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10 chaves para o 10º campeão

Como tudo se conjugou para que Padraig Harrington se tornasse, aos 46 anos, o mais velho vencedor do Portugal Masters no Victoria Clube de Golfe

Portugal Masters - Day Three1 – ARRANQUE EXPLOSIVO | Entre os campeões do Portugal Masters, nenhum começou de forma tão forte como o último. Metaforizando, foi o mais rápido a ir dos 0 aos 100km. Partindo do 10, somava 6 abaixo do par após 8 buracos, fruto de quatro birdies e um eagle 2 (no 15, o seu o sexto buraco de jogo). Alexandre Levy é, entre os vencedores do torneio, o recordista no capítulo da melhor primeira volta, com 63 pancadas, mas seguia apenas com 3 abaixo do par com aquele número de buracos jogados. Já Harrington acabaria os 18 inaugurais com 66, o mesmo duplo dígito com que começaram os três primeiros campeões do Portugal Masters (por esta ordem, Steve Webster, Alvaro Quiros e Lee Westwood), numa altura em que o Victoria ainda era de par-72 (passou a par-71 em 2011). Mas aquela sua partida explosiva foi importantíssima, porque lhe garantiu um pecúlio para fazer face à desinspiração nos greens nos restantes 10 buracos de jogo, concluídos com 1 acima do par. A seguir foi para o putting green corrigir o que estava mal e no dia seguinte entregou um cartão com 63. 

Portugal Masters - Day Four

2 – APOIO DO PÚBLICO | Em 2012, quem seguisse a prestação de Shane Lowry diria que o irlandês jogava em casa, pelo apoio que teve de centenas de compatriotas que seguiram ‘in loco’ a sua caminhada rumo ao título. E quando o inglês Ross Fisher falhou, no 18, um putt de pouco mais de 1 metro, para lhe oferecer a vitória, pareceu antes que este apontara um auto-golo num estádio de futebol adverso. Padraig Harrington, o segundo irlandês a conquistar o Portugal Masters, sempre sentiu esse apoio ao actuar no Victoria. “Há tanta gente da Irlanda, são multidões. Na verdade, sempre me senti aqui como numa casa longe de casa, pelo que é mesmo muito bom ter vencido o torneio”, afirmou. Mas o triplo-campeão de majors não se esqueceu do público português. “Também recebo aqui muito apoio dele. O meu treinador de golfe original, Harold Bennett, e o seu filho, Tony, foram os primeiros treinadores aqui na Federação Portuguesa Golfe. Por isso sempre tive um pouco de afinidade com ela. È um lugar onde sempre me senti muito bem recebido.”

3 – CONHECIMENTO DO CAMPO | A estreia de Padraig Harrington  no Portugal Masters deu-se em 2009 e foi de bom nível, sendo terceiro classificado isolado, apenas atrás de Lee Westwood e Francesco Molinari, campeão e vice-campeão, respectivamente. Além desta, esteve nas edições de 2011 e 2012, em ambas terminando no 16.º lugar empatado; e nas de 2014 (47.º empatado) e 2015 (31.º empatado). Ou seja, antes do triunfo de Outubro, participara já numa mão cheia de edições, sem nunca falhar o cut, o que dá um total de 24 voltas já percorridas no Victoria. Claro que neste capítulo não se compara com os jogadores que não falharam nenhuma das 10 edições (Alvaro Quiros, Robert Rock, Anthony Wall, Raphel Jacquelin, Marcel Siem). No entanto, seis presenças no palco do maior torneio de golfe português já é bom número para se sentir confortável, em território familiar. “É um campo interessante, que proporciona muitas oportunidades de birdie, mas que tem também uma boa gama de shots desafiantes com água em jogo”, considera o décimo campeão do torneio.

Portugal Masters - Day One

4 – CONFIANÇA | Que época estava a protagonizar Padraig Harrington antes de vencer o Portugal Masters? Não estava a ser nada de especial, especialmente para os parâmetros de um jogador com o seu currículo: ocupava a 97.ª posição na Race to Dubai, tendo sido a sua melhor marca o 13.º lugar no US PGA Championship – quarto e último major do ano, que ele venceu no ano de 2008 após revalidar o título no British Open. Mas nada disto o afectava, pelo contrário, ele sabia que podia ganhar a qualquer momento: “Há meses que tenho estado a jogar bem em termos do controlo que tenho sobre a bola e a sentir-me bem com o meu swing, o que me permite focar mais no lado mental do jogo, algo que é sempre um bom sinal. Tenho estado a ‘patar’ melhor – estou a meter mais putts de meia distância do que alguma vez meti na minha carreira. E tenho dito às pessoas que quando conseguir juntar as duas coisas vou ter uma semana em cheio, uma semana em que poderei ganhar.” Essa semana aconteceu no 10.º Portugal Masters!

The_PressurePrincipal 5 – O LIVRO DE DAVE ALRED | Padraig Harrington confessou que o “segredo” da sua vitória esteve no livro, “The Pressure Principle [“O Princípio da Pressão]”, lançado recentemente pelo seu practice coach, Dave Alred, um dos maiores especialistas em preparação mental e de desempenho. O jogador de Dublin estava a lê-lo por ocasião do Portugal Masters e deixou claro que a obra o ajudou a ganhar em Vilamoura, dando-lhe “alguns ponteiros” que “talvez estivesse a descurar”, aos quais se “agarrou” durante a semana. Ou seja, ajudou-o a converter a confiança que tinha no seu jogo em resultados. Ele explica: “Naturalmente, conheço muita coisa do livro, mas um capítulo sobre linguagem acertou-me em cheio. Tenho estado muito relaxado sobre o meu golfe, mas aquilo acrescentou um novo prisma. Não é apenas ser positivo, é olhar pelas generalidades em que podemos entrar, as generalidades negativas. Pude ver uma mudança linguística no que estava a dizer mentalmente para mim mesmo, uma mudança física na minha postura.” 

6 – AGRESSIVIDADE | É o próprio que diz, a propósito do seu desempenho em Vilamoura: “Tentei ser realmente agressivo. O campo ajustava-se-me e eu procurei simplesmente atacar todas as bandeiras possíveis. Pelo tipo de rough e pela textura dos greens, nunca pensei que pudesse ficar do lado curto.” Quem arrisca, petisca, e Harrington acabou por cometer a proeza de igualar o recorde de pancadas (261, 23 abaixo do par) no agregado dos 72 buracos, que havia sido estabelecido o ano passado por Andy Sullivan, o qual foi vice-campeão um ano depois, a um mero shot do irlandês; e também estabeleceu a mais baixa marca do ano no European Tour. Ao todo, fez 26 birdies e 1 eagle, contra 5 bogeys. Como termo de comparação, o ano passado Andy Sullivan tinha feito 26 birdies contra 3 bogeys. Mas enquanto este iniciou a última volta com uma vantagem confortável e caminhou numa passadeira vermelha rumo à vitória, o irlandês lutou arduamente até ao fim com uma concorrência feroz e só ao cair do pano pôde suspirar.

Portugal Masters - Day Four7 – JOGO CURTO | A agressividade de que acabámos de falar só pôde ser possível devido ao jogo curto magistral que exibiu. “Tenho um jogo curto bastante bom e que estava em forma esta semana, e além disso tenho ‘patado melhor – estou a meter mais putts de meia distância do que alguma vez meti na minha carreira. Senti-me sempre muito confortável à volta dos greens. Onde quer que acertasse, sentia que podia fazer up & down”, resumiu. Prova disso foi a forma como selou a vitória no 72.º e último buraco regulamentar. O campeão em título Andy Sullivan estava a ver na televisão o que se passava com o último grupo no 18 e à espera de um deslize de Harrington para ir a play-off, mas acabou por testemunhar um fantástico e nada fácil chip & putt para o par vitorioso do seu rival, que havia feito birdie no 17 (o signature hole) pelo terceiro dos quatro dias de prova e acabou com um 65 sem bogeys. O excelente estado dos greens ajudou e mereceu o seu elogio: “Óptimos para o rolamento da bola. Nos putts entre os quatro e os seis metros, não pensávamos na velocidade, apenas em executá-los na direcção do buraco.”

8 – PARTIR ATRÁS DO LÍDER | O trajecto de Padraig Harrington no Portugal Masters 2016 em termos classificativos foi este: 12.º empatado aos 18 buracos, 3.º empatado aos 36 e 2.º aos 54, neste caso com a desvantagem mínima para a dupla de líderes escandinava composta por Anders Hansen e Mikko Korhonen. Estatisticamente, isto dava-lhe alguma vantagem, visto que só dois dos nove anteriores campeões o tinham sido partindo na frente para a jornada decisiva  (Alvaro Quiros em 2008 e Andy Sullivan em 2015). Mas não só, existe ainda a questão mental, como explica Harrington: “Definitivamente, é mais fácil, ou, digamos, menos stressante estando um pouco atrás. Se os que estão atrás fizerem alguns birdies no início, ganham momentum para o back nine, ao passo que os que lideram têm sempre um olho em não fazer um erro, é como é.” No historial do Portugal Masters, a maior recuperação em relação ao líder na última volta pertenceu ao australiano Richard Green, que era 15.º empatado, a 7 pancadas (!) do espanhol Pablo Martin, acabando por ganhar.

Portugal Masters - Day Four9 – MOMENTUM | “Há sempre um ponto de viragem na última volta”, conta Padraig Harrington, acrescentando: “Eu estava a jogar bem, mas ter metido o shot do bunker no 11 deu-me a sensação de que aquele iria ser o meu dia. Quando fazemos algo de semelhante na última volta, temos sempre a sensação de que esse poderá ser o nosso dia. Há um ponto em que podemos agarrar ou perder a oportunidade e, independentemente do que acontecer depois, olharemos retrospectivamente para esse momento.” No seu caso, olhar com gosto. Foi uma última jornada emocionante, com várias trocas de líder e com tudo a decidir-se apenas no último putt, no último buraco, no último grupo. Atenção que quando Anders Hansen fez o seu terceiro birdie consecutivo no 6, Harrington estava já 3 shots atrás da liderança. Mas reduziu para 2 com birdie no 7 e no 11 protagonizou um dos grandes momentos do dia (e do torneio) ao meter a bola directamente no buraco com um shot a partir do bunker à esquerda do green. Chama-se momentum – e Harrington soube bem tirar partido dele, até porque no 12 fez novo birdie. 

Portugal Masters - Day Four

10 –  SAUDADES DE GANHAR NA EUROPA | Sim, parece impossível, mas a vitória de Padraig Harrington no Portugal Masters foi o seu primeiro êxito no European Tour em solo europeu desde que em Julho de 2008 se tornou no primeiro jogador europeu desde James Braid em 1906 a vencer duas vezes consecutivas o British Open. Interromper um jejum de vitória que durava há mais de oito anos foi sem dúvida uma motivação adicional para o irlandês, que nem sequer reparou no regresso da marca registada dos seus olhos, o sinal de intensa focalização que caracterizou tantas das suas vitórias no passado. E qual foi o sabor de voltar ganhar? “Tenho vencido nos últimos anos noutros lugares. Ganhei o ano passado nos Estados Unidos, alguns na Ásia. Tenho ganho o suficiente para manter a andar, mas é bom ganhar na Europa, e é sempre importante ganhar em cada década”, responde. É verdade, a primeira vitória dele no circuito foi no Open de Espanha de 1996, pelo que já lá vão três décadas sempre a ganhar. O Portugal Masters foi o seu 15.º triunfo no European Tour e o 30.º mundial. Notável atendendo aos seus 46 anos – é aliás o mais velho vencedor da prova portuguesa, superando aos 39 anos do inglês David Lynn em 2013.

 

Harrington impede Sullivan de bisar em Vilamoura

23/10/2016

Irlandês é o mais velho campeão do Portugal Masters e o vencedor de 2015 foi segundo

Quatro anos depois de Shane Lowry, Pádraig Harrington tornou-se hoje o segundo jogador da República da Irlanda a vencer o Portugal Masters. Ganhou com a vantagem mínima sobre o homem que defendia o título, o inglês Andy Sullivan, que perdeu assim a oportunidade de ser o primeiro bisar no torneio de 2 milhões de euros de prize-money, no par-71 do Victoria Clube de Golfe, em Vilamoura. Com 45 anos, é o mais velho de sempre a conquistar o Portugal Masters, superando os 39 anos do inglês David Lynn em 2013.

Para interromper um jejum de oito anos no European Tour (a sua última vitória no circuito europeu tinha sido no US PGA Championship de 2008, que foi o seu terceiro e último título no Grand Slam até ao momento) e alcançar o seu 15.º triunfo neste circuito, Harrington tirou partido da sua experiência para fechar com uma volta de 65 pancadas, sem qualquer bogey, para um total de 261 (-12), o que iguala o recorde no agregado estabelecido o ano passado por Sullivan.

O irlandês, que ocupa a 159.ª posição no ranking mundial e vai entrar no top-100 da tabela, tinha iniciado a jornada decisiva isolado no terceiro lugar, a uma pancada de distância da dupla de líderes composta pelo dinamarquês Anders Hansen e o finlandês Mikko Korhonen, que marcaram 68 para partilharem o terceiro posto com 263 (-21). Sullivan integrava o grupo dos quartos para os últimos 18 buracos e, como Harrington, marcou 65 para um total de 262 (-22).

“É uma grande vitória, o Portugal Masters é um grande torneio. Já venho aqui há muito tempo, porque gosto. E os adeptos irlandeses são muitos, sempre me senti aqui como numa casa longe de casa”, afirmou o novo campeão do maior torneio do golfe português, que facturou um prémio de 333.330 euros e subiu de 97.º para para 43.º na Race to Dubai (ordem de mérito do circuito), o que lhe permite entrar, dentro de duas semanas, no primeiro torneio da Final Series, o Turkish Airlines Open, na Turquia.

Rodrigo Cordoeiro | GolfTattoo

© GETTY IMAGES

O melhor de Melo Gouveia no Portugal Masters

23/10/2016

Jogador português acaba nos 22.ºs superando o seu 31.º lugar da edição passada

Ricardo Melo Gouveia esteve em evidência durante todo o Portugal Masters, sempre com hipóteses de terminar no top-10, que era o seu objectivo, mas acabou no lote dos 22.º (estava nos 24.º aos 54 buracos), o que representa a sua melhor marca na prova (superando o 31.º lugar em 2015) e a terceira melhor classificação de um português no torneio, a seguir ao 16.º lugar de Ricardo Santos em 2012 e do 21.º de Filipe Lima na edição inaugural, em 2007.

O único luso que compete no European Tour concluiu hoje o torneio com um score de 67 (-4), para um total de 269, 15 abaixo do par. Esteve integrado num grupo com o jogador mais cotado em prova, o sueco Alex Noren (18.º no ranking mundial), que marcou 70 finalizando nos 37.ºs, com 272 (-12); e com o dinamarquês Lucas Bjerregard, que fez 63 para ficar nos 12.º com 267 (-17). O vencedor, Padraig Harrington, somou 261 (-23).

Melo Gouveia teria tido uma volta imaculada, não fosse o duplo bogey 5 no buraco 13 (par-3). “Joguei outra vez muito bem”, afirmou. “Aliás, ia a jogar melhor do que nos outros dias, mas tive um buraco menos bom no 13 . Quebrou-me um bocado o ritmo do jogo e depois foi complicado fazer mais birdies.  O objetivo era o top-10, mas estou bastante contente com a maneira como joguei e a minha atitude. Foi uma grande evolução em relação ao último torneio e estou no bom caminho. A receção no buraco 18 foi a maior que tive desde que jogo o Portugal Masters e foi ótimo sentir esse apoio incondicional. “

A sua classificção valeu-lhe um prémio de cerca de 22 mil euros e a subida de 95.º para 92.º na Race to Dubai (o ranking do European Tour), com um total de 298.500 euros acumulados em prémios na sua primeira temporada na alta-roda.

Rodrigo Cordoeiro – GolfTattoo

O dinamarquês Anders Hansen e o finlandês Mikko Korhonen assumem o comando com -18. Ricardo Melo Gouveia persegue dois records

22/10/2016

Ricardo Melo Gouveia parte amanhã para a última volta do Portugal Masters com a possibilidade de carimbar um duplo recorde nacional no mais importante torneio de golfe português, que o European Tour está a organizar no Victoria Clube de Golfe, em Vilamoura, com 2 milhões de euros em prémios monetários.

O jogador do Team Portugal terminou hoje a penúltima volta no grupo dos 24º classificados, com 202 pancadas, 11 abaixo do Par-71 do campo desenhado por Arnold Palmer.

Um resultado que partilha com outros seis jogadores, entre os quais o sueco Alex Noren, o único que este ano conquistou três títulos na primeira divisão europeia.

A melhor classificação de sempre de um português no Portugal Masters foi o 16º lugar (empatado) de Ricardo Santos em 2012, enquanto o melhor resultado de sempre de um golfista nacional foram as 14 pancadas abaixo do Par de Pedro Figueiredo em 2011, quando terminou no 23º posto.

Ricardo Melo Gouveia está a apenas 8 posições do 16º de Ricardo Santos e somente a 3 pancadas dos -14 de Pedro Figueiredo.

Se pensarmos que ainda tem 18 buracos pela frente e que nos três dias anteriores assinou voltas de 66 (-5), 68 (-3) e 68 (-3), não é completamente impossível atingir esse duplo recorde.

«O objetivo continua a ser o top-10. Amanhã é outro dia, estou a jogar bem e queria agradecer a toda as pessoas que estiveram a apoiar-me. Isso é importante nos momentos menos bons, como nos dois últimos buracos de hoje».

O nº1 português, 95º europeu e 161º do ranking mundial falava aos jornalistas diante de uma multidão de crianças que foi esperá-lo ao final da sua volta de hoje para pedir-lhe autógrafos, não se cansando de gritar «Melinho».

Os momentos menos bons a que se referiu foram os dois bogeys com que terminou a volta de hoje, depois de 16 buracos de grande nível, nos quais assinou 5 birdies e chegou, uma vez mais, pela terceira vez neste torneio, a andar provisoriamente no top-10.

«Até ao segundo shot do 17 estava a jogar muito bem e o resultado não mostra aquilo que joguei e aquilo que tenho vindo a jogar. No 17 tinha que dar um bom ferro-3 e acabei por falhar um bocadinho à direita. A bola acabou por ir mais curta e caiu dentro de água. No buraco 18 a opção (do approach) foi a correta. O que falhou foi a opção por aquele taco. Deveria ter jogado um ferro-9 ou um ferro-8 para a bola rolar mais. Assim, a bola bateu na lomba e morreu. O shot de saída também não ajudou porque foi parar ao bunker», explicou.

O 24º posto que ocupa não chega para qualificar-se para o Turkish Airlines Open da Final Series do European Tour.

Se o Portugal Masters acabasse agora, o português residente em Londres subiria apenas para o 94º lugar da Corrida para o Dubai. Precisa mesmo de um top-10.

Uma das curiosidades desta terceira volta de hoje foi Anders Hansen ter assumido o comando da prova.

O dinamarquês de 46 anos poderá tornar-se amanhã no mais velho campeão do European Tour em 2016 e no mais idoso de sempre no Portugal Masters. Estranhamente, há um ano anunciou aqui mesmo, no Algarve, a sua entrada para a reforma.

Há 12 meses, o seu caddie em Vilamoura era Nick Mumford, o inglês que agora puxa o saco de… Ricardo Melo Gouveia.

Anders Hansen fez o melhor resultado do dia e igualou a melhor marca da sua carreira, com 62 pancadas, 9 abaixo do Par, para ficar com um total de 195 (-18).

Nos dias anteriores, o dinamarquês entregara cartões de 67 e 66, pelo que, sem pressão, tem vindo sempre a melhorar de dia para dia.

O resultado de 195 (-18) é o mesmo do finlandês Mikko Korhonen, no seu caso com voltas de 64, 67 e 64, e iguala o recorde do torneio para 54 buracos, estabelecido no ano passado pelo campeão em título, o inglês Andy Sullivan.

Os dois líderes estão, contudo, em situações bem diferentes.

Korhonen é o 116º na Corrida para o Dubai e precisa mesmo de um grande resultado amanhã para conseguir entrar no top-100 e manter-se na primeira divisão europeia em 2017.

«Vai ser a primeira vez na minha carreira que irei jogar num último grupo (o dos líderes). Por isso, estou entusiasmado e só espero ser capaz de dormir bem», comentou o finlandês que, ainda por cima, irá jogar ao lado de dois jogadores de enorme palmarés.

Com efeito, Anders Hansen tem 3 títulos no European Tour e outro no Sunshine Tour e entre os seus troféus europeus contam-se dois do BMW PGA Championship, em Wentworth, o chamado “evento-bandeira” do European Tour.

Foi ainda 3º classificado tanto num Major como num dos World Golf Championships.

Mas o outro parceiro do grupo é ainda mais impressionante, pois trata-se do irlandês Padraig Harrington, campeão de 3 Majors e de 4 Ryder Cups. “Paddy” é o 3º classificado (66+63+67) a apenas 1 pancada dos líderes.

Ao olhar-se para o topo da classificação, a questão que se levanta é como é que Anders Hansen está a jogar se entrou para a reforma exatamente no Portugal Masters de 2015?

A explicação é simples. O European Tour permitia que o top-40 dos jogadores que mais prémios monetários tivessem embolsado nas suas carreiras pudesse jogar sempre que lhes aprouvesse (à exceção de Majors, World Golf Championships e Final Series).

O dinamarquês sabia que em qualquer altura poderia matar saudades, pois é o 26º desse ranking. Simplesmente, a norma sofreu uma adenda e essa isenção só se mantém para quem disputar um mínimo de cinco torneios por ano.

Ora Hansen tinha apenas quatro em 2016 e para manter esse privilégio viu-se forçado a competir no 10º Portugal Masters.

Em boa hora tomou essa decisão e amanhã “arrisca-se” a levar para casa um complemento de reforma de 333.330 euros!

«Hoje não tinha qualquer estratégia. O meu objetivo era só ir para o campo e dar bons shots. Isto não muda os meus planos, não vou sair da reforma, estou feliz com a minha vida, mas como mudaram a regra vim cá jogar», disse o veterano que está a competir no seu 424º torneio do European Tour, tendo concluído 1499 voltas de stroke play!

 

Na fotografia: Anders Hansen/Copyrigth Getty Images

Ricardo Melo Gouveia com novo recorde. Detentor do título, Andy Sullivan, junta-se a Marc Warren na liderança

21/10/2016

Ricardo Melo Gouveia quebrou hoje mais um recorde nacional ao tornar-se no português que mais vezes passou o cut no Portugal Masters, o único torneio luso integrado no European Tour, com 2 milhões de euros em prémios monetários.

O português de 25 anos qualificou-se para os dois últimos dias de prova no Victoria Clube de Golfe, em Vilamoura, pela quarta vez, repetindo os sucessos de 2010 (ainda como amador), 2014 e 2015.

Ricardo Melo Gouveia completou hoje a segunda volta em 68 pancadas, 3 abaixo do Par do traçado desenhado por Arnold Palmer, e totaliza agora 134 pancadas, 8 abaixo do Par.

O nº1 português e 95º na Corrida para o Dubai tinha conseguido ontem um resultado de 66 (-5) e partiu para a segunda volta de hoje no 12º posto (empatado). Desceu para o grupo dos 27º classificados, que inclui mais nove jogadores, entre os quais o sueco Alex Noren, o único que este ano já conquistou três torneios do European Tour.

Ser 27º entre 126 jogadores da elite europeia é uma classificação positiva. Basta dizer que Thomas Pieters, uma das estrelas da equipa europeia da Ryder Cup há três semanas, passou o cut “à queima” no 65º posto (empatado), com 138 (-4).

«Nunca tinha estado com tantas pancadas abaixo ao fim de dois dias. Oito abaixo do Par deixa-me com hipóteses de fazer um bom resultado no fim de semana. Estou muito contente pela maneira como o meu jogo evoluiu desde o último torneio e agora é continuar», disse o português residente em Londres.

A sua melhor participação de sempre no Portugal Masters aconteceu no ano passado, quando foi 31º, com um agregado de 5 pancadas abaixo do Par.

Se ontem o profissional do ACP Golfe não perdeu nenhuma pancada, hoje sofreu o seu único bogey até ao momento, no buraco 7, o 16º da sua volta.

«Foi o meu único mau swing, na segunda pancada», elucidou. Em contrapartida, no buraco 14, o 5º da sua volta, espalhou um pouco de magia no campo, ao salvar o Par-4 com uma segunda pancada dada com os pés dentro de água, descalço e de calças arregaçadas, seguindo-se um chip que deixou a bola colada à bandeira!

«Hoje joguei outra vez muito bem. Não meti tantos putts como ontem, mas estive bem. Estou finalmente a conseguir fazer este ano um pouco do que já tinha feito no ano passado: poucos erros e alguns birdies. Estou muito contente», concluiu o nº1 do Challenge Tour de 2015, que se vê a apenas 2 pancadas do top-10.

Nesta fase da sua carreira, em que já é membro efetivo do European Tour, em que já esteve no top-100 do ranking mundial há poucos meses (é atualmente o 161º) e em que se apurou para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, passar o cut deixou de ser suficiente.

Quando se sente no topo de forma, como quando chegou há um ano ao torneio algarvio, Ricardo Melo Gouveia não tem receio de declarar que luta pela vitória nos torneios; e quando se sente menos bem, como dizia antes do torneio começar, mantém ambições elevadas, como um top-10 que poderá levá-lo à Final Series do European Tour.

Pedro Figueiredo o segundo melhor luso

Ricardo Melo Gouveia foi o único dos oito portugueses a passar o cut, que se fixou em 4 pancadas abaixo do Par, ou seja, muito perto do recorde do torneio que foi de -5 em 2011.

O bom tempo e, sobretudo, os roughs muito mais baixos este ano explicam os resultados de tão elevada qualidade, com 95 jogadores dos 126 a baterem o Par do campo aos 36 buracos!

Tendo em conta que Filipe Lima (que passou o cut em 2007, 2009 e 2010) está a competir na China, só Pedro Figueiredo poderia ter hoje igualado a proeza de Ricardo Melo Gouveia de passar quatro vezes o cut em Vilamoura.

“Figgy” fê-lo em 2011, 2012 e 2014 e hoje acabou por ser o segundo melhor português, nesta 10ª edição do Portugal Masters, mas foi eliminado no 104º lugar com 143 (73+70), +1, empatado com mais três jogadores, entre os quais o campeão em título do Madeira Islands Open BPI, on finlandês Roope Kakko.

«Estou a jogar muito melhor do que há uns meses. É pena que os resultados ainda não espelhem isso», disse Pedro Figueiredo que, embora preveja que possa vir a competir no próximo Algarve Pro Golf Tour, ainda não fez planos competitivos para os próximos tempos:

«Este foi o meu último torneio desta temporada. Vou sentar-me com a minha equipa e pensar no futuro, pensar em que circuito irei jogar, porque para o ano não terei o cartão do Challenger Tour, como nestes últimos dois anos.

«Vou ver quais as opções. Talvez os torneios de qualificação na Ásia. É uma das possibilidades, mas terei de ver com calma e a partir daí tomar uma decisão».

Classificação dos outros portugueses

Os outros portugueses terminaram a sua participação no 10º Portugal Masters nas seguintes classificações:

108º (empatado) Pedro Lencart, 144 (74+70), +2 (amador)

112º (empatado) João Carlota, 145 (75+70), +3

118º João Ramos, 147 (70+77), +5

123º Tiago Cruz, 151 (76+75), +9

124º Hugo Santos, 152 (73+79), +10

125º Tomás Silva, 153 (74+79), +11 (amador)

Apesar de haver sete portugueses eliminados, merece destaque o facto de três deles terem conseguido hoje voltas abaixo do Par, de 70 (-1).

 Dois resultados perto do recorde

Hoje foi, aliás, um dia em que houve resultados ainda mais baixos, com dois jogadores a lograrem fantásticas voltas de 61 pancadas, 10 abaixo do Par, primeiro pelo escocês Richie Ramsay e depois pelo inglês Andy Sullivan, ficando ambos a 1 pancada do recorde do campo, as 60 (-11) de Scott Jamieson em 2013.

Andy Sullivan, que há três semanas integrou a seleção europeia da Ryder Cup derrotada nos Estados Unidos, colocou-se assim em posição de tornar-se no primeiro jogador a somar dois títulos do Portugal Masters.

O campeão de 2015 tinha feito ontem 67 (-4), mais 1 pancada do que Ricardo Melo Gouveia. Com o 61 (-10) de hoje, ascendeu ao topo da classificação, onde está empatado com o líder de ontem, o escocês Marc Warren (63+65), ambos com 128 pancadas, 14 abaixo do Par.

«Sabia que precisava de uma grande volta para aproximar-me dos da frente e se começasse forte, os meus apoiantes iriam ficar ainda mais do meu lado e poderia usar esse ambiente para inspirar-me. Funcionou», afirmou o sorridente Andy Sullivan, que tem aqui 70 sócios do seu clube de golfe da localidade inglesa de Nuneaton, apelidados de “Sully’s Army”.

Sullivan e Warren são perseguidos a apenas 1 pancada do sueco Jens Fahbring (65+64) e do irlandês Padraig Harrington (66+63), este último um dos grandes “craques” do 10º Portugal Masters, com o seu brilhante palmarés de vitórias em três Majors e quatro Ryder Cups.

Amanhã só se começa a jogar às 11h00

 Hoje foi mais um dia de forte afluência de público em Vilamoura, com 8.944 espectadores a entrarem nos portões.

Amanhã, o início da terceira volta foi atrasado para as 11h00, embora os portões do Victoria Clube de golfe se abram logo às 9h00.

O atraso deve-se à previsão de chuva forte matinal que poderá impedir qualquer jogo em horas demasiado cedo.

Para recuperar terreno, o diretor de torneio do European Tour, o espanhol José Maria Zamora, optou por fazer saídas de dois buracos em simultâneo, com grupos de três jogadores.

Escocês Marc Warren comanda com uma boa volta de 8 abaixo do par. Ricardo Melo Gouveia começa forte em 12º

20/10/2016

Ricardo Melo Gouveia efetuou hoje (quinta-feira) a sua melhor volta de sempre no Portugal Masters, em cinco participações no mais importante torneio de golfe português, de 2 milhões de euros em prémios monetários, e terminou a primeira jornada no 12º lugar, empatado com mais nove jogadores, entre os quais dois campeões de torneios do Grand Slam, o escocês Paul Lawrie e o irlandês Padraig Harrington.

O nº1 português e 161º no ranking mundial cumpriu a primeira volta em 66 pancadas, 5 abaixo do Par do Victoria Clube de Golfe, em Vilamoura, o mesmo resultado de todo o seu agregado do ano passado, quanto terminou a única etapa portuguesa do European Tour no grupo dos 31º classificados.

«Disse que gostaria de ficar no top-10 da prova e vou concentrar-me dia a dia para alcançar esse objetivo. Hoje cumpri os meus objetivos e terminei com uma boa volta», disse o português de 25 anos, residente em Londres, que sabe que com um top-10 tornar-se-á no primeiro golfista nacional a qualificar-se para a Final Series do European Tour, que começa em duas semanas na Turquia, para os primeiros 70 classificados da Corrida para o Dubai, ranking em que surge na 95ª posição esta semana.

«Foi muito positivo, mas não comecei bem a volta. Tive algumas saídas falhadas, daí não ter feito muitos birdies nos primeiros nove buracos. Mas depois, nos segundos nove, joguei mais consistente, tive mais oportunidades de birdie e aproveitei-as», acrescentou Ricardo Melo Gouveia, que não perdeu nenhuma pancada em 18 buracos e converteu 5 birdies, nos buracos 5 (Par-5), 11 (Par-4), 12 (Par-5), 15 (Par-4) e 17 (Par-5).

Ou seja, para um jogador razoavelmente comprido, fez o que lhe competia, ao ganhar pancadas nos três Par-5.

O profissional do ACP Golfe é o único dos oito portugueses no cut provisório, mas João Ramos, a fazer a sua estreia no Portugal Masters, num campo onde nunca tinha jogado antes, cometeu a proeza de bater o par-71 do desenho do saudoso Arnold Palmer, com uma volta de 70 (-1).

«Não senti nenhuma espécie de inibição por estar a jogar ao lado destes jogadores. Foi um resultado positivo. Joguei bastante bem do tee ao green. O putt poderia ter estado melhor, mas estou satisfeito com a minha primeira prestação, com a minha primeira volta. O primeiro objetivo é passar o cut», sublinhou o profissional do Oitavos Dunes, em Cascais, que fez 4 birdies e 3 bogeys, estando a apenas 1 pancada do cut provisório.

Os outros jogadores portugueses estão assim classificados: 107º Pedro Figueiredo (+2) e Hugo Santos (+2), 115º Tomás Silva (+3) e Pedro Lencart (+3), 121º João Carlota (+4)124º Tiago Cruz (+5).

Merece destaque a presença de Pedro Lencart, o campeão nacional amador, pela simples razão de ser a sua estreia em torneios do European Tour e por, aos 16 anos (cumpridos em maio), ser «o segundo jogador mais jovem de sempre a participar nos 10 anos de história do Portugal Masters, depois de Pedro Figueiredo em 2007, quando tinha 16 anos e 127 dias», segundo informações prestadas pelo Press Officer do European Tour, Paul Symes.

«No início estava um pouco nervoso, mas consegui controlar-me bem. Jogar com estas estrelas todas não me inibiu por aí além. Talvez um pouco no início, o que é normal porque é sempre diferente. Não estou habituado a este estilo de campo e de torneio, mas foi bom, dá sempre para aprender», analisou o amador do Club de Golf de Miramar, que este verão obteve o mais importante título da história do golfe português no escalão etário de sub-16, ao conquistar o The Junior Open na Escócia.

O 10º Portugal Masters conta com 120 jogadores e é liderado pelo escocês Marc Warren, vencedor de três títulos do European Tour, o último dos quais em 2014, no Made in Denmark.

Este ano, as coisas não estava a correr-lhe bem e tinha em risco a manutenção na primeira divisão europeia, mas desde agosto recuperou a forma.

Obteve um 9º lugar no Aberdeen Asset Management Paul Lawrie Match Play e, sobretudo, um 5º posto no Alfred Dunhill Links Championship, dois torneios escoceses.

Aproveitou o fator casa para garantir a presença no European Tour de 2017.

«No verão trabalhei muito no meu swing. Sinto que nas últimas semanas controlo melhor a bola e as más pancadas já não são assim tão más. O aspeto mental também progrediu», disse Marc Warren, depois de uma primeira volta em 63 pancadas, 8 abaixo do Par, na qual destacaram-se 6 birdies seguidos nos primeiros seis buracos!

«Acho que já tinha feito anteriormente 6 ou 7 birdies seguidos mas nunca o fizera logo no início de uma volta», elucidou, visivelmente satisfeito, o escocês que está classificado no 67º lugar da Corrida para o Dubai e que procura entrar no top-60 para poder aceder ao DP World Tour Championship, que encerra a época no Dubai.

Marc Warren, vencedor da Taça do Mundo de 2007 em parceria com o famoso Colin Montgomerie, tem a liderança do Portugal Masters presa por 1 única pancada, sendo perseguido por cinco jogadores com 64 (-7): os ingleses Eddie Pepperell, Callum Shikwin e Matthew Baldwin, o norte-americano David Lipsky e o finlandês Mikko Korhonen.

O primeiro dia do 10º Portugal Masters ficou ainda marcado por duas boas notícias. Por um lado, Peter Adams, o diretor de campeonatos do European Tour, anunciou que a prova está garantida no calendário de 2017, mas irá decorrer um mês mais cedo, em finais de setembro, uma excelente data num ano em que não há Ryder Cup. Por outro, o European Tour registou hoje 7.014 entradas no Victoria Clube de Golfe, a segunda melhor volta inaugural de sempre na história de dez anos da prova. Só em 2009 houve mais espectadores numa quinta-feira, então com 7.436.

Hoey e Wattel vencem Pro-Am pelo BPI

19/10/2016

Prova antecedeu arranque oficial do 10.º Portugal Masters no Victoria Clube de Golfe

O norte-irlandês Michael Hoey e o francês Romain Wattel conquistaram hoje o Pro-Am da 10ª edição do Portugal Masters, o mais importante torneio português, integrado no European Tour, a primeira divisão do golfe profissional europeu, que distribui 2 milhões de euros em prémios monetários e pontos para a Corrida para o Dubai e o Ranking Mundial.

Este ano, o Pro-Am apresentou-se algo diferente, com os três amadores convidados a terem oportunidade de jogar, não com um, mas com dois profissionais, atuando cada um durante nove buracos.

Michael Hoey, um antigo vencedor do Estoril Open de Portugal e do Madeira Islands Open BPI – dois torneios do European Tour que não existem neste momento – tornar-se-á no primeiro jogador a vencer os três grandes eventos portugueses do European Tour se triunfar no domingo no Victoria Clube de Golfe, em Vilamoura.

Quanto a Romain Wattel, é o atual 43º classificado na Corrida para o Dubai e está, por isso, apurado para o Turkish Airlines Open, o primeiro torneio da Final Series do European Tour, que começa em duas semanas, ao qual apenas podem ceder os 70 primeiros da hierarquia europeia, mais 5 convidados e 3 jogadores turcos.

É a primeira vez que o Portugal Masters é o último torneio do European Tour antes do arranque da Final Series e isso dá ainda mais importância ao torneio do Turismo de Portugal, pois os olhos do Mundo do golfe estão todos virados para o Algarve, para saber quem serão esses 70 apurados para a Turquia.

No Pro-Am de hoje, Michael Hoey e Romain Wattel emparceiraram com os amadores Rodrigo Simões de Almeida, Diogo Louro e Francisco Domingues, da equipa do BPI, somando 38 pancadas abaixo do Par.

Os vencedores deixaram a 10 (!) pancadas de distância os segundos classificados, dos profissionais Marc Warren e Eddie Pepperell, e dos amadores Ben Davis, Georgie Bingham e Michael Vaughan, da equipa da YGT.

Ricardo Melo Gouveia foi o único profissional português convidado para o Pro-Am e a sua equipa terminou no 26º lugar, entre 40 conjuntos, totalizando 19 abaixo do Par.

O outro profissional da equipa da PGF foi o inglês Robert Rock e os amadores Júlio Mendes, Manuel Agrellos Jr. e Rodrigo Costa.

O torneio de profissionais do Portugal Masters começa amanhã (quinta-feira) às 8h00, com saídas de dois tees, entre 126 jogadores, 8 dos quais portugueses: Ricardo Melo Gouveia, Tiago Cruz, Hugo Santos, João Ramos, João Carlota, Pedro Figueiredo e os amadores Tomás Silva e Pedro Lencart, sendo este último o português mais jovem de sempre a competir no Portugal Masters, com apenas 16 anos.

O campeão do ano passado, o inglês Andy Sullivan, e o belga Thomas Pieters, têm sido as estrelas mais mediatizadas nestes últimos dias por terem integrado a seleção europeia que há três semanas perdeu a Ryder Cup nos Estados Unidos.

 

 

GABINETE DE IMPRENSA
DO PGA EUROPEAN TOUR
NO PORTUGAL MASTERS

Não é só um troféu, é o símbolo do Portugal Masters!

A história por detrás de uma peça de arte concebida expressamente para o maior torneio de golfe do país


Portugal Masters - Previews

Uma bola de golfe, os anéis da esfera armilar e um tee são os três elementos que compõem o troféu do Portugal Masters, da autoria da designer Susana Martins e propriedade do Turismo de Portugal. Executado em prata e banhado em ouro branco, tem as armilas trabalhadas em filigrana escurecida, e a bola, apoiada no tee, foi polida e parcialmente acetinada para realçar os relevos. É uma bela e distinta peça que, tal como o torneio, comemora agora os 10 anos de existência.

Aquando do nascimento do Portugal Masters, em 2007, Lídia Monteiro era directora do Departamento de Comunicação do Turismo de Portugal, e recorda-se da génese do respectivo troféu: “Desde logo, o que nós queríamos era encontrar um ambiente gráfico que de alguma forma pudesse transportar para o Portugal Masters alguns valores identitários da nação. E logo na altura o objectivo era que troféu fosse o próprio símbolo do torneio.”

Foram contactadas várias universidades e escolas de ourivesaria, fez-se um briefing com os interessados e posteriormente foram avaliadas várias propostas candidatas, sendo a eleita escolhida pelo seu universalismo. A bola de golfe é como o globo terrestre e as armilas são antigos instrumentos de navegação, actividade em que Portugal outrora se destacou para a conquista do mundo, estando aliás representadas na bandeira nacional.

Confessa Lídia Monteiro, hoje responsável pela Direcção de Apoio à Venda no Turismo de Portugal: “Foi um troféu que realmente nos maravilhou, tenho satisfação e orgulho nele, porque acho que conseguimos realmente sintetizar naquela peça, muito elegante, por um lado, elementos da nossa história, por outro, elementos da ourivesaria tradicional portuguesa, associada a uma actividade desportiva, mas também a um activo do ponto de vista do turismo.”

Como sempre, o troféu estará em exposição durante a semana do 10.º Portugal Masters, no Victoria Golf Course, em Vilamoura. Depois será erguido pelo seu décimo campeão. Aceitam-se apostas…

Portugal Masters - Previews

 

Uma década sempre a crescer

12/10/2016

Numa altura em que o Portugal Masters se prepara para celebrar o seu 10º aniversário no final deste mês, é chegado o momento perfeito para refletirmos sobre alguns dos instantes memoráveis de um torneio que nasceu em 2007, no seguimento da Taça do Mundo de Golfe/World Golf Championships, e que, desde então, se fixou como uma das etapas mais populares do European Tour, quer junto dos jogadores, quer do público.

Depois do sucesso da Taça do Mundo de 2005, ganha pela dupla galesa de Bradley Dredge e Stephen Dodd, no Oceânico Victoria Golf Course (na altura ainda apelidado de Victoria Golf Club), o Turismo de Portugal e o European Tour manifestaram o desejo de dar continuidade a esse legado e agendar e fixar no Algarve um torneio de golfe profissional de topo.

Andre Jordan, o empresário nascido na Polónia, crescido no Brasil e radicado em Portugal desde 1971, criador do agora famoso resort da Quinta do Lago, também desempenhou um papel significativo para que este sonho pudesse tornar-se realidade.

Em 1995, o Grupo Andre Jordan adquiriu em Vilamoura quatro campos reconhecidos mundialmente, um casino, vários hotéis de cinco estrelas e em 2004 construiu o quinto campo de Vilamoura.. Doze anos mais tarde, o Victoria Course – a joia da coroa – acolheu a edição inaugural do Portugal Masters.

«Depois de uma atividade intensa na construção de campos de golfe e na organização de eventos em Portugal desde 1972, incluindo a World Cup of Golf de 2005, em colaboração com o European Tour, foi uma enorme honra ser o anfitrião do Portugal Masters no nosso Victoria Course em Vilamoura, uma das muitas joias concebidas por Arnold Palmer», disse Andre Jordan.

«Estou muito feliz por constatar que o Portugal Masters celebra o seu décimo aniversário este ano, tendo-se estabelecido como um dos principais eventos no calendário do European Tour. O Turismo de Portugal também está de parabéns pelo apoio que tem prestado ao desenvolvimento do golfe em Portugal», acrescentou.

A edição inaugural foi ganha pelo inglês Steve Webster, que dedicou o seu segundo título do European Tour à sua mãe, Valerie, falecida cinco meses antes.

«Estava a ser uma época muito dura para mim até àquele momento e tinha acabado de perder a minha mãe. Por isso, fui para o torneio sem grandes expectativas, mas algo fez um clique e joguei muito bem toda a semana. Foi, obviamente, um momento emotivo, de sentimentos ambivalentes, mas agora, quando recordo essa semana, fico sempre com um sorriso na cara», lembrou Webster.

Pouco depois da vitória de Steve Webster, o Grupo Oceânico completou a aquisição do Victoria Course e dos outros quatro campos de Vilamoura, aumentando significativamente um portfolio que já incluía o Amendoeira Golf Resort, um complexo situado em Silves, com dois percursos de golfe de nível para campeonatos.

Por consequência, o Grupo Oceânico tomou conta do acordo firmado primeiramente por Andre Jordan para receber o torneio. E desde a edição de 2008 do Portugal Masters, até ao falecimento de Chris Stilwell, em outubro de 2015, o CEO da Oceânico Golf foi uma força motriz do desenvolvimento do torneio.

Peter Adams, o Diretor de Campeonato do Portugal Masters, declarou: «O Chris estará ligado intrinsecamente para sempre ao Portugal Masters. O seu pai, John, fundou o Penina, o primeiro campo de golfe do Algarve. Ele fez parte dessa grande dinastia do golfe e o seu falecimento deixou um enorme vazio no setor do turismo de golfe na região. O legado do Chris sobrevive no Portugal Masters e temos uma enorme dívida para com ele, pela contribuição que prestou ao torneio e pelo desenvolvimento do golfe no Algarve».

Luís Correia da Silva, CEO da Oceânico Golf, um parceiro a longo prazo do Portugal Masters sublinhou: «Ao chegarmos à décima edição do Portugal Masters, é adequado que procedamos a uma reflexão do modo como o torneio se credibilizou como um dos eventos mais prestigiados do calendário do European Tour».

«Temos, igualmente, um enorme orgulho no papel do Victoria Course, o primeiro percurso “de assinatura” de Arnold Palmer na Europa Continental. Um palco que tem providenciado um local de nível mundial a alguns dos jogadores do topo, ao mesmo tempo que abre uma janela para “vender” o Algarve e ajudar a cimentar a posição de Portugal como um dos destinos líder do turismo de golfe», acrescentou o antigo secretário de Estado do Turismo.

«Gostaríamos, ainda, de homenagear o saudoso Arnold Palmer. O Sr. Palmer foi um dos maiores embaixadores da modalidade, um desenhador incrível de campos, um verdadeiro senhor e um amigo que nunca esqueceremos», continuou o dirigente da Oceânico Golf.

«Finalmente, gostaríamos de prestar o devido tributo ao grande embaixador do golfe no Algarve, Christopher Stilwell. Trabalhei com ele vários anos, incluindo nas nove edições anteriores do Portugal Masters. O Oceânico Golf Team irá sentir saudades do Christopher, mas irá manter orgulhosamente bem vivo o seu legado e será a inspiração que irá fazer deste o maior e o melhor Portugal Masters de sempre», concluiu Luís Correia da Silva.

Para além do Grupo Oceânico, o Turismo de Portugal revelou-se fundamental no crescimento notável do torneio, graças ao seu apoio e patrocínio.

Frederico Costa, um grande entusiasta do torneio, tornou-se presidente do Turismo de Portugal durante parte da história do Portugal Masters, nos seus anos de formação, antes de ser rendido no cargo em dezembro de 2013 por João Cotrim de Figueiredo que, entretanto, cedeu o posto a Luís Araújo.

«O Turismo de Portugal tem desempenhado um papel central no desenvolvimento do Portugal Masters, desde o seu nascimento em 2007. Não é um exagero atestar que sem o seu apoio inigualável nos últimos nove anos, o torneio não poderia simplesmente ter existido. Devemos agradecer ao Frederico, ao João e ao Luís pelo seu compromisso e pela sua valiosa crença no evento», frisou Peter Adams.

Outro suporte crucial do torneio tem sido o conhecimento e a cooperação da Federação Portuguesa de Golfe.

Manuel Agrellos, o presidente da FPG, considera que «tem sido um enorme prazer assistir à consolidação do Portugal Masters como uma das etapas do European Tour. É uma oportunidade de ouro para os golfistas portugueses observarem os melhores jogadores do Mundo, num dos melhores campos de golfe do nosso país».

«Tanto o Miguel Franco de Sousa como eu temos trabalhado proximamente com todas as entidades envolvidas no Portugal Masters – o Turismo de Portugal, a Oceânico Golf, o European Tour e outros parceiros –, que tanto têm contribuído para o seu crescimento. Acreditamos que, no futuro, o Portugal Masters irá continuar a crescer», reforçou Manuel Agrellos.

Entre outras personalidades que contribuíram decisivamente, sobretudo nos bastidores, deparamos com Steve Richardson e Rui Grave. As suas equipas de agrónomos extremamente dedicados são responsáveis pela manutenção das condições imaculadas do Oceânico Victoria Golf Course, sistematicamente elogiadas pelos profissionais, um fator que tem levado a que queiram regressar todos os anos.

À semelhança de Richardson e Grave, há um total de oito jogadores que testemunharam a evolução do Portugal Masters desde 2007, competindo em todas as nove edições anteriores: Álvaro Quirós, Damien McGrane, Robert Rock, Anthony Wall, Soren Kjeldsen, Graeme Storm, Raphael Jacquelin e Marcel Siem.

Depois de vencer o torneio em 2008, Quirós gravou o seu amor pelo local, transformando Vilamoura na sua casa. O espanhol, capaz de longas distâncias do tee, é um dos raros a conseguir colocar a bola no green em duas pancadas no buraco 17 de 539 metros e ainda hoje está ligado ao Oceânico Victoria.

Outro jogador que apreciou um sucesso significativo no Portugal Masters foi Lee Westwood, cuja vitória em 2009 funcionou como rampa de lançamento para o seu regresso ao topo do European Tour. Seis semanas mais tarde, estava a vencer a Corrida para o Dubai, ao ganhar simultaneamente o DP World Tour Championship que encerra a época.

Tendo chegado ao Algarve sem vencer há mais de dois anos, Westwood produziu um instante de magia quando mais necessitou dele, no buraco 17, de Par-5. O seu approach tinha ido parar à esquerda do green, protegido por água por todos os lados, mas Westwood inventou um caminho por cima de uma árvore de romã e colocou a bola no green, convertendo de seguida o putt para birdie, que veio a verificar-se vital no seu triunfo de duas pancadas sobre o italiano Francesco Molinari.

Apesar de até ao momento não ter sido possível coroar um jogador da casa, os portugueses têm logrado alguma dose de sucesso no passado. Filipe Lima foi 21º empatado logo na primeira edição e Ricardo Santos, afiliado do Oceânico Victoria Golf Course, alcançou um top-20 em 2012. Este ano, as principais esperanças portuguesas estão depositadas em Ricardo Melo Gouveia, o atual 93º classificado na Corrida para o Dubai, depois de ter sido o n.º1 do Ranking do Challenge Tour no ano passado.

Andy Sullivan, que no ano passado triunfou com um recorde da prova de nove pancadas de diferença em relação ao 2º classificado, vai regressar para tentar defender o título, poucas semanas depois de ter feito a sua estreia na seleção europeia da Ryder Cup.

O afável inglês deverá ser de novo apoiado no campo pelo autoproclamado “Sulli Army”, uma claque constituída por amigos, familiares e sócios do clube de golfe da sua nativa vila de Nuneaton.

A atitude de permanente boa disposição de Sullivan tem calado fundo junto dos fãs de golfe e encarna na perfeição a essência do Portugal Masters, combinando o sentido único de descontração e diversão, com um nível de golfe de primeira classe.

É mais do que apropriado que as últimas menções sejam para um membro da “família real do golfe”, o gigante e saudoso Arnold Palmer, falecido no dia 25 de setembro, com 87 anos.

O campeão de sete torneios do Grand Slam tinha-nos deixado uma mensagem: «Ao aproximarmo-nos do décimo aniversário do torneio, envio as minhas sinceras felicitações a todos os responsáveis pela organização anual do Portugal Masters. A minha e equipa e eu estamos particularmente orgulhosos do desenho final do campo e de como tem sido favoravelmente acolhido pelos jogadores e dirigentes do European Tour».

Amen Arnold, um brinde aos próximos dez anos!

Estrelas em peso em Vilamoura

12/10/2016

Dois jogadores da Ryder Cup deste ano, vários jogadores de edições anteriores da Ryder Cup, antigos campeões de majors, jogadores que venceram torneios este ano no European Tour e o português Ricardo Melo Gouveia

Uma lista de participantes recheada de estrelas da Ryder Cup, de vencedores de torneios do Grand Slam e de heróis locais irá abrilhantar a décima edição do Portugal Masters, no Algarve.

Thomas Pieters, que bateu os recordes de rookies na Ryder Cup, e o campeão do Portugal Masters do ano passado, Andy Sullivan, são os membros da seleção europeia da Ryder Cup de há duas semanas que irão estar presentes em Vilamoura, mas antigos heróis da Ryder Cup que, desta feita, estiveram nos bastidores no Hazeltine National e regressam ao Algarve são Thomas Bjørn, Padraig Harrington e Paul Lawrie.

Sullivan tentará replicar a sua exibição exuberante do ano passado, quando estabeleceu um novo recorde no torneio, ao vencer com uma margem de 9 pancadas sobre o 2º classificado.

O seu parceiro na Ryder Cup, Pieters, é um belga capaz de longas distâncias que também fixou um máximo na seleção europeia da Ryder Cup ao somar 4 pontos em 5 duelos disputados logo na sua estreia. E atenção que no ano passado terminou no grupo dos 6º classificados no Oceânico Victoria Golf Course.

Esta dupla terá a companhia do campeão de 2014 do Portugal Masters, Alex Lévy, que recentemente conquistou o seu terceiro título do European Tour no Porsche European Open, na Alemanha.

Lévy ganhou o Portugal Masters há dois anos, a única edição em nove anos em que o mau tempo forçou a reduzir a prova para 36 buracos, mas, mesmo assim, terminou com 18 pancadas abaixo do Par, com voltas de 63 e 61!

No mês passado, na Alemanha, o francês fez 1 birdie no segundo buraco de play-off para derrotar Ross Fisher, noutro torneio prejudicado pelas condições meteorológicas.

A vitória nesse Porsche European Open tornou-o no segundo jogador, depois de Paul Lawrie, a vecer torneios do European Tour que tenham terminado com 36, 54 e 72 buracos. Outros nomes famosos na lista de inscritos são o sueco Alex Noren, que já venceu dois torneios este ano e que terminou no 11º lugar o prestigiado Alfred Dunhill Links Championship na semana passada; o “bombardeiro” espanhol Álvaro Quirós – que mantém a sua afiliação ao Oceânico Victoria Golf Course – e o seu compatriota José Maria Olazábal.

O antigo duplo campeão do Masters é um dos maiores heróis de sempre da Ryder cup, é um bom amigo do português Ricardo Santos e esteve afastado 18 meses devido a lesão, mas já regressou à competição e também vai competir no Algarve.

Entre antigos jogadores da Ryder Cup presentes no ‘field’ deparamos com o iconoclasta Victor Dubuisson e Jamie Donaldson.

O galês Donaldson terminou sempre no top-10 nas três presenças anteriores no Portugal Masters, enquanto o carismático Dubuisson, o melhor francês de sempre no ranking mundial, alcançou um top-20 em 2013.

Ricardo Melo Gouveia liderará a armada portuguesa e faltam ainda anunciar os nomes dos (pelo menos) quatro profissionais e dois amadores que irão completar a rica lista de inscritos do 10º Portugal Masters.

O mais importante torneio de golfe português decorre de 20 a 23 de outubro, com o Pro-Am no dia 19, distribuindo prémios monetários no valor de de 2 milhões de euros.

As campanhas de aquisição de bilhetes antecipados com preços bonificados para se poder assistir ao 10º Portugal Masters estão disponíveis no site: https://www.eventbrite.co.uk/e/portugal-masters-tickets24935202863