel Siem (Alemanha), 270 (67+69+67+67), -18, €138.600 4º Peter Hanson (Suécia), 270 (71+65+66+68), -18, €138.600 Português a passar o ‘cut’ 45º Filipe Lima (FPG), 279 (68+70+72+69), -9, €14.400 Portugueses eliminados 97º Tiago Cruz (FPG/ Oceânico Team Portugal/ BIG), 144 (68+76), Par 97º António Rosado (CLC/ Loulé), 144 (70+74), Par 97º Ricardo Santos (FPG/ Oceânico Team Portugal), 144 (70+74), Par 106º José Jóia (FPG), 145 (70+75), +1* 117º Nuno Campino (My Golf), 148 (74+74), +4 119º António Sobrinho (Vale do Lobo), 149 (72+77), +5 124º Tiago Rodrigues (FPG), 155 (80+75), +11* *Amador

Steve Webster abençoado, Manuel Pinho entregou o prémio

Steve Webster sentiu-se abençoado pela mãe, falecida há cinco meses, e contou com o emocionado apoio do pai para se sagrar o primeiro campeão do Portugal Masters, a competição do European Tour, promovida pelo Turismo de Portugal em cooperação com a organização de António Carmona Santos, que hoje (Domingo) encerrou no Oceânico Victoria, em Vilamoura.

A cerimónia de entrega de prémios foi presidida por Manuel Pinho, o Ministro da Economia, que reafirmou a sua convicção no futuro brilhante deste torneio de três milhões em prémios monetários.

Foi com lágrimas nos olhos que Steve Webster cumprimentou o público depois do ‘put’ vitorioso que lhe permitiu fechar o 72o e derradeiro buraco com 8 um fantástico agregado de 263 pancadas, 25 abaixo do Par. E foi com lágrimas nos olhos que Terry, o seu pai, ouviu o filho contar aos jornalistas, na sala de conferências de Imprensa: «Sabia que a minha mãe (Valerie) estava a ver-me».

O segundo título do European Tour de Webster, após o Open de Itália de 2005, foi o mais importante da sua carreira e resultou de uma das suas duas melhores voltas de sempre. O fantástico resultado de 64 pancadas, 8 abaixo do Par, só pode ser comparado com «o 65 efectuado em Carnoustie», o campo que acolheu este ano o British Open, embora o inglês de 32 anos estivesse a referir-se à 1a volta do Alfred Dunhill Links Championships, há três semanas.

Para além de toda a emoção envolvendo a tragédia familiar que o levou a «tirar a cabeça do golfe», Steve Webster aproveitou da melhor maneira este triunfo, uma vez que arrebatou o prémio de meio milhão de euros destinado ao vencedor e ascendeu da 72a à 26a posição na Ordem de Mérito Europeia, garantindo a qualificação para o Volvo Masters.

«O Oceânico Victoria passou a ser o meu campo preferido», disse o único inglês bem sucedido neste fim-de-semana fatídico para o desporto de Inglaterra, após as derrotas na final do Campeonato do Mundo de Râguebi e no Campeonato do Mundo de Pilotos de Fórmula Um.

Quem também tentava garantir já o apuramento para o Volvo Masters era Filipe Lima, mas para isso necessitaria de ficar entre os três primeiros classificados. Ora o nº1 português acabou por tombar da 9a para a 21a posição (-13), após ter efectuado a sua única volta acima do Par (+1).

O profissional do Turismo de Portugal, da FPG e do Ribagolfe embolsou 30.750 euros, subiu do 86o ao 83o lugar na Ordem de Mérito Europeia e precisa agora de um grande resultado no Mallorca Masters da próxima semana para poder integrar o ‘top-60’ com acesso ao Volvo Masters. Filipe Lima assegura, contudo, que está a jogar bem e afirma que vai para Palma de Maiorca com o título em mira. Se Webster ganhou em Vilamoura, porque não Lima imitá-lo nas Baleares?

O outro jogador português a passar o ‘cut’, Tiago Cruz, ia bem lançado para uma boa volta final, mas dois duplos ‘bogey’ consecutivos, exactamente nos dois últimos buracos, atiraram-no do 58o para o 69o lugar (-2), entre os 73 jogadores que passaram o ‘cut’. Fica-lhe o consolo de, com o prémio de 7.500 euros ter reforçado a sua 2a posição no Ranking da PGA de Portugal e de «não ter sido o último», vendo atrás de si jogadores famosos como Miguel Angel Jimenez e Raphael Jacquelin, antigos vencedores dos Opens de Portugal e de Madrid, respectivamente.

A cerimónia de entrega de prémios do 1º Portugal Masters teve como mestres de cerimónia o português Christopher Stilwell e o inglês Peter Adams, tendo estado presentes o Ministro da Economia e Inovação (Manuel Pinho), o vice-presidente do Turismo de Portugal (Frederico Costa), o presidente da Região de Turismo do Algarve (António Pina), o presidente da Câmara Municipal de Loulé (Seruca Emídio), o presidente da Federação Portuguesa de Golfe (Manuel Agrellos), o presidente da PGA de Portugal (David Silva), um dos dois proprietários do Grupo Oceânico (Gerry Fagan) e o director de torneio do European Tour (José Maria Zamora).

O 1º Portugal Masters foi um sucesso em todos os sentidos e até a afluência de público pagante foi uma boa surpresa. Sem contar com convites e credenciais, portanto, só em bilhetes comprados, registaram-se 24.188 espectadores em quatro dias. Os 6.740 de hoje é um novo máximo de um único dia num torneio de golfe em Portugal, batendo o segundo dia do Algarve Open de Portugal de 2001.

Claro que em telespectadores, o número é bem superior, pois foram atingidos 320 milhões de lares em todo o Mundo. Razão tinha Manuel Pinho em mostrar-se confiante no futuro do torneio.

Declarações de Portugueses que passarm o ‘cut’ 

José Filipe Lima 4a volta em 73 pancadas, 1 acima do PAR (total -13)«As coisas correram menos bem. Os putt’s não entraram. Enganei-me muito na escolha dos tacos. Cometi dois erros graves com a minha madeira-5: um no 5 outro no 17. O primeiro desses shots, no 5, foi para fora dos limites e o segundo, no 17, foi para a água. Estava cansado (a madeira-5 e não ele). Fora isso estou a jogar bem. Trabalhei muito esta semana. O balanço é muito positivo para o golfe português. Tenho estado em muitos torneios e este foi um dos melhores torneios que eu fiz este ano, em termos de organização, clima, tudo uma maravilha. «Esperava ficar pelo menos entre os cinco primeiros, já que ganhar era difícil. Mas ficar entre os cinco, ou até mesmo dez primeiros era o meu objectivo e nem sei se consegui ficar no ‘top-20’.   Desiludido? Não. Fiquei contente. Joguei bem, o meu jogo está seguro. Comecei com birdie e costumamos dizer (nós, os jogadores) que quando se começa com um birdie não é uma boa coisa. E foi isso que aconteceu. Falhei muito, andei à volta dos buracos e os putts não entraram. Quase fiz o buraco 6 numa única pancada e depois acabei por falhar um putt curto. Depois fiz um bogey no 9 estúpido. Foi um dia difícil para mim e para o meu caddie (David Frade). «Espero que as pessoas não fiquem tristes. Queria fazer birdies e putts para o público que me apoiou, mas esta não vai ser a minha última participação em Portugal. Não pensava que os scores finais fossem tão baixos. Não pensava que houvesse tanta gente abaixo de 20. Mas este campo tem muitos buracos para birdie e no final da época estamos todos com o swing afinado. «Agora vou Lisboa e amanhã parto para Maiorca. Vou para tentar ganhar, senão nem valeria a pena ir. Da forma como estou a jogar, espero fazer outro bom torneio. Não vou subir muito na Ordem de Mérito, talvez uns seis lugares. Mas fiz dois cuts seguidos, já não é mau. Até a época acabar, vou acreditar na qualificação para o Volvo Masters».

Tiago Cruz 4a volta em 74 pancadas, 2 acima do PAR (total -2) «Não sei o que se passa. Foi o ferro 2, que me fez ir à água logo no buraco 17 e depois o sand wedge…o quarto ‘shot’ também foi para a água. Sinceramente, não há explicação. Não é normal estar a jogar bem, chegar ali, bem posicionado para o green e depois fazer aquilo. «No 18 o drive foi para aquele rough mais difícil e depois (no ataque ao green) a bola bateu nas pedras e foi para a água. «Triste é como me sinto. Muito triste mesmo. «Não, o público não me influenciou negativamente. Na segunda volta é onde tem havido mais público e tem sido aí que tenho feito mais birdies. O problema foi o ferro 2. Não dei um shot sem falhar durante toda a semana. No 17 tinha de arriscar, aquele shot era com o ferro 2. «Não fiquei em último, que era um dos meus objectivos, mas acabar assim… Agora vou ficar o dia todo a pensar naquilo. É aborrecido. Agora, se Deus quiser, ainda tenho dois torneios: a Segunda Fase da Escola de Qualificação (European Tour) e depois a Fase Final da Escola. Daqui a duas semanas, na primeira de Novembro, jogo a Segunda Fase, no Sherry Golf Club, em Cádiz e, se passar, a Final será em San Roque (Old and New Courses, na Andaluzia). «Vou lá para cima (Estoril) continuar a preparação. Vou treinar sozinho e se tiver tempo ainda venho cá para baixo (Algarve) treinar. Vou insistir no ferro 2. Se precisar de alguma ajuda, sempre posso pedir ao Aleixo ou telefonar ao Tony Bennett. «Há 14 anos que treino com o Tony Bennet e não é agora que vou mudar. A história das pessoas que mudaram de treinador não é muito boa. Treino com o Tony, mas também falo com o Daniel Silva, o treinador do Oceânico Golf Team Portugal. Ainda ontem lhe pedi para ver o meu putt.   «Estes dois últimos anos foram muito positivos. A mudança da equipa da Federação Portuguesa de Golfe para o Oceânico Golf Team Portugal não me trouxe grandes alterações. «No início deste ano, o calendário do Oceânico Golf Team Portugal tinha mais torneios que o da FPG em 2006, embora não esteja a queixar-me do que a FPG fez por mim no ano passado. Mas no início de 2007 o calendário tinha torneios do PGA EuroPro Tour. Com o passar do tempo, o número de torneios foi diminuindo. «O Balanço desportivo? Poderia ter sido melhor. No Challenge Tour só passei três cuts. Mas em termos de jogo este ano foi muito melhor do que o ano passado. «Gostava de ter continuado a participar no Circuito Profissional de Espanha. Para ganhar dinheiro e ritmo. Não sei a razão pela qual deixámos de jogar esses torneios. Nós jogadores não sabemos de nada. Nós temos é de jogar e estar calados». «Quero dar os parabéns ao Lima pela excelente volta de ontem e espero que ele hoje faça igual ou melhor.

Manuel Pinho Ministro da Economia e Inovação Cerimónia de entrega de prémios «Portugal é o primeiro destino de golfe na Europa Continental e o Portugal Masters contribuiu muito para que isso continue. Steve, esperamos ter-te de novo connosco no próximo ano para defenderes o título». «O balanço deste Portugal Masters é extremamente positivo e tudo contribuiu para que fosse um grande sucesso. «Para consolidarmos este evento necessitamos de patrocínios privados e estão criadas as condições para esse objectivo depois do balanço positivo desta semana. «Faço votos para que assim seja (que este tenha sido a primeira de muitas edições)». «Os Opens de Portugal e da Madeira são torneios diferentes. Portugal tem um programa de torneios inseridos nos circuitos europeus e que pretendem promover outras regiões, incluindo a Madeira e os Açores. O golfe é para Portugal como a neve para a Suíça. «O golfe é visto no Governo com optimismo. O Turismo não esteve bem em Portugal até 2004, mas os números de 2006 e 2007 são muito positivos e encorajadores».

Resultados

O ‘top-5’ definitivo do Portugal Masters após a 4a e última volta (72 buracos) ao Oceânico Victoria ficou ordenado do seguinte modo:   Top-5 Lugar Nome Filiação Resultado Prémio 1o Steve Webster (Inglaterra), 263 (66+66+67+64), -25, €500.000,00 2o Robert Karlsson (Suécia), 265 (67+68+65+65), -23, €333.330,00 3o Peter Hanson (Suécia), 269 (69+65+67+68), -19, €142.500,00 3o Daniel Vancsik (Argentina), 269 (64+66+68+71), -19, €142.500,00 3o Lee Westwood (Inglaterra), 269 (65+69+67+68), -19, €142.500,00 Portugueses 21o Filipe Lima (Turismo de Portugal/Ribagolfe/FPG), 275 (69+68+65+73), -13, €30.750,00 69o Tiago Cruz (Oceânico Golf Team Portugal/Banco BIG), 286 (71+70+71+74), -2, €5.700,00 Portugueses que falharam o ‘cut’ 97o Ricardo Santos (Oceânico Golf Team Portugal), 145 (73+72), +1 97o João Carlota (C.G. Vilamoura), 145 (70+75), +1* 117o António Sobrinho (Vale do Lobo), 148 (75+73), +4 122o Pedro Figueiredo (Quinta do Peru), 152 (74+78), +8* * Amador