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Portugal Masters 2014

Alexander Levy campeão em duas voltas

O francês Alexander Levy tornou-se o primeiro francês a vencer o Portugal Masters, sucedendo ao inglês David Lynn na lista dos campeões. A terceira e última volta foi cancelada por causa da chuva e os resultados finais acabaram por ser aqueles que se registavam ao fim de duas voltas. Foi a primeira vez que choveu intensamente em oito edições do torneio.

Levy, de 24 anos, sagrou-se assim campeão tendo jogado apenas um buraco nos últimos dois dias. Foi assim: na sexta-feira, acrescentou ao seu resultado inaugural de 63 pancadas outro de 61, no sábado não chegou a entrar em campo e no domingo só jogou o buraco 1 da terceira volta, antes de a prova ser interrompida devido a chuva torrencial e mais tarde definitivamente cancelada.

Portugal Masters - Day Two

“Se me dissessem no início do ano que eu iria ganhar dois torneios, eu diria que não, nunca”, confessou o primeiro jogador gaulês a vencer duas vezes na mesma época no European Tour. Levy tinha vencido meses antes no Volvo China Open.

Não foi a primeira vez que Levy venceu no Oceânico Victoria. Em 2011, foi aqui que ele se sagrou campeão da europa por equipas em representação da França, no European Team Amateur Championship.

O francês, que se estreava no Portugal Masters, venceu com um total de 124 pancadas, ou seja, com o impressionante agregado de 18 abaixo do par-72. Ao longo dos 36 buracos de jogo, não fez um único bogey e teve uma média de 24 putts por cada volta.

O belga Nicolas Colsaerts, que na primeira volta quase fez um 59, foi segundo com 127 (60-67). O terceiro foi o chileno Felipe Aguilar com 129 (65-64) e no quarto lugar ficaram o francês Romain Wattel (67-64), o inglês Richard Bland (66-65) e o dinamarquês Morten Madsen (65-66), todos com 131.

Houve dois portugueses que tiveram direito a prémios monetários: Pedro Figueiredo, a terminar em 30º, com 136 (67-69), e Ricardo Melo Gouveia em 58º, com 139 (70-69).

Portugal Masters - Day Four

Buraco a Buraco Oceâncio Victoria

1 | O Canto das Oliveiras | Par 4 | 408 metros

A primeira pancada é jogada para um fairway, amplo e ligeiramente a descer, limitado por bunkers de ambos os lados. O buraco deve ser jogado sobre o lado direito para se ter um shot confortável ao green. O obstáculo que protege o green no lado esquerdo torna os shots bastante complicados, é portanto aconselhável jogar pelo seguro quando a bandeira está à esquerda.

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2 | O Falcão Peregrino | Par 4 | 327 metros

Apesar de curto, este buraco deve ser jogado com táctica. O fairway é rodeado por bunkers, razão pela qual jogar um ferro de saída é uma boa opção. Na jogada para o green, elevado e protegido por dois fundos bunkers de cada lado, é importante ter em atenção a localização da bandeira , situada numa das diferentes plataformas do green.

 

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3 | Portal do Ambinete | Par 5 | 450 metros

Este é um Par 5 comprido, muito bem protegido por um enorme bunker ao longo do lado esquerdo do fairway e uma bela árvore, mais precisamente onde a bola aterra. É aconselhável evitar este bunker aquando do segundo shot, permitindo assim uma aproximação ao elevado green pelo lado esquerdo do fairway. Um jogador comprido poderá alcançar o green com duas pancadas, tendo esta segunda pancada que ser jogada com precisão, já que a sua entrada é estreita e bem protegida por diversos obstáculos.

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4 | A Garça Vermelha | Par 4 | 372 metros

Dogleg à esquerda, este drive-and-pitch é um dos mais curtos Par 4 do percurso. O shot de saída deve sobrevoar o bunker situado à esquerda do fairway (238 m das marcas brancas). O segundo shot é jogado com um ferro curto para um green protegido por um bunker fundo no lado direito e por uma árvore no lado esquerdo. Ter em atenção que quando a bandeira está colocada na linha do bunker o shot ao green – grande, com acentuado desnível no meio – torna-se um grande desafio.

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5 | As Cegonhas | Par 5 | 529 metros

Jogado das marcas brancas, este é provavelmente um dos buracos mais difíceis do campo. É necessário bater um shot de saída comprido e preciso já que o fairway é bastante estreito e protegido por Out of Bounds.  O shot de aproximação ao elevado green também não é simples devido aos três bunkers que o protegem. Somente os jogadores mais compridos alcançam o green em duas pancadas, devendo preferir a entrada pelo lado direito de modo a evitar os obstáculos frontais.

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6 | O Camaleão | Par 3 | 199 metros

O par 3 mais comprido do campo tem um green amplo e ligeiramente sinuoso, desenhado no topo de uma elevação protegida por três bunkers. Falhar o green à esquerda é desaconselhável uma vez que o jogador ficará com um shot de aproximação bastante complicado. Falhar à direita é igualmente desanconselhável.

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7 | Duro de Roer | Par 4 | 417 metros

Este é um difícil dogleg à esquerda, uma vez que se requer que o shot de saída sobrevoe o lago de 221m, jogando das marcas brancas. Um bom shot de saída deixa-o com uma aproximação ao green fácil. No entanto, se jogar muito pela direita, encontra diversos bunkers e o buraco fica bastante mais comprido. O green é praticamente plano, mas muito bem protegido por obstáculos de areia – fazer um Par neste buraco sabe a Birdie.

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8 | O Melro | Par 3 | 154 metros

Este é o Par 3 mais curto do campo. A perspectiva que se tem no Tee de saída é fantástica: Par 3 curto, onde se joga um ferro igualmente curto, mas com um bunker enorme que aguarda por todos os maus shots. Neste amplo green é muito frequente fazer três putts. Contudo, a maior dificuldade deste buraco está nas diferentes posições da bandeira. Apesar de curto, este Par 3 requer alguma táctica de jogo, devendo os jogadores apostar em parar a bola no contacto ao green.

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9 | A Alfarrobeira | Par 4 | 404 metros

Este é um dos buracos Par 4 mais difíceis do percurso – comprido e com o green elevado. Os “bunkers naturalizados” (áreas virgens) que limitam o fairway requerem uma pancada de saída comprida e precisa. No ataque ao green, ter atenção aos dois pequenos mas incómodos bunkers no lado direito , e à Alfarrobeira no lado esquerdo. O green é ligeiramente a descer do início para o final, e da direita para a esquerda. Este Buraco é, sem dúvida, outro exemplo de grandiosidade dos desenho de Palmer – todos os pormenores podem custar ao jogador uma pancada extra.

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 10 | A Miragem | Par 4 | 371 metros

A ondulação do fairway cria a ilusão de que este buraco de 371 m parece mais curto do que realmente é. Por vezes torna-se necessário jogar uma Madeira 3 do Tee de saída , ou mesmo um ferro. Neste buraco a distância não é imprescindível, dando-se mais importância à precisão dos shots – no Tee evitar os bunkers que ladeiam o fairway e jogar ao meio do green para evitar problemas, já que o bunker da esquerda é realmente um grande desafio.

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 11 |  O Pato Real | Par 4 | 352 metros

Primeiro buraco do “Victoria Corner”. Este estreito dogleg à esquerdatem um lago no lado esquerdo em todo o seu comprimento. O shot de saída é desafiante – a zona onde a bola cai é igualmente estreita e os bunkers à direita são um chamariz para quem tenta fugir à água no lado esquerd. É portanto imprescindível que se bata um bom shot de saída, principalmente quando a bandeira está colocada sobre a esquerda do green, tornando o segundo shot uma árdua tarefa. Aqui não há lugar para erros, já que o green também é protegido por um beach bunker. Este é um green muito exigente. com inúmeras ondulações.

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12 |  Ruínas Romanas | Par 4 | 500 metros

Segundo buraco do “Victoria Corner”. Também este um dos mais bonitos buracos do percurso. Para o jogar, a estratégia vai variar muito conforme o nível do jogador. A pancada de saída terá de ser certeira para evitar a água à esquerda e o enorme bunker no lado direito. Para a grande parte dos jogadores é mais seguro jogar o segundo shot para antes do lago ou para o lado direito do fairway, ficando assim com um confortável ferro curto ao green. Por outro lado, este buraco permite aos jogadores mais compridos alcançarem o green com somente duas pancadas. Contudo, é necessário tomar a atenção, já que é difícil parar a bola no green, e a água é uma constante. Este Par 5 fica na memória, sendo um verdadeiro desafio para todos os níveis de jogo.

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13 | Galinha Sultana | Par 3 | 183 metros

Terceiro buraco do “Victoria Corner”. A vista do Tee de saída é espantosa – 6 m acima do nível do green, admiram-se os beach bunkers que o ladeiam. Embora amplo, este é um green difícil, com uma lomba na parte de trás que descai para o início e ligeiramente para a direita. A área disponível para as diferente posições da bandeira é reduzida, mas o green tem potencial para posições complicadas em dias de competição. Falhar o green à direita torna a tarefa de fazer o shot e putt bastante difícil. Este é, sem dúvida, o Par 3 mais desafiante do percurso.

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14 | Duplo Fairway | Par 4 | 388 metros

Sem dúvida, um dos buracos mais bonitos do campo, com dois fairways separados por uma linha de água e diversas cascatas. Pode ser jogado de duas diferentes maneiras. A primeira é jogar para o fairway da esquerda inde há somente um pequeno bunker, mas o shot ao green é mais longo e mais difícil – o green é elevado e o obstáculo de água e a parede de pedra que o defendem tornam o shot num verdadeiro desafio. A outra maneira de jogar este buraco está indicada para os jogadores mais compridos o fairway da direita, apesar de largo, requer um shot que sobrevoe os 200m de água. Como resultado, ficará com um segundo shot bastante mais confortável, mas sempre tendo em atenção a rapidez do green e as suas lombas.

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15 | O Peneireiro | Par 4 | 288 metros

Este é o Par 4 mais curto do campo. É relativamente fácil, sem grande dificuldade, à excepção da configuração do green. O fairway +e protegido à direita, exactamente na área onde a bola aterra, por um enorme bunker. Normalmente ter-se-á somente de jogar um ferro curto ao green, mas é importante que se tenha em atenção a depressão imediatamente antes do green, assim como o bunker bastante fundo logo depois do green. Com duas plataformas, poderá, por vezes, encontrar posições de bandeira muito difíceis.

 

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16 |  A Pega Azul | Par 3 | 190 metros

Para jogar este Par 3 muito bem protegido por obstáculos de areia, é necessária uma pancada precisa do Tee de saída. Apesar de amplo, o green tem uma série de lombas com uma inclinação na parte de trás que faz as bolas deslizarem para o início – é necessário ler muito bem as linhas de cada putt.

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17 |  As Cascatas do Victoria | Par 5 | 539 metros

Esta é uma verdadeira obra-prima de Arnold Palmer. Denominado por “signature hole”, os seus 538m (das marcas brancas) tornam-no no buraco mais comprido do percurso. Um total de doze cascatas ladeia a direita do fairway, a par do inúmeros bunkers. A aproximação ao green, rodeado de água, é extremamente difícil. Para os jogadores que desejarem alcançar o green em duas pancadas, é importante que sejam bastante precisos, já que este é o green mais pequeno de entre os 18, não deixando hipóteses para nenhum erro.

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18 |  O Guarda Rios | Par 4 | 423 metros

Este é, sem dúvida, o Par 4 mais com 4 mais comprido e exigente do campo. O obstáculo de água está presente ao longo do lado esquerdo do fairway, e o lado direito é salpicado por bunkers. Para conseguir jogar para o green com duas pancadas, o shot de saída deverá ser longo e preciso. Ter em atenção que é bastante usual jogar o segundo shot com vento contra, tornando-se num verdadeiro desafio. O green tem ainda potencial para posições de bandeira  difíceis. Provavelmente é um dos melhores buracos para se finalizar uma partida de golfe, uma verdadeira obra-prima de Arnold Palmer.

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Portugal Masters 2007

Portugal Masters - Round 4

Steve Webster em nome da mãe

Havia vários jogadores de renome mundial na primeira edição do Portugal Masters, a prova com o prize money mais alto de sempre do golfe em Portugal (3 milhões de euros): Retief Goosen, Darren Clarke, Lee Westwood, Davis Howell, Paul McGinley e Robert Karlsson, heróis da seleção da Europa na última edição da Ryder Cup; Justin Rose, o 12.º classificado no ranking mundial, e Andres Romero, que, dois meses antes, havia estado em foco no British Open e vencera o Deutsche Bank Championship.

No entanto foi o inglês Steve Webster, um outsider que ocupava o 237º lugar no ranking mundial, que acabou por vencer o troféu e arrecadar os 500 mil euros reservados ao campeão. E ele chorou quando, graças a uma volta final de 64 (a melhor do dia), selou a vitória com um total de 25 abaixo do par e com duas pancadas de vantagem sobre Robert Karlsson. Seguiu-se o abraço dramático ao seu pai, Terry, já que a mãe, Valerie, falecera quatro meses antes com cancro. “Pensei nela o tempo todo”, disse Webster. “A sua perda deixou-me muito em baixo, achei que não ia sequer conseguir manter o cartão do European Tour. Foi difícil focar-me no meu golfe, mas eu sei que ela estava a olhar para mim. Foi espantoso ter ganho no limite”, acrescentou o inglês após a sua segunda vitória no principal circuito europeu de profissionais, quase ano e meio depois do êxito no Open de Itália.

Manuel Pinho e Steve Webster por Richard Heathcote

O quarteto de terceiros classificados na estreia do Portugal Masters, composto pelo compatriota Lee Westwood, os suecos Peter Hanson e Andersson Hed e o argentino Daniel Vancsik, ficou longe do vencedor, a seis pancadas de distância.

Estiveram seis portuguese em prova, e os melhores foram Filipe Lima na 21.ª posição e Tiago Cruz em 69.º. Os amadores Pedro Figueiredo e João Carlota, juntamente com António Sobrinho e Ricardo Santos, não passaram o cut.

 

Portugal Masters 2008

Portugal Masters 2008. Final Round

Alvaro Quiros sob o signo de Ballesteros

Inevitavelmente, Severiano Ballesteros foi tema nas conferências de imprensa que antecederam o arranque da segunda edição do Portugal Masters no Oceânico Vitória. O carismático jogador espanhol aguardava uma segunda cirurgia ao cérebro devido a um tumor, e as manifestações de preocupação sobre o seu estado de saúde ecoavam vindas de todo o mundo do desporto.

A maior homenagem a El Matador, que faleceria a 7 de Maio de 2011, haveria de ser feita no fim deste Portugal Masters – e, claro, por um espanhol, Alvaro Quiros. O jogador de Málaga jogou de forma magistral nas três primeiras voltas, o que lhe permitiu iniciar a quarta e última a comandar com 15 pancadas abaixo do par. Isto, sublinhava, com muitas oportunidades de birdies desperdiçadas. Como o seu putting vinha melhorando de dia para dia, não havia motivos para desconfiar de que não iria protagonizar mais uma grande exibição.

Apesar de algumas dificuldades com os drives no início da jornada decisiva, Quiros terminaria com 68, para um total de 269, 19 abaixo do par-72, ganhando com três de vantagem sobre o escocês Paul Lawrie, campeão do British Open em 1999.

“Seve [Ballesteros] foi e é uma inspiração para todos os espanhóis, sobretudo quando as coisas não estão a correr bem. A última volta foi difícil para mim no jogo comprido. Mas, no jogo curto, como que parei e lembrei-me dele – sabem, quando ele fazia chips e putts e aquelas recuperações maravilhosas”, salientou o espanhol, que conseguiu aqui a sua segunda vitória no European Tour, ano e meio depois do triunfo no Alfred Dunhill Championship.

Destaque ainda para a grande defesa do título por parte do inglês Steve Webster, que acabaria a partilhar o terceiro lugar com o compatriota Ross Fisher e com o sueco Robert Karlsson. Karlsson era um dos cinco jogadores presentes no Portugal Masters que haviam representado menos de um mês antes a seleção europeia na Ryder Cup, a par de Lee Westwood, Oliver Wilson, Miguel Angel Jiménez e Graeme McDowell.

Dos sete portugueses em prova, apenas António Sobrinho passou o cut terminando na 59ª posição. Filipe Lima, Ricardo Santos, Tiago Cruz, Hugo Santos e os amadores João Carlota e Manuel Violas Jr. foram os outros portugueses presentes.

Portugal Masters 2009

Portugal Masters - Final Round

  Lee Westwood deixa a sua marca no Algarve

A terceira edição do Portugal Masters apresentou um field de luxo, composto por 16 jogadores do top 50 mundial e cinco vencedores de provas do Glam Slam. E a classificação contribuiu para promover ainda mais o prestígio da competição, graças à vitória de Lee Westwood, uma das grandes referências do golfe mundial.

Com o sol presente do primeiro ao último dia, o público correspondeu e foi batido o recorde de espetadores em Portugal: 37.479 bilhetes vendidos durante os cinco dias de prova, dos quais 10.504 no último dia. As anteriores duas edições tinham atingido os 24.188 espectadores em 2007 e 28.461 em 2008.

No Oceânico Victoria Golf Course, em Vilamoura, Westwood quebrou um jejum de dois anos sem vitórias. “Peço desculpa por ter trazido um discurso escrito num papel, mas já se passou um par de anos desde que fiz o meu último dia na pele de campeão e estou destreinado”, dirigiu-se o inglês a um público que nunca lhe regateou apoio.

Westwood entrara para o quarto e último dia da prova na terceira posição, mas uma volta final de 67 (-5), para um total de 265, 23 abaixo do par-72, deu-lhe a vitória com duas pancadas de vantagem sobre o mais directo adversário, o italiano Francesco Molinari. O irlandês Padraig Harrington, que havia vencido três majors entre 2007 e 2008, foi terceiro com 269 pancadas.

O shot que Westwood bateu no buraco 17 durante a última volta viria a ser eleito o melhor do mês de Outubro no European Tour: neste par-5, ele atacou o green à segunda pancada, mas a bola passou e ficou num caminho de buggies e com árvores à frente; assim, com um lie apertado, sem ver nada à frente, bateu um lob wedge magnífico, ficando apenas com um tap-in para birdie.

Esta foi a 19.ª vitória de Westwood no European Tour e a sua trigésima como profissional. Permitiu-lhe na altura ultrapassar um tal de Rory McIlroy na Race to Dubai…

Dos oito portugueses em prova, apenas Filipe Lima passou o cut, tendo terminado na 45ª posição.

Portugal Masters 2010

Portugal Masters - Day Four

Richard Green meteu o turbo rumo à vitória

 A ausência de Lee Westwood, campeão em título, não impediu que, pelo segundo ano consecutivo, o Portugal Masters ultrapassasse a fasquia do 35 mil bilhetes vendidos. Os 12.115 ingressos vendidos para o último dia confirmavam a expectativa colocadas sobre os dois portugueses em prova, ambos com hipóteses claras de atingir o top 10 final e um deles candidato à vitória.

Ricardo Santos fazia parte do grupo dos sextos classificados à partida para a última volta, e Filipe Lima, que era terceiro aos 36 buracos, ocupava um lugar entre os 24.ºs. Mas Santos viria a acabar 77, e Lima com 72. O primeiro teve se contentar com o 48.º posto, o segundo ficou entre os 36.ºs.

O campão desta edição foi o australiano Richard Green, que, por incrível que pareça, tinha partido para a ronda decisiva no grupo dos 15.ºs classificados e com sete pancadas de desvantagem para o líder, o espanhol Pablo Martin.

A verdade é que este esquerdino de 39 anos  meteu o turbo para alcançar a sua terceira vitória no European Tour. Na última volta, primeiro, descolou dos oito jogadores com quem partilhava o 15.º lugar; depois, ultrapassou mais 14. Sensacional!

Green sentiu que, para vencer, precisava de fazer uma das melhores voltas da sua vida. Na sua mente, estava um score de 64 (-8), mas a dada altura seguia já com 9 abaixo do par. E já se dava por contente, mas perderia duas pancadas nos últimos três buracos (bogeys nos 16 e 18) e abandonava o campo com um 65, para um total de 18 abaixo do par-72, e com a sensação de que, assim, não chegaria lá. Foi pura ilusão.

Enquanto aguardava na club house pela chegada dos restantes jogadores, o australiano pôde voltar a acreditar, tal era o desacerto dos melhores classificados. E acabou por ganhar com duas pancadas de vantagem sobre o espanhol Gonzalo Fernandez-Castaño, o sueco Robert Karlsson, o holandês Joost Luiten e o italiano Francesco Molinari, que partilharam o segundo lugar.

Os profissionais portugueses António Rosado, Tiago Cruz, António Sobrinho e os amadores Tiago Rodrigues e Manuel Violas não passaram o cut.

Portugal Masters 2011

 Portugal Masters - Day Four

Tom Lewis como um relâmpago

Se Tiger Woods precisou de jogar cinco torneios no PGA Tour para conquistar o seu primeiro título como profissional, o inglês Tom Lewis apoderou-se do seu primeiro troféu do European Tour logo na terceira prova que disputou no circuito como profissional – o Portugal Masters de 2011.

O jovem inglês de 20 anos já estava na história do golfe com o seu cartão de 65 pancadas, três meses antes, na primeira volta do British Open, que foi a melhor marca de sempre por parte de um amador no mais antigo dos quatro majors. Depois disso, tornara-se profissional e começara a jogar torneios através de convites.

Lewis iniciou a última volta do Portugal Masters empatado em oitavo lugar, a quatro pancadas do líder, o espanhol Rafael Cabrera-Bello. Ao concluir com 65 (-7), para um total de 21 abaixo do par-71, ganhou com duas pancadas de vantagem sobre Cabrera-Bello, que, encerrando com um 71, perdeu seis pancadas para o britânico nos últimos 18 buracos.

“Não esperava por isto no início da semana. De todo. Ainda por cima, comecei a meio-gás e havia adversários de grande categoria. Ganhar é simplesmente inacreditável”, disse.

2011 seria um ano memorável para Tom Lewis, porque, além de ter recebido a medalha de prata para melhor amador no British Open e de ter vencido o Portugal Masters, também foi campeão do British Amateur e, no final da época, receberia o troféu Sir Henry Cotton para o melhor rookie do ano no European Tour.

Destaque ainda para o amador português Pedro Figueiredo, também de 20 anos, que terminou na 23ª posição, à frente de grandes nomes do golfe mundial como Francesco Molinari, Ross Fisher, Miguel Angel Jimenez, Thomas Levet, Colin Montgomery, Paul McGinley ou John Daly.

Ricardo Santos, Nuno Campino, Hugo Santos, António Rosado e o amador Gonçalo Pinto foram os outros portuguese em prova mas que não passaram o cut. 

O 4.º Portugal Masters ficou marcado pela maior afluência de público numa terceira volta do torneio e no dia do pro-am: 8.264 espectadores no sábado e 2.986 na quarta-feira. No final dos cinco dias, não se bateu o recorde de 2009 (37.479), mas ficou-se apenas a 342 bilhetes desse registo, com um total de 37.137 espectadores.

Portugal Masters 2012

Portugal Masters - Day Four

Cheers para Shane Lowry.

Três anos depois de se ter tornado profissional, na sequência da vitória enquanto amador no forte Open da Irlanda de 2009, Shane Lowry voltou a vencer, por ocasião do 6.º Portugal Masters. “Acabou-se. Já não sou só apenas o tipo que venceu o Open da Irlanda como amador”, desabafou o irlandês no final.

Quem seguisse a prestação de Lowry na última volta, diria que o irlandês jogava em casa. Foram centenas os compatriotas que o apoiaram, muitos erguendo canecas de cerveja. E quando o inglês Ross Fisher falhou um putt de pouco mais de um metro, no 72.º buraco, para lhe oferecer a vitória, pareceu antes que apontara um auto-golo num estádio de futebol adverso.

Foi dramático para Fisher, e glorioso para Lowry, que não esperava outra coisa se não um desempate por morte-súbita.

A sexta edição do Portugal Masters contou com a presença mais de 40 mil espectadores e foi a primeira na versão par-71, contra o par-72 das cinco edições anteriores. Lowry venceu com 270 pancadas, 14 abaixo do par, deixando Ross Fisher a uma pancada de distância.

O neo-zelandês Michael Campbell foi terceiro com 272 e o austríaco Bernd Wiesberger (4.º) e o inglês Richard Finch (5.º) completaram o top 5 do torneio.

Tom Lewis, que defendia o título, acabou no trio dos 49.ºs classificados, com 281 (-3).

O torneio ficou também marcado pela prestação positiva dos três portugueses que passaram o cut. Ricardo Santos, com uma volta final de 65, assegurou a 16ª posição. Excelentes prestações dos amadores Pedro Figueiredo e Ricardo Melo Gouveia ao longo de toda a semana, garantiram os 27º e 60º lugares, respetivamente.

O francês Raphael Jacquelin e o inglês Danny Willet estabeleceram o recorde do campo na versão par-71, com 63 pancadas (-8) no último dia.

Portugal Masters 2013

Portugal Masters - Day Four

David Lynn, o Paciente Inglês 

Co-lider em Vilamoura nos dois primeiros dias, David Lynn caiu para a 16º posição na terceira volta do 7.º Portugal Masters, a seis shots do comandante Paul Waring, mas finalizou a prova com um 63 (-8) que lhe deu o triunfo com a margem mínima sobre o sul-africano Justin Walters.

Manteve-se a tradição de o mais importante torneio de golfe português coroar campeões que vêm de trás: aconteceu pela sexta vez em sete anos. Só o espanhol Álvaro Quiros (outro dos co-líderes no primeiro dia), em 2008, segurou aos 72 buracos o comando que já detinha aos 54.

Na última volta, Lynn reentrou na corrida com cinco birdies na primeira metade do campo e, depois de um bogey no 10, recolheu mais birdies no 11, 14, 15 e 17. Ao finalizar com um total agregado de 18 abaixo do par-72, tornou-se o líder no club house e nenhum dos adversários que ainda estava em jogo conseguiram fazer igual.

Lynn já tinha sido terceiro na edição de 2011 e, se recuarmos um pouco mais, podemos recordar o Open de Portugal de 2005 na Penina: foi 5º depois de ter partido para a última volta na liderança. Agora juntou-se aos compatriotas Steve Webster (2007), Lee Westwood (2009) e Tom Lewis (2011) na lista dos vencedores do Portugal Masters.

Pela primeira vez numa edição do Portugal Masters, a sétima, nenhum português conseguiu passar o cut. Isso refletiu-se no menor numero de espectadores: foram 36.102 no Oceânico Vitória, contra os 41.177 de 2012, quando Ricardo Santos e os amadores Pedro Figueiredo e Ricardo Melo Gouveia jogaram – e bem – no fim-de-semana.

Outros dos grandes momentos da última volta protagonizou-o sul-africano Justin Walters, 32 anos, então 380º no ranking mundial. Meteu um putt de 12 metros no 18 que lhe valeu-lhe não só a manutenção no European Tour em 2014 (era 126º na Race to Dubai, passou a 71º), como uma verba adicional de 100 mil euros por ter terminado isolado no segundo lugar. Houve lágrimas, pela lembrança da sua mãe, falecida duas semanas antes.

Destaque no ultimo dia de prova para Miguel Angel Jimenez, que fez o sétimo hole-in-one da sua carreira no buraco 8, par-3 de 160 metros.